Presos ocupavam cargos de liderança na facção Bonde dos 13 no Acre e demais estados. Operação Convergência Nacional foi deflagrada nesta terça-feira (2) pela Polícia Civil e o MP-AC
Dezenove pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa Bonde dos 13 no Acre foram presas durante a Operação Convergência Nacional, deflagrada nesta terça-feira (2) na capital Rio Branco, Brasiléia e Epitaciolândia, interior do Acre, e nos estados de Ceará e Santa Catarina.
A ação envolveu equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MP-AC).
De acordo com os investigadores, os alvos ocupavam diferentes funções dentro da organização criminosa, entre elas cargos de liderança, arrecadação de dinheiro, cobrança de contribuições internas da facção, apoio logístico ao tráfico de drogas e articulação de atividades criminosas.
Ao todo, 18 pessoas foram presas em Rio Branco e uma em Epitaciolândia. Duas delas em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais. A Justiça expediu 42 mandados judiciais, sendo 21 de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
As investigações que deram origem à operação começaram após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos em outras ações policiais.
A partir desse material, os investigadores identificaram uma rede de integrantes que atuavam de forma coordenada dentro e fora do Acre.
O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Antônio Alceste, afirmou que a operação faz parte de uma mobilização nacional de enfrentamento às facções criminosas e classificou a ação como um avanço nas investigações contra o grupo.
“Hoje foram presas 19 pessoas, além de duas prisões em flagrante. Também houve apreensão de dinheiro e drogas. A gente acredita que foi um duro golpe na criminalidade organizada”, disse.
O delegado Gustavo Neves informou que todos os presos desta terça (2) são apontados como integrantes do Bonde dos Treze e exerciam funções consideradas relevantes dentro da facção.
Além das prisões, equipes apreenderam drogas, dinheiro e materiais usados pelo grupo. Entre os itens recolhidos estão equipamentos táticos e capas de coletes balísticos.
“Acreditamos que, com as prisões de hoje, parte da facção ficou desestruturada. O papel da Polícia Civil é combater as organizações criminosas e os grupos responsáveis por grande parte dos índices de criminalidade no estado”, afirmou o delegado.
Integrantes atuavam fora do estado
Ainda segundo os investigadores, a apuração também identificou integrantes que, mesmo fora do Acre, continuavam mantendo contato com membros da organização e dando suporte às atividades do grupo criminoso no estado.
O promotor de Justiça Júlio César Medeiros destacou que um dos investigados apontados como alvo da operação ocupava posição de destaque dentro da estrutura da facção.
“Foram identificadas pessoas com funções bem delineadas, desde arrecadação de recursos, cobrança de mensalidades da organização criminosa, apoio logístico ao tráfico de drogas e também funções de liderança”, disse.
Outro ponto ressaltado pelos investigadores é que parte dos mandados foi cumprida contra pessoas que já estavam presas. As apurações identificaram novos crimes e novas atribuições desses integrantes dentro da organização criminosa.
A Operação Convergência Nacional integra uma mobilização coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos de diversos estados em ações simultâneas de enfrentamento às facções criminosas.


