Pré-candidato ao Governo do Acre diz que não muda de posição política, defende ligação do Juruá com o Peru e aposta no agronegócio, com destaque para a cafeicultura, como motor do desenvolvimento estadual
Em agenda realizada em Cruzeiro do Sul, na noite de terça-feira (28), o pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, endureceu o discurso político ao reafirmar seu alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentar propostas para o desenvolvimento do Vale do Juruá e fazer críticas indiretas ao senador Alan Rick, também pré-candidato ao Palácio Rio Branco.
Sem citar nominalmente o adversário, Bocalom afirmou que mantém suas convicções políticas e criticou líderes que, segundo ele, mudam de posicionamento por conveniência eleitoral.
“Eu não sou camaleão. Eu tenho posição. Nunca neguei que sou bolsonarista”, declarou.
A fala reforçou a estratégia do prefeito de Rio Branco de consolidar seu espaço junto ao eleitorado de direita, destacando a fidelidade ao grupo político liderado por Bolsonaro.
Integração com o Peru é prioridade
Durante o encontro, Bocalom voltou a defender um antigo projeto de integração entre o Vale do Juruá e o Peru. Segundo ele, a obra é considerada estratégica para impulsionar o desenvolvimento econômico da região e será prioridade caso vença a eleição para o governo.
“Eu não vou abrir mão de ligar isso aqui com o Peru. É um sonho, mas nós temos que realizar. Se eu for eleito, nós vamos realizar”, afirmou.
Na avaliação do pré-candidato, a abertura desse corredor internacional deve caminhar lado a lado com o fortalecimento da produção rural. Como exemplo, ele citou o município de Mâncio Lima, onde, segundo disse, o crescimento da agricultura tem impulsionado a economia local.
“Hoje, Mâncio Lima tem dinheiro circulando no comércio local. É isso que eu quero para todos os municípios”, destacou.
Café como aposta para o desenvolvimento
Ao abordar propostas para a economia acreana, Bocalom voltou a defender o agronegócio como principal vetor de crescimento do estado e apontou a cafeicultura como uma atividade capaz de ampliar a geração de emprego e renda.
“O café é a saída para a nossa terra. O campo é que traz a verdadeira riqueza. Não é a cidade que traz a riqueza, é o campo”, afirmou.
Para sustentar o argumento, o pré-candidato citou sua experiência como produtor rural e afirmou ter alcançado produtividade de 204 sacas de café por hectare.
“Quatro hectares produziram 816 sacas. Não precisa roubar, não precisa vender droga. É só tratar bem da lavoura”, declarou.
Alinhamento com Bolsonaro
Na reta final do discurso, Bocalom voltou a reforçar o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que espera contar com sua influência política em Brasília para viabilizar projetos considerados estratégicos para o Acre.
“O Bolsonaro vai estar lá em Brasília para ajudar a quebrar essa história. O Bolsonaro é o nosso candidato, ele é o nosso presidente”, concluiu.


