Com foco na definição de estratégias para ampliar as exportações do agronegócio e reforçar o acesso do setor aos mercados globais, o Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas encerrou sua programação no último domingo, com perspectivas consideradas positivas pelos organizadores. O evento, realizado entre os dias 25 e 28 de novembro, em Brasília, foi organizado pela ApexBrasil e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Também houve participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Pujança
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, destacou que, apenas em 2025, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil somaram US$74 bilhões. Ele também lembrou que mais de 400 novos mercados internacionais foram abertos para produtos brasileiros desde 2023, movimento que, segundo Viana, tem potencial para impulsionar bilhões de dólares em exportações.
Otimismo
“Esse ano foi extraordinário por vários aspectos e desafiador por outros. E o próximo será ainda melhor. O Brasil deu um novo salto de sua presença no mundo, ajudando a alimentar o mundo, ajudando a gerar emprego no mundo, ajudando a resolver problemas sociais dentro e fora do país, a fazer a transição energética, a reduzir desmatamento e enfrentando as crises”, destacou Viana.
Oportunidade
Viana também ressaltou que, a partir de uma parceria entre governo, setor privado e representantes brasileiros no exterior, é possível criar mecanismos que ajudem o setor agro brasileiro a ser ainda mais fortificado no exterior. Para ele, trata-se de uma oportunidade de o país mostrar para o mundo as qualidades que detém no campo alimentício.

Efeito Lula
A taxa de desemprego do Brasil caiu no trimestre encerrado em novembro para 5,2%, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual é o menor registrado em toda série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.
Desemprego
A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O número representa queda de 7,2% frente ao trimestre móvel anterior e recuo de 14,9% na comparação anual.
Dignidade
Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,0 milhões de pessoas, novo recorde. O total cresceu 0,6% no trimestre e 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o nível da ocupação chegou a 59,0% da população em idade de trabalhar, o maior já registrado.
Vigor
O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica. O indicador apresentou alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% no ano. A massa de rendimento real habitual também bateu novo recorde, totalizando R$ 363,7 bilhões. O montante cresceu 2,5% no trimestre e 5,8% na comparação anual, reforçando o avanço da renda no mercado de trabalho brasileiro.
Histórico
Divulgado desde 2012, o estudo do IBGE abrange todo o território nacional. Em suas coletas, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho entre a população com 14 anos ou mais. O grupo é aquele que integra a população economicamente ativa do país.

Ação nefasta
O deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou, por meio de suas redes sociais, uma informação falsa sobre uma suposta taxação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em transações financeiras acima de R$ 5 mil. Ontem, segunda-feira, a Receita Federal divulgou uma nota pública para desmentir as fake news que possuem “o objetivo de enganar as pessoas”, sem citar o parlamentar.
Má fé
Na postagem compartilhada por Nikolas na rede social X, publicada por um perfil bolsonarista no domingo, é veiculado que o governo irá implementar uma tarifa de 27,5% aos trabalhadores que movimentarem mais de R$ 5 mil por mês a partir de 2026. Segundo a Receita, no entanto, essa tributação não existe e tal informação “é completamente falsa”.
Alvoroço
“A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual. Não existe tributação por movimentação financeira”, esclareceu o órgão. Mesmo após o comunicado, os termos “Receita Federal imposto” e “Receita Federal taxação” estão entre os mais buscados na internet nesta terça-feira, segundo dados do Google Trends. De acordo com a entidade, também circula a informação de que haverá uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo.
Contexto
A ação deliberada de bolsonarista busca tirar dividendos políticos em desfavor do governo. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, diz outro trecho da nota. No final de novembro, o presidente Lula sancionou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês e dá um alívio tributário a quem recebe até R$ 7.350 mensais. Para compensar a perda de arrecadação para o governo, a proposta prevê que contribuintes de alta renda vão pagar mais.
Fato
O fato concreto com a vigência da nova tabela de Imposto de Renda, a vigorar a partir do próximo dia 01 de janeiro, é que haverá uma tabela específica para quem ganha de R$ 5 mil a R$ 7.350 ao mês. As alíquotas serão progressivas, subindo aos poucos conforme a renda aumenta, e haverá uma dedução automática, para evitar que quem ganha pouco acima de R$ 5 mil ao mês tenha que pagar IRPF e, portanto, termine com um salário líquido abaixo do limite da isenção.

Folga
Em 2026, nove dos dez feriados nacionais cairão em dias úteis. Um exemplo é o Dia do Trabalhador, em maio, que será celebrado em uma sexta-feira. Os chamados “feriadões” acendem um alerta no setor produtivo, sobretudo pelos desafios logísticos e de gestão de pessoal. Segundo o vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Márcio Luís, a indústria tende a ser o segmento mais impactado.
Rescaldo
De acordo com o dirigente Márcio Luís, as interrupções na jornada de trabalho resultam em perda de produtividade e exigem atenção por parte do setor produtivo para evitar a fragilização da economia.
Complicador
“É importante destacar que a média da produção brasileira já é bem abaixo do que se apresenta em economias tidas como de primeiro mundo. A partir do momento que há interrupção na jornada de trabalho, essa produção com certeza também vai reduzir. Sem dúvida alguma, o segmento que mais vai sofrer são as indústrias, que dependem de escala, de uma produtividade ininterrupta”, afirma Márcio Luís.
Balanço
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, estima que o brasileiro terá cerca de 45 dias de folga – somando os 30 dias de férias e o período de feriados. Na avaliação dele, isso deve impactar a concorrência da indústria no mercado internacional.
Prós e contras
Como a maioria dos feriados cairá em dias úteis, haverá maior possibilidade de emendar as folgas. Algumas datas ocorrerão em segundas ou sextas-feiras, o que pode resultar em até três dias consecutivos sem trabalho. Nesse cenário, o comércio local tende a ser prejudicado, já que parte dos trabalhadores aproveita o período para viajar. Em contrapartida, segundo Márcio Luís, os setores hoteleiro e de turismo devem ser beneficiados.