O candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), apresentou um plano voltado à valorização dos servidores públicos e ao enfrentamento do déficit do Acreprevidência. Durante entrevista ao programa Central da Política, da TV Gazeta, ele afirmou que pretende abrir as negociações sobre salários e Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCRs) ainda no primeiro ano de governo.
A situação dos aposentados e pensionistas também foi colocada entre as prioridades. Alan estima que o déficit previdenciário tenha alcançado R$ 924 milhões e defende a adoção de medidas para reduzir o desequilíbrio entre as receitas e as despesas do sistema. “O rombo é gigante e o próximo governo vai ter que enfrentar e encontrar uma maneira de reduzir esse déficit”, declarou.

Para os servidores da ativa, o candidato propõe uma política permanente de diálogo, qualificação e valorização profissional. Segundo ele, a melhoria dos serviços oferecidos à população passa necessariamente pelas condições de trabalho e pela remuneração das categorias. “Nós queremos cuidar bem do servidor. O servidor motivado trabalha bem. Vamos chamar todo mundo para negociar”, afirmou.
Alan relacionou a dificuldade de atender às reivindicações do funcionalismo ao comprometimento das contas estaduais. Conforme os números apresentados por ele, o orçamento do Acre chega a R$ 13,8 bilhões. “E sabe quanto tem para investimento? R$ 200 milhões”, afirmou. O candidato também citou a queda da classificação do Estado na Capacidade de Pagamento, a Capag, como um obstáculo para a contratação de empréstimos e financiamentos.

O plano de governo estabelece como meta aumentar a arrecadação sem elevar a carga tributária. “O grande desafio do governo é aumentar a arrecadação sem aumentar impostos. Ninguém aguenta mais imposto”, declarou. Alan destacou que o Estado terá de administrar a transição entre o sistema atual e o novo modelo instituído pela reforma tributária, com a CBS e o IBS, ao mesmo tempo em que busca recuperar a liquidez e ampliar a capacidade de investimento.
A estratégia defendida pelo candidato inclui uma política ativa de prospecção de empresas, com oferta de infraestrutura, conectividade e segurança para os investimentos. “O Estado tem que ter seus escritórios, agência de captação de investimentos”, defendeu. Como exemplo, ele mencionou uma indústria de açaí instalada em Feijó com recursos privados de aproximadamente R$ 8 milhões, cujos empresários apontaram estradas e acesso à internet entre as condições necessárias para ampliar a produção.

Alan pretende utilizar o potencial das cadeias do açaí, café, farinha e agricultura familiar para estimular a instalação de agroindústrias, gerar empregos e trazer novos recursos para a economia acreana. O crescimento da atividade produtiva, segundo ele, abrirá espaço no orçamento para investimentos, cumprimento das obrigações previdenciárias e atendimento das demandas dos servidores.
“Eu espero iniciar, ainda no primeiro ano, as negociações com os servidores públicos que hoje sofrem com a desvalorização e com seus PCCRs atrasados”, reforçou.
A entrevista foi conduzida pelo jornalista Adailson Oliveira e contou com a participação do jornalista Leonildo Rosas.


