Rio Branco, AC 6 de abril de 2026 15:22
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Acre volta a gerar empregos após 4 meses de queda e abre 276 vagas formais em fevereiro, diz Caged

Estado registrou mais contratações do que demissões e interrompeu ciclo negativo iniciado em outubro de 2025. Dados foram publicados na terça (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego

O Acre voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em fevereiro, após perdas desde outubro de 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o estado teve 5.170 admissões contra 4.894 desligamentos, o que resultou na abertura de 276 novas vagas formais.

O resultado representa uma reversão em relação a janeiro deste ano, quando o estado havia fechado 892 postos de trabalho. Na prática, fevereiro indica uma retomada moderada no mercado formal após um início de ano marcado por demissões.

Ao todo, o estado passou a ter 115.085 vínculos formais ativos, número que representa o chamado estoque de empregos, ou seja, a quantidade total de trabalhadores com carteira assinada no estado ao final do mês.

Os dados mostram também que os homens ocuparam a maior parte das novas vagas abertas em fevereiro. Foram 2.864 admissões e 2.665 desligamentos, o que gerou saldo positivo de 199 postos de trabalho.

Já entre as mulheres, o saldo também foi positivo, mas menor: 77 vagas. No período, foram registradas 2.306 contratações e 2.229 demissões. Na prática, isso significa que, de cada 10 novas vagas criadas no estado em fevereiro, cerca de sete foram ocupadas por homens e três por mulheres.

Além disso, entre os setores da economia, o destaque positivo ficou com o setor de serviços, que liderou a geração de empregos no estado. Foram 2.564 admissões e 2.421 desligamentos, resultando em saldo de 143 vagas.

Esse setor também concentra o maior número de trabalhadores no Acre, com estoque de 60.522 empregos formais, mais da metade do total do estado.

A indústria aparece em seguida, com saldo positivo de 214 vagas, resultado de 510 contratações contra 296 demissões.

Já o comércio teve o pior resultado entre os cinco grandes grupamentos econômicos. Foram 1.467 admissões e 1.573 desligamentos, o que gerou saldo negativo de 106 vagas.

Os demais setores tiveram esses desempenhos:

  • Agropecuária: saldo positivo de 17 vagas
  • Construção civil: saldo positivo de 8 vagas


A capital Rio Branco concentrou a maior movimentação do mercado de trabalho no estado. Sozinha, a cidade registrou 3.560 admissões e 3.435 desligamentos, com saldo positivo de 125 vagas.

O número representa quase metade de todas as vagas criadas no Acre em fevereiro. O estoque de empregos formais na capital chegou a 78.605 vínculos.

Dentro desse total:

  • Homens tiveram saldo de 67 vagas (1.914 admissões e 1.847 desligamentos)
  • Mulheres registraram saldo de 58 vagas (1.646 admissões e 1.588 desligamentos)

Interior do estado

Já nos demais municípios do estado, o cenário foi heterogêneo. Conforme os dados, algumas cidades apresentaram crescimento e outras saldo negativo. (Veja tabela completa mais abaixo)

Entre os destaques positivos estão Bujari, com saldo de 143 vagas, Sena Madureira, com 134, e Brasiléia, com 76.

Por outro lado, houve perdas expressivas em Plácido de Castro, que teve saldo negativo de 216 vagas, Cruzeiro do Sul, com menos 95, e Acrelândia, com saldo negativo de 22 vagas.

O resultado de fevereiro interrompe uma sequência negativa de quatro meses. Até então, o estado vinha acumulando mais demissões do que contratações.

Em janeiro de 2026, por exemplo, os setores de serviços e comércio puxaram o desempenho negativo. Naquele mês, o Acre havia registrado:

  • 3.810 admissões
  • 4.702 desligamentos
  • saldo negativo de 892 vagas

Cenário nacional

A economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, este foi o pior resultado para o mês desde 2023.

De acordo com o governo federal, no período foram registradas 2,381 milhões de contratações e 2,126 milhões de demissões, mantendo o mercado de trabalho em crescimento, embora em ritmo menor que no ano passado.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando foram criadas mais de 440 mil vagas, houve queda significativa na geração de empregos formais, conforme os dados oficiais.

No acumulado de janeiro e fevereiro, o país soma 370,3 mil postos de trabalho com carteira assinada, também abaixo do registrado no mesmo período de 2025.