Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 18:49
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Apesar de queda nacional, Acre registra aumento de internações por influenza A, aponta Fiocruz

Estado está entre os que registraram crescimento de hospitalizações por SRAG, enquanto o país apresenta tendência de queda. Primeiro Boletim Infogripe do ano foi divulgado na última semana

As hospitalizações por influenza A continuam em crescimento no Acre, segundo o primeiro boletim de 2026 do levantamento da InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quinta-feira (8).

O relatório analisa dados da Semana Epidemiológica 53, referente ao período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026, e indica que o estado segue entre aqueles com aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas pelo vírus.

Os dados do levantamento mostram que o estado acreano permanece classificado fora da zona de segurança e que, nas últimas duas semanas, apareceu com nível de atividade acima do considerado seguro para SRAG.

Já nas últimas seis semanas, o estado seguiu sem sinal de queda, diferentemente da maioria dos estados brasileiros. Entre os principais sintomas, estão a febre, tosse, falta de ar ou dor de garganta.

Segundo a Fiocruz, o comportamento das síndromes respiratórias segue ligado à sazonalidade, com maior impacto nos períodos mais chuvosos e de maior circulação viral na Região Norte.

No comparativo regional, o boletim indica que Rondônia é o único estado do Norte classificado em nível de alerta no período analisado. Amazonas e o Acre, por outro lado, são citados no relatório como locais onde as hospitalizações por influenza A continuam aumentando.

No recorte nacional, o boletim aponta queda nos casos de SRAG. A maioria dos estados e capitais brasileiras está classificada em situação de estabilidade ou segurança, sem níveis elevados de alerta ou risco neste momento.

Além disso, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a influenza A respondeu por 21,9% dos casos positivos de SRAG no país e ficou atrás apenas do rinovírus.

Crianças e idosos são os mais afetados

O relatório mantém o padrão observado ao longo de 2025. A incidência de SRAG é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade segue concentrada nos idosos. No caso da influenza A e da Covid-19, tanto crianças quanto pessoas mais velhas apresentam maior risco de evolução para quadros graves.

Entre os demais vírus em circulação, como rinovírus e metapneumovírus, o impacto das internações continua mais concentrado no público infantil, segundo a Fiocruz.

Em outubro de 2025, o Acre apareceu entre os estados coms e impacto entre crianças e adolescentes. tendência de crescimento nas hospitalizações por SRAG, com destaque para a circulação de vírus respiratório

Já em julho do ano passado, a Prefeitura de Rio Branco chegou a decretar situação de emergência diante do aumento expressivo de casos e óbitos por SRAG na capital.

Na ocasião, a circulação simultânea de múltiplos vírus, incluindo influenza A, VSR, rinovírus e SARS-CoV-2, pressionou a rede de saúde, especialmente os leitos pediátricos.

No entanto, a vacinação contra a gripe continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves e mortes, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.