Rio Branco, AC 4 de fevereiro de 2026 17:52
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Após enchente, deslizamento de terra em ponte ameaça isolar dois municípios do restante do Acre

Margem da Ponte José Augusto cedeu e o desmoronamento está a uma distância de 3 metros da passagem de veículos

Um deslizamento de terra atingiu a cabeceira da Ponte José Augusto, em Brasiléia, no interior do Acre, após a vazante do Rio Acre, e ameaça isolar os municípios de Brasiléia e Assis Brasil do restante do estado. A erosão avançou até cerca de três metros da pista por onde passam os veículos.

A Ponte José Augusto é a única ligação terrestre entre Brasiléia e Assis Brasil com o restante do Acre e também conecta Brasiléia a Epitaciolândia. O deslizamento ocorreu no trecho da estrutura que fica em território de Brasiléia.

O deslizamento ocorre na parte que fica na cidade de Brasiléia. À Rede Amazônica Acre, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que já está ciente do problema e vai estudar o que precisa ser feito, em conjunto com as prefeituras de Brasiléia e de Epitaciolândia.

A Defesa Civil de Brasiléia disse que acompanha o cenário desde os primeiros sinais de instabilidade e reforçou o monitoramento diante do risco de novos deslizamentos.

“É preocupante porque a qualquer momento pode ceder a cabeceira e vamos ficar isolados. Trata-se de uma rodovia federal e, recentemente, foi passada para o município de Epitaciolândia”, explicou o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro.

Pela ponte, trafega diariamente um fluxo intenso de veículos pesados, como carretas da fronteira e caminhões que abastecem a região.

Deslizamento avança na cabeceira da Ponte José Augusto — Foto: Eldson Júnior/Rede Amazônica Acre

Enxurrada e decreto de emergência

No último dia 29, a Prefeitura de Brasiléia cancelou a programação de Carnaval e decretou situação de emergência devido aos impactos das fortes chuvas e à elevação do nível do Rio Acre na região. Epitaciolândia não tem festa anual de Carnaval.

O Rio Acre chegou a marcar 10,10 metros e registrou uma subida de 6,04 metros após a enxurrada registrada dois dias antes. A cota de alerta no município é de 9,80 metros e a de transbordo 11,40 metros.

Em apenas uma hora, conforme a Defesa Civil Municipal, choveu mais de 100 milímetros. A enxurrada deixou ruas alagadas, causou transtornos no trânsito, provocou o transbordamento de igarapés na zona rural e derrubou pontes em ramais.