Rio Branco, AC 16 de março de 2026 15:17
HOME / GERAL / Após paralisação de 31 linhas, Ricco anuncia retorno integral da frota nesta segunda (16)

Após paralisação de 31 linhas, Ricco anuncia retorno integral da frota nesta segunda (16)

Na última sexta (13), empresa enviou documento à prefeitura alegando problemas na operação do sistema. Nesta segunda (16), todas as linhas voltaram a operar normalmente

Após a paralisação de 31 das 50 linhas de ônibus da capital acreana no último sábado (14), a Ricco Transportes e Turismo, responsável pelo transporte coletivo de Rio Branco há cerca de quatro anos por meio de contrato emergencial, anunciou o retorno integral das linhas nesta segunda-feira (16).

Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa informou que a decisão ocorreu após uma reunião da diretoria. Segundo o comunicado, o retorno acontece mesmo que alguns problemas apresentados nos últimos dias ainda não tenham sido totalmente solucionados. (Leia a nota na íntegra mais abaixo)

“A Ricco Transportes tem plena consciência da importância e da necessidade que a população possui em relação ao uso do transporte público. Por esse motivo, decidiu reestabelecer o funcionamento das linhas, buscando garantir que os usuários não fiquem prejudicados”, diz parte da nota.

A empresa afirmou ainda que segue trabalhando para solucionar as demais questões e melhorar a prestação de serviço para a população.

Suspensão das 31 linhas

No último sábado (14), a empresa anunciou a paralisação das 31 das 50 linhas de ônibus na capital, alegando problemas nos veículos e falta de manutenção nas ruas da cidade.

Ainda de acordo com a empresa por meio de documento encaminhado à prefeitura na última sexta-feira (13), a medida também ocorre devido a um desequilíbrio econômico-financeiro, onde apontam prejuízo de mais de R$ 8 milhões em 2025.

Entre os motivos apontados pela empresa estão também a falta de manutenção das vias da cidade, que, segundo a Ricco, aumenta o desgaste da frota e os custos de operação, além de defasagem tarifária e problemas no sistema de bilhetagem.

“Dessa forma, a suspensão da operação nas linhas críticas não é um ato de arbítrio, mas um exercídio do dever de mitigação de danos. A concessionária não pode ser compelida a autodestruir seu parque rodante para suprir a ineficiência estatal na manutenção urbana”, diz o documento.

Com a paralisação, passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar pela cidade. Em alguns pontos de ônibus da capital, usuários aguardaram por mais de uma hora pelo transporte.

Ainda conforme o documento, a empresa afirma acumular prejuízo superior a R$ 8,6 milhões operando o sistema de transporte coletivo na capital.