Rio Branco, AC 20 de março de 2026 15:11
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Boca, Cruzeiro e mais: o grupo da morte da Libertadores

Raposa volta à competição depois de seis anos e vai ter pela frente grupo complicado, com adversários tradicionais logo na primeira fase

Depois de seis anos longe da Libertadores, o retorno do Cruzeiro já começa em grande estilo: grupo da morte. A Raposa foi sorteada para enfrentar Boca Juniors, Universidad Católica-CHI e Barcelona-EQU, adversários fortes e tradicionais no torneio. Junto com os concorrentes, a Celeste forma o Grupo D.

No Pote 2 para o sorteio, o Cruzeiro foi o segundo time sorteado para o grupo. O Boca já estava na chave por ser cabeça de chave e ter sido escolhido antes. Depois, se juntaram os times chileno e equatoriano para compor o que foi elencado o mais difícil grupo desta edição.

E a dificuldade se dá por conta de não ter muita margem para erro no torneio. Para qualquer um dos times, perder pontos em casa, por exemplo, pode comprometer a classificação para os mata-matas. Por isso, cada jogo tem a tendência a ser duro.

Cruzeiro de volta

Bicampeão da Libertadores (1976 e 1997), o Cruzeiro tenta o tri da maior competição da América do Sul. O time ficou seis anos fora do torneio.

Neste meio tempo, viveu a maior crise da história, com rebaixamento no Brasileiro e anos na Série B. Até a volta por cima e uma temporada convincente, como a de 2025.

Com a boa campanha feita no ano passado, a Raposa se credenciou a voltar à Libertadores e, agora, vai encarar o grupo da morte para seguir para os mata-matas e seguir sonhando na competição.

Boca Juniors – Argentina

Dono de seis títulos da Libertadores, o Boca Juniors é considerado um dos bicho-papões do torneio. Mesmo com o último título em 2007, a equipe argentina tradicionalmente faz jogo duro contra brasileiros e já foi algoz de alguns deles na competição.

Os últimos anos têm sido de mais dificuldade para o Boca no torneio, ausente em algumas edições, mas também chegando longe quando possível. Foi finalista em 2023, batendo o Palmeiras na semifinal. Perdeu para o Fluminense a decisão.

Antes disso, em 2018, mais uma vez foi algoz do Palmeiras em uma semifinal e novamente foi vice: desta vez ao perder para o rival River Plate na decisão, que precisou acontecer no Santiago Bernabéu.

Na ocasião, foi a última final em dois jogos. Depois de empate na Bombonera, a partida da taça aconteceria no Monumental. O ônibus do Boca acabou apedrejado por torcedores do River na chegada. Com isso, o jogo foi adiado e transferido para Madri. Depois disso, as finais passaram a ser em partida única.

Universidad Católica – Chile

A melhor participação do Universidad Católica em uma Libertadores aconteceu em 1993, quando o time chileno perdeu a final para o São Paulo.

A equipe é uma das mais tradicionais do Chile, com 16 títulos chilenos. Ao lado de Colo-Colo e Universidad de Chile, a Universidad Católica é uma das principais potências do país.

Ainda em começo de temporada, a equipe é a quarta colocada do Campeonato Chileno, quatro pontos atrás do líder Colo-Colo. Até aqui, foram três vitórias, dois empates e duas derrotas no torneio.

Barcelona de Guayaquil – Equador

Apesar de tradicionalmente enfrentar equipes brasileiras, o duelo contra o Cruzeiro vai ser inédito para o Barcelona. A equipe eliminou o Botafogo na fase preliminar deste ano. Além disso, já foi adversária do Palmeiras em algumas oportunidades, eliminando o alviverde nos pênaltis em 2017.

O time tem tradição na Libertadores, chegando na final em duas oportunidades. Em 1990 foi derrotado pelo Olímpia, do Paraguai. Já em 1998, o Vasco bateu o time equatoriano na decisão e conquistou o título.

Além das finais, a equipe já chegou até as semifinais em sete oportunidades. Com isso, mostra que sabe jogar a competição, principalmente em seu estádio. Para este ano, conta com o folclórico e goleador argentino Dario Benedetto, que defendeu o Boca Juniors por anos.