Rio Branco, AC 6 de março de 2026 22:04
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André Kamai cobra honestidade sobre casas do Minha Casa, Minha Vida no Acre

O vereador André Kamai fez duras críticas ao governador Gladson Cameli após a divulgação de um vídeo em que o chefe do Executivo estadual evita citar o nome do programa Minha Casa, Minha Vida, responsável pela retomada das políticas habitacionais no estado.

Segundo Kamai, a tentativa de “rebatizar” o programa como “minha casa própria” não passa de uma forma de esconder a verdade. “Quando a verdade engasga, a gente precisa ajudar a lembrar. O programa que voltou a construir casas no Acre se chama Minha Casa, Minha Vida. Não custa nada falar o nome certo e reconhecer quem está garantindo moradia para o povo”, afirmou o vereador.

Dados do próprio governo federal mostram que o Acre terá 3.573 moradias contratadas, com investimentos que ultrapassam R$ 420 milhões, grande parte voltada para famílias de baixa renda. Só em Rio Branco, a Cidade do Povo concentra parte significativa dessas unidades, destinadas prioritariamente a mulheres chefes de família, idosos e pessoas que viviam em áreas de risco.

Kamai lembra que o cenário atual contrasta com os primeiros anos da gestão estadual. Entre 2019 e 2022, nenhuma nova casa popular foi entregue pelo governo do estado, período em que a própria Secretaria de Habitação foi extinta e a política habitacional praticamente paralisada.

“Durante anos o Acre viu promessas e pedidos em Brasília, mas não se viu essas casas saírem do papel. Agora que o programa voltou e as obras começaram, querem esconder o nome? O povo merece respeito e verdade”, criticou.

O vereador também apontou que a transparência é ainda mais necessária em um momento em que o governo estadual enfrenta sucessivas crises políticas e investigações. “Quem ocupa cargo público precisa ter compromisso com a verdade. Moradia é coisa séria. Não dá para transformar um direito do povo em propaganda enganosa”, concluiu Kamai.

Para o parlamentar, reconhecer a origem das políticas públicas não é questão de vaidade política, mas de honestidade com a população que espera, há anos, pela chance de ter uma casa digna para chamar de sua.