Rio Branco, AC 11 de março de 2026 15:25
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André Kamai critica Alan Rick e Márcio Bittar por agirem contra as mulheres no Senado

Em um duro discurso na tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai criticou a atuação dos senadores acreanos Alan Rick e Márcio Bittar por participarem de uma articulação no Senado que travou o avanço de um projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo.

A proposta havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em caráter terminativo, o que permitiria que seguisse diretamente para a Câmara dos Deputados. No entanto, um recurso apresentado por senadores aliados da direita fez o texto voltar para o plenário do Senado, onde agora depende da pauta da Mesa Diretora — o que, na prática, pode atrasar ou até inviabilizar a aprovação da medida.

Para Kamai, a manobra revela uma contradição entre o discurso público de apoio às mulheres e as decisões tomadas quando há poder real de mudar a legislação.

“A misoginia é uma prática de ódio contra as mulheres e muitas vezes está na origem do feminicídio. A gente vê discursos, homenagens e flores no 8 de março. Mas, quando chega a hora de usar o poder para mudar a lei e enfrentar esse crime com seriedade, alguns escolhem travar o avanço”, afirmou.

O vereador destacou que o Acre registrou 14 feminicídios no último ano e criticou o fato de dois senadores do estado terem se associado à iniciativa que impede o avanço de uma medida considerada importante no combate ao ódio e à violência contra as mulheres.

“Essas pessoas vão estar nas eleições pedindo voto das mulheres e dizendo que são contra o feminicídio e contra o crime de ódio. Mas, quando tiveram a oportunidade de agir, usaram o poder que têm para impedir que esse projeto avance”, declarou Kamai.

Segundo o parlamentar, enfrentar o feminicídio exige mais do que discursos simbólicos: exige decisão política, mudança na legislação e investimento em políticas públicas que protejam as mulheres.

“Enfrentar o ódio contra as mulheres não se faz apenas com palavras. Se faz com atitude, com mudança de lei e com compromisso real com a vida das mulheres brasileiras”, concluiu.