O prefeito Tião Bocalom (PL), em entrevista à imprensa, deixou patente que tem conhecimento das conversas de bastidores que tratam sobre uma composição entre o seu atual partido, o PL (Partido Liberal), e próceres da candidatura do senador Alan Rick (Rep), onde as tratativas miram uma composição tendo o senador Márcio Bittar (PL) concorrendo à reeleição sob o guarda-chuva do republicano. Conhecedor do fato, Bocalom suscitou a possibilidade de buscar outra sigla para concorrer ao governo em outubro próximo, empreitada que dá como certa.
Credenciais
Instado a comentar a situação, Bocalom foi sucinto: “Eu fiquei sabendo dessas conversas. O Márcio não me ligou, ninguém me ligou. Estou sabendo. Mas acho que é fazer o quê? Vamos continuar tocando. Eu sempre fui essa pessoa, esse político que procura se adequar. Evidentemente que nós temos um projeto, que é ser governador. Acho que não tem momento melhor do que esse que estou vivendo na minha vida para ser governador, devido ao trabalho em Acrelândia e ao trabalho em Rio Branco”, disse.
No páreo
E segue: “Então acho que o momento é propício. Claro que já coloquei meu nome. Só tinha dois nomes, colocamos mais um, o nosso, e vamos continuar lutando. Se houver problema com o PL, vamos ter que achar outro caminho, não tem jeito, mas espero que não tenha problema”, completou.

Fiscalização
A exemplo do que ocorre na esfera do parlamento federal, sob o acompanhamento do TCU (Tribunal de Contas da União), o TCE-AC (Tribunal de Contas do Estado do Acre), por meio da Secretaria de Controle Externo, encaminhou na última quarta-feira, 11, Ofício Circular aos Municípios solicitando o preenchimento de formulário destinado ao levantamento de informações sobre as emendas parlamentares municipais aprovadas nos orçamentos de 2025 e 2026.
Lupa
O objetivo é coletar dados relativos ao arcabouço normativo municipal, modalidades de transferência, mecanismos de transparência, rastreabilidade e acompanhamento da execução das emendas. A iniciativa visa subsidiar as ações de fiscalização do Tribunal, em observância aos princípios constitucionais da publicidade e transparência, bem como às diretrizes da Resolução TCE/AC nº 133/2025.

Entra e sai
Após meses de desgaste e uma longa reunião entre todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que avançou até o início da noite desta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. Seu substituto, decidido por sorteio, será André Mendonça, a quem caberá decidir se o caso volta inteiro ou em partes para a primeira instância.
Pressão
Ao longo de todo o dia, Toffoli vinha sendo pressionado a deixar a relatoria e até mesmo o Supremo, por conta da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre ele e o dono do Master, Daniel Vorcaro. Em nota, o STF informou que Toffoli, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu a redistribuição do caso a outro ministro. No mesmo comunicado, o Supremo afirmou que não há fundamento para arguição de suspeição, reconheceu a validade de todos os atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao magistrado, destacando a inexistência de impedimento formal. (UOL)
Rendição
A saída de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo costurado ao longo da tensa e prolongada reunião entre os ministros do STF. Segundo ministros, o relator percebeu rapidamente que não havia maioria para sua permanência. Inicialmente resistente, acabou cedendo após ouvir manifestações de colegas que avaliaram ser inevitável a continuidade das pressões — internas e externas — caso insistisse em seguir à frente do inquérito. (Globo)
Barulho
Fato é que as informações contidas nos relatórios da PF entregues a Fachin ainda não são públicas, mas pequenos detalhes burocráticos dão a entender que a relação entre Toffoli e Vorcaro pode ter consequências bem mais ruidosas do que a simples saída do ministro da relatoria do caso.
Bonança
O ministro, aliás, vem acumulando um considerável patrimônio com imóveis. Somados, os imóveis registrados em Brasília em nome de Toffoli, da filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente envolve um apartamento de alto padrão, comprado em fevereiro por R$ 2,5 milhões por Pietra Ortega Toffoli.
Casch
A escritura não registra financiamento bancário, o que indica pagamento à vista. Procurado, Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que “todas as receitas e patrimônios do ministro estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal”.
Malabarismo
Toffoli passou o dia de ontem tentando se defender e buscando maneiras de angariar apoio para se manter na relatoria do caso. Fracassou. Sua última ação como relator foi determinar à Polícia Federal que encaminhasse ao seu gabinete os relatórios sobre o Master, incluindo os dados extraídos dos telefones de Vorcaro, que, vale destacar, foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin, no início da semana. Toffoli ainda divulgou uma nota admitindo ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort do qual os irmãos de Toffoli são os controladores.
Cascata
A crise teve reflexos na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que indicou Toffoli ao STF em 2009, disse a aliados que o ministro estava desgastando a imagem do Supremo e deveria se afastar do caso Master. Pela manhã, Lula se reuniu informalmente com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, fez saber que o Planalto considerava que a insistência de Toffoli em seguir no caso contaminava o governo — por conseguinte, sua campanha à reeleição.
Estátua
Pelo lado da oposição, conta o Painel da Folha de São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado a “jogar parado”, não se envolvendo com o tema. Segundo seus assessores, a situação desgasta o governo, e uma crítica de Flávio ao Supremo azedaria mais as relações da família com a Corte num momento em que se pleiteia a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. (Folha)

Pressão
O presidente Lula (PT) voltou a pressionar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo de Minas Gerais. Segundo um auxiliar do parlamentar, Lula não abriu espaço para que Pacheco apresentasse outras alternativas para o estado em uma reunião entre os dois.
Senso
Pacheco respondeu que tem responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia, e afirmou que tomará uma decisão no momento certo. A definição passa também por uma mudança partidária. Hoje no PSD, Pacheco deve deixar a sigla, que pretende lançar Mateus Simões, vice de Romeu Zema, ao governo mineiro.
Na avenida
O TSE rejeitou o pedido de liminar para barrar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fará homenagem ao presidente Lula. Por unanimidade, a Corte acompanhou o voto da relatora, a ministra Estella Aranha, que afirmou não ser possível impor censura prévia. Segundo a decisão, eventuais irregularidades deverão ser analisadas posteriormente.