Senegal bateu Marrocos na prorrogação depois de um jogo repleto de decisões polêmicas do árbitro congolês Jean-Jacques Ndala
Os marroquinos parecem não ter aceitado ainda o vice-campeonato para Senegal na Copa Africana de Nações. A decisão, recheada de polêmicas, foi um dos assuntos mais comentados do mundo do futebol no último final de semana.
Durante uma sessão plenária, um deputado marroquino pediu a prisão do árbitro congolês Jean-Jacques Ngambo Ndala, que apitou a final entre Marrocos e Senegal no último domingo (18). Segundo o político, as decisões do árbitro foram estranhas e “pró-Senegal”.
Além disso, o deputado também afirmou que a seleção senegalesa abandonou a partida para ir ao vestiário fazer “magia negra” para que Brahim Díaz errase a cobrança.
Entenda a polêmica
Tudo começou nos acréscimos do segundo tempo. Após 90 minutos intensos e de muitas reclamações dois dois lados, o árbitro Ngambo Ndala apontou pênalti para Marrocos após consultar o VAR e entender que Brahim Díaz havia sido derrubado por Malick Diouf dentro da área.
A decisão do árbitro levou os senegaleses à loucura, e a seleção acabou abandonando o campo por alguns minutos. Camisa 10 de Senegal, Sadio Mané foi quem foi ao vestiário chamar jogadores e membros da comissão técnica de volta ao campo.
Na cobrança, o próprio Brahim Díaz foi quem bateu, mas com uma cavadinha fraca acabou jogando a bola nas mãos de Mendy, e fazendo com que o duelo fosse para a prorrogação.
Com apenas quatro minutos na prorrogação, o cenário mudou de vez quando Pape Gueye abriu o placar para Senegal, 1 a 0. O jogo continuou pesado, com entradas duras e chances para os dois lados. Apesar do sufoco marroquino, Senegal segurou o placar e sagrou-se bicampeão da Copa Africana de Nações.