Rio Branco, AC 3 de fevereiro de 2026 19:43
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Base do governo vai assinar CPI do Banco Master, diz Lindbergh

Líder do PT diz que governistas vão assinar pedidos de CPI e CPMI sobre o caso e descarta apoio a iniciativa apresentada pelo PL

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou nesta terça-feira (3) que a bancada governista irá apoiar a abertura de investigações parlamentares para apurar o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a decisão já foi tomada no âmbito do governo e envolve diferentes frentes de apuração no Congresso Nacional.

Lindbergh explicou que os parlamentares da base irão assinar tanto o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara quanto o pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que tramita de forma conjunta entre deputados e senadores.

De acordo com o deputado, o apoio do governo alcança o requerimento apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e também a proposta de CPMI das deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna. “Foi uma determinação aqui do governo, dos órgãos e das instituições, ir para cima dessa maior fraude bancária da história. Nós vamos assinar tanto a CPI da Câmara do Hollenberg, quanto a CPI da Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, que é uma CPMI. A gente vai assinar essas duas”, afirmou o parlamentar a jornalistas.

O líder petista, no entanto, deixou claro que o PT não dará apoio ao requerimento apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que também propõe uma CPMI para investigar o Banco Master. Segundo Lindbergh, a iniciativa do PL tem um foco distinto daquele defendido pela base governista. “O PL tem muitos problemas para resolver. Inclusive, a CPMI que eles apresentam é um objeto distorcido. Não é para analisar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, declarou.

Ainda segundo Lindbergh Farias, o governo não demonstra receio em relação às investigações sobre o caso e avalia que o aprofundamento das apurações é necessário para responsabilizar eventuais envolvidos. Para ele, a estratégia do Planalto é intensificar o cerco à fraude bancária por meio de diferentes instrumentos institucionais, tanto no Legislativo quanto em outros órgãos de controle.

Viagem de Lula a Washington pode “zerar” o tarifaço, diz Alckmin

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (3) que a próxima viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos terá como foco central a retirada total das tarifas que ainda incidem sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A visita a Washington está prevista para março e deve incluir uma reunião presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o vice-presidente, o chamado “tarifaço” norte-americano já foi parcialmente reduzido nos últimos meses, mas ainda afeta uma parcela relevante das exportações brasileiras. Ele destacou que o tema estará entre os principais pontos da conversa entre os dois chefes de Estado.

“A expectativa [sobre a viagem] é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço, reduziu e hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou Alckmin.

De acordo com o vice-presidente, diversos setores já foram retirados da lista de produtos atingidos pelas tarifas, após avanços nas negociações bilaterais. “Já avançou bastante, nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas, café… já muita coisa saiu [do tarifaço]. A ideia agora é focar bastante agora em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, disse.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que o encontro presencial entre Lula e Donald Trump poderá contribuir para reorganizar e fortalecer a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Além das questões comerciais, o governo brasileiro considera que a agenda deve incluir temas de interesse comum, como a situação na América Latina e o combate ao crime organizado.