Rio Branco, AC 23 de fevereiro de 2026 17:41
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Agenda

No último final de semana a cúpula dos Republicans no Acre, a frente o senador Alan Rick e o deputado federal e presidente da sigla no estado, Roberto Duarte, incursionou por Feijó e Tarauacá chancelando a filiação de novos adeptos do ideário republicano.

Cobrança

Em Feijó, durante o encontro com os novos filiados, Roberto Duarte fez um discurso enfático ao tratar dos recursos destinados pelo senador Alan Rick para o Hospital de municpio. O parlamentar destacou que os valores foram devidamente encaminhados ao Governo do Estado do Acre, atualmente sob o comando do governador Gladson Cameli, e cobrou explicações sobre a aplicação das verbas.

Lisura

“O recurso foi destinado pelo senador, foi pago e enviado ao Governo do Estado. Agora precisa chegar onde a população precisa. Não estamos falando de favor, estamos falando de direito. O povo de Feijó merece respeito e uma resposta clara sobre a aplicação dessas emendas”, afirmou Roberto Duarte.

Dever de casa

Segundo o deputado, quase R$ 4 milhões foram destinados especificamente para investimentos no hospital do município. Ele reforçou que, após o pagamento das emendas, cabe ao Executivo estadual garantir que o dinheiro seja aplicado corretamente e com transparência.

Novos tempos

No último sábado, 21, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, em Nova Déli, afirmou durante o Fórum Empresarial Brasil-Índia, que o governo do presidente Lula trabalha para inaugurar uma “nova e histórica fase” na relação entre os dois países, baseada em investimentos de mão dupla e cooperação estratégica em áreas-chave da economia.

Potencialidade

Viana também afirmou que os dois países devem ter uma meta de fazer a corrente de comércio saltar de US$ 15 bilhões para US$ 100 bilhões no médio e longo prazo. “É a parceria com maior potencial de crescimento”.

Tonificação

Em sua fala de abertura, Viana disse que a expectativa do governo é fortalecer de forma estruturante os laços entre Brasil e Índia. “O presidente Lula tem a expectativa de estar iniciando uma nova e histórica fase na relação Brasil-Índia”, declarou.

Simbolismo

Ele mencionou ter recebido um jornal com a fotografia do presidente Narendra Modi e do presidente Lula, afirmando que a imagem simboliza o momento atual. “Eu acho que expressa muito bem o momento que nós estamos vivendo. De união, de perspectiva de trabalho, e de uma fase rica na relação entre nossos povos, entre nossos países”, afirmou, acrescentando que esse movimento terá “um grande efeito na economia do Brasil e da Índia”.

Ganha ganha

Jorge Viana relatou que o presidente Lula pediu que a delegação brasileira transmitisse uma mensagem clara aos empresários indianos. “Ele pediu que falássemos para os nossos irmãos da Índia, mais que isso, que fizéssemos um convite para que as senhoras e os senhores pudessem, acreditando no Brasil, fazer investimentos no nosso país”, disse. Ao mesmo tempo, ressaltou que a parceria deve ocorrer em via dupla, com empresas brasileiras também ampliando sua presença na Índia.

Impulsor

O temor do estrago que as investigações das fraudes do Banco Master podem provocar no meio político faz o Legislativo se blindar. A cúpula do Congresso quer evitar a criação de uma CPI, defendida pela oposição bolsonarista, para investigar o banco e suas ligações com autoridades.

Escambo

Em troca a cúpula oferece derrubar em março o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Silêncio

Mesmo o Planalto já identificou que o escândalo do Master tem potencial negativo para o governo por criar no eleitorado uma ideia de corrupção generalizada. Lula, que vinha ressaltando a ação contra banqueiros, foi aconselhado a tocar menos no assunto.

Escarcéu

Por trás do alvoroço na classe política, segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, está a percepção de que o novo relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, além de fortalecer a ação da Polícia Federal, dá fôlego à CPMI do INSS, foco de desgaste do governo, e fragiliza políticos do Centrão, em particular o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Daniel Vorcaro, dono do Master, deveria depor hoje à CPMI, mas não comparecerá, amparado por uma liminar de Mendonça.

Convescote

Em relação ao ministro André Mendonça, ele convocou para hoje uma reunião com delegados da PF responsáveis pelas investigações. Na pauta estão as informações já apresentadas pela PF e os próximos passos do caso. Segundo agentes, ainda falta ser feita perícia em 100 telefones celulares apreendidos.

Abrindo passagem

Na semana passada, Mendonça liberou à PF o acesso a todo o material do caso, derrubando as restrições impostas pelo ministro Dias Toffoli, antigo relator da ação.

Habilitação

Ainda no âmbito do STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, arquivou o relatório da PF que apontava conexões entre Vorcaro e Toffoli. Mesmo com a relatoria tendo passado para Mendonça, Toffoli ainda poderia ser considerado impedido, mas, com a decisão de Fachin, poderá votar normalmente nos processos envolvendo o Master.

Agastamento

Apesar de o pré-candidato do partido às eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparecer bem em todas as pesquisas, o clima entre a cúpula do PL e a família Bolsonaro é tenso. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, ficou irritado com a informação do vereador Carlos Bolsonaro (RJ) de que o pai dele estava preparando uma lista com os candidatos que deseja nas disputas estaduais.

Livre arbítrio

“Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição”, teorizou Valdemar da Costa Neto. Já Carlos afirmou que o PL “está organizado” para atacar os filhos do ex-presidente, citando um vídeo em que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironiza o ex-colega Eduardo Bolsonaro.

Benesses

Brasil e China, justamente dois dos países mais afetados pelo tarifaço de Donald Trump em abril do ano passado, serão os grandes beneficiários da nova política tarifária global do presidente americano.

Insistência

Na sexta-feira, após a Suprema Corte dos EUA vetar o uso de uma lei emergencial para impor taxação de importados, Trump anunciou que adotaria uma tarifa global de 10%, elevada para 15% no dia seguinte, usando outros mecanismos legais.

Alívio

Segundo Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional, as tarifas sobre produtos brasileiros terão uma redução média de 13,6 pontos percentuais, enquanto os chineses pagarão 7,1 pontos a menos.

Ganho

O vice-presidente brasileiro e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comemorou a mudança. Segundo ele, como a taxação atinge todos os parceiros comerciais dos EUA, os produtos brasileiros não perdem competitividade.

Fúria

Trump ficou profundamente irritado com a decisão da Suprema Corte, que por 6 votos a 3, considerou indevido o uso de uma lei emergencial de 1970 para impor as tarifas. Embora a decisão fosse esperada por agentes do mercado, o governo tinha a expectativa de que, como vem acontecendo com frequência, a maioria conservadora do tribunal se curvaria à vontade do presidente.

Corrente

Ocorre que três dos seis ministros conservadores, incluindo dois indicados por Trump em seu primeiro mandato, se aliaram aos três progressistas. Em sua rede Truth Social, o presidente parabenizou os outros três juízes vencidos e disse ter “vergonha de certos membros da corte, que não tiveram a coragem de fazer o certo pelo país”.