Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 18:39
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Atribuições

Sabem qual é a principal tarefa da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH)? No papel, a pasta deveria ter como foco principal planejar, executar e monitorar políticas públicas que garantam a proteção social, os direitos humanos e a cidadania de populações em situação de vulnerabilidade, risco social ou violação de direitos.

Fora de órbita

Sabem aonde anda agora, neste momento, o responsável por administrar, coordenar e fazer executar essas tarefas no âmbito da Prefeitura Municipal de Rio Branco, o secretário João Marcos Luz? A milhares de quilômetros da capital acreana, participando de um ato político em prol da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado, julgado e preso por coordenar um movimento que buscava perpetrar um golpe contra o estado democrático de direito.

Galera

Luz, mais um grupo de radicais bolsonaristas, juntou-se ao protesto “Caminhada pela Liberdade”, encabeçado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), que percorre um trecho da cidade de Paracatu (MG) até Brasília, pregando anistia para o ex-presidente e aqueles que seguiram suas orientações, tudo isso subsidiado pelo contribuinte rio-branquense, vez que no final do mês o salário do secretário pousará intacto em sua conta bancária.

Causa

Marcus Luz, em suas redes sociais, tentou imprimir nexo à sua jornada interestadual: “O meu espírito me diz que eu preciso ajudar, vou para a caminhada até Brasília. Estou representando o líder da direita no Acre, o prefeito Tião Bocalom”, afirmou o secretário. João Marcos Luz une-se aos também acreanos Márcio Bittar (senador, PL/AC) e Coronel Ulysses (deputado federal, UB/AC) que também participam da maratona que buscam anistiar àqueles que atentaram contra a Constituição Federal.

Resumo

Intrigante sobre a dita marcha é que os mesmos que hoje caminham supostamente em defesa de um personagem que atentou contra a democracia, posando de guardiões da liberdade, seriam os primeiros a não poder caminhar coisa alguma se estivéssemos sob uma ditadura real. Paradoxalmente, usam a democracia – que desprezam quando lhes convém – para tentar blindar quem a atacou. É a liberdade servindo de escudo para o autoritarismo, temperada com versículos escolhidos a dedo.

Oportunidade

Diante da guerra de bastidores entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo protagonismo no campo da direita, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, passaram a atuar de forma mais ativa para transformar o impasse em oportunidade política.

Vácuo

Na avaliação de caciques da legenda, o racha no campo conservador abriu uma brecha para atrair lideranças de outras siglas para um bloco de apoio à candidatura do paranaense ao Palácio do Planalto. Um dos focos é o União Brasil.

Movimentação

Nas últimas semanas, Ratinho Jr. fez reuniões internas no PSD e passou a dizer, sem rodeios, que está decidido a disputar o Planalto. Kassab, por sua vez, tem reforçado publicamente, e repetido em conversas reservadas, que, hoje, o governador do Paraná reúne as melhores condições para representar a legenda em 2026. A mensagem transmitida pelo dirigente é clara: se a decisão fosse tomada agora, Ratinho seria o escolhido, ainda que o partido mantenha outros nomes no radar e acompanhe de perto os movimentos do Republicanos e do PL.

Ótica

A leitura no PSD é que a indefinição entre Flávio e Tarcísio não apenas atrasa a organização da direita como cria um vácuo de comando. Flávio se coloca como herdeiro político do bolsonarismo, mas enfrenta dificuldades para ampliar alianças além do núcleo ideológico. Tarcísio, por sua vez, oscila entre acenos ao projeto presidencial e sinais de que buscará a reeleição em São Paulo — o que, na avaliação de aliados de Ratinho Jr., joga a favor do paranaense por retirar do jogo o nome considerado pelo grupo como mais competitivo.

Resistência

A despeito da saraivada de críticas por sua atuação no caso das fraudes no Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não tem qualquer intenção de deixar a relatoria do processo ou devolvê-lo à primeira instância. Toffoli disse a colegas que vai “apanhar o que tiver que apanhar” e “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade”. Ele também divulgou uma nota elogiando a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de arquivar um pedido de deputados para afastá-lo da relatoria do caso Master, dizendo que isso “reafirma a regularidade da condução”.

Chancela

Na quinta-feira, 22, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou uma nota para defender a atuação da Corte e do ministro. No texto, ele afirma que cabe ao Supremo atuar “na regular supervisão judicial, como vem sendo feito pelo ministro relator, Dias Toffoli. Toffoli vem sendo criticado desde que levou todo o caso Master para o STF e decretou sigilo máximo, seguido de decisões como mandar lacrar provas apreendidas e criticar a atuação da Polícia Federal.

Questionamentos

A revelação de negócios de seus irmãos envolvendo um resort com o cunhado e braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Master, elevaram os questionamentos à atuação do ministro. Fachin, porém, reafirmou a autoridade de Toffoli para atuar no recesso e disse que “eventuais vícios ou irregularidades alegados” serão examinados depois pelo colegiado.

Dolce vita

A propósito do ministro Tofolli, funcionários destacados para atender ministros do STF permaneceram por ao menos 150 dias em Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá (foto), associado ao ministro Dias Toffoli. Desde dezembro de 2022, o pagamento de diárias a esses agentes ultrapassou R$ 454 mil.

Festa

Dados do TRT-2 indicam deslocamentos frequentes de equipes de segurança para a cidade, com a justificativa de prestar apoio e transporte a uma autoridade do Supremo. Os registros não identificam o ministro atendido, e o STF não comentou o caso. As viagens se concentraram em períodos de férias, recesso do Judiciário, Carnaval, julho e fim de ano. No último Ano-Novo, agentes também estiveram no local, reforçando relatos de que Toffoli segue frequentando o resort.

Bico fechado

A defesa de Daniel Vorcaro negou que exista qualquer proposta ou negociação de delação premiada em curso. A declaração foi feita após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, movimento que alimentou especulações sobre uma possível colaboração. Warde, conhecido por criticar esse tipo de acordo, teria deixado a defesa justamente por discordar da estratégia. Apesar dos rumores, a atual equipe jurídica afirma que não há tratativas com a Polícia Federal e que manterá a linha técnica da defesa.

Expectativa

Mesmo sem delação, os depoimentos de Vorcaro agitam o meio político. Segundo Aguirre Talento, da coluna de Fausto Macedo, do jornal O Estado de São Paulo, o dono do Master afirmou à PF que tratou da abortada venda de seu banco ao Banco Regional de Brasília (BRB) diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Rocha admitiu ter ido uma vez à casa do banqueiro, mas negou ter discutido o negócio. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou.

Idas e vindas

Depois de adiar a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi às redes sociais reafirmar sua decisão de concorrer à reeleição e descartou ser candidato à Presidência da República. Tarcísio adiou o encontro afirmando que tinha compromissos em São Paulo, mas não anunciou uma nova data.

Família

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado nas eleições de outubro. A interlocutores próximos, ele afirmou que sua preferência é permanecer como vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo relatos, Alckmin disse que seu futuro político se resume a continuar na Vice-Presidência ou “capinar em Pinda”, em referência a Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal, onde mantém um sítio da família.