O até então vereador emedebista Eber Machado oficializou sua filiação ao Republicanos na data de ontem, 31, reforçando o quadro do partido no Acre e confirmando sua pré-candidatura a deputado federal pela sigla que dá suporte à candidatura do senador Alan Rick ao Palácio Rio Branco. A ficha foi abonada pelo presidente estadual da sigla, deputado federal Roberto Duarte, com a chancela do senador Rick.
Argumentos
E pronunciamento à imprensa, Machado destacou que a decisão foi construída ao longo dos últimos meses. “A gente já vem fazendo esse trabalho ao longo desse início do ano. Depois de muitas discussões, entendemos que o melhor caminho para que eu pudesse realmente ser candidato a deputado federal seria aqui no Republicanos, até porque é um partido em que eu consigo me enxergar. Saio com muita tranquilidade do MDB, que é um partido onde tenho minhas raízes, mas, no momento que eu estava vivenciando, esse foi o melhor caminho”, afirmou.
Defesa prévia
Sobre a possibilidade do MDB recorrer à justiça para reaver o mandato obtido pelo partido nas eleições de 2024, com assento na Câmara Municipal de Rio Branco, partidários do edil guardam o entendimento que acionado ele poderá arguir nos tribunais, em contraponto a infidelidade partidária, que sua decisão decorreu de o partido ter mudado de posicionamento ideológico, vez que se aliou aos adversários nas eleições da qual logrou êxito.

Rearranjos
Ainda sobre os rearranjos partidários visando as eleições de outubro próximo, os deputados estaduais Chico Viga e Dra. Michelle Melo, Fagner Calegário e Pablo Bregense oficializaram suas filiações ao União Brasil (UB) em uma cerimônia realizada em Brasília na data de ontem, 31, fazendo com que a bancada do União Brasil na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Alec) saltasse de dois para seis parlamentares.
Motivação
Todos os novos filiados são pré-candidatos à reeleição em 2026 e aceitaram o convite do Dr. Fábio Rueda, secretário-geral do diretório estadual. O ato ocorreu na sede nacional do partido, em Brasília, com o aval do presidente nacional, Antônio Rueda. O deputado federal Coronel Ulisses também acompanhou as novas adesões.
Contexto
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento da sigla no Acre, que recentemente também recebeu o deputado Afonso Fernandes. Essa mudança posiciona o União Brasil como uma das maiores bancadas do legislativo acreano, consolidando o partido para as próximas eleições estaduais.

Laços de família
Ainda sobre a disputa de outubro próximo, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), candidato ao governo do estado, oficializou o nome da primeira-dama Kelen Bocalom como pré-candidata a deputada federal nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante sua participação no programa Gazeta Entrevista, veiculado pela TV Gazeta, em entrevista ao jornalista Astério Moreira.
Fortalecimento
Segundo o prefeito, a decisão foi tomada após diálogo interno sobre a formação da chapa que dará sustentação ao seu projeto de chegar ao Palácio Rio Branco. Ele afirmou que lideranças do partido defenderam o nome da primeira-dama como forma de fortalecer o grupo político.
Mantra
Durante a entrevista, o prefeito também comentou sobre a estratégia de comunicação que pretende adotar em futuras campanhas majoritárias. Ele afirmou que deve utilizar um slogan inspirado em uma frase usada pelo ex-governador de São Paulo Paulo Maluf no ano de 1998. “Vou o slogan ‘Bocalom fez, Bocalom faz’. Era o que o Maluf usava em São Paulo. Nós vamos ter que usar isso porque há o que fiz em Acrelândia e o que fiz em Rio Branco. Fica mais fácil, diferente de outros candidatos”, revelou o tucano.

Dobradinha
Apesar dos rumores, conselhos e negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa para a eleição deste ano, repetindo a composição vencedora de 2022. “Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula em evento no Planalto.
Desempenho
A decisão consolida uma tendência já defendida por aliados do presidente, que avaliam positivamente a atuação de Alckmin no atual mandato. A possibilidade de oferecer a vaga ao MDB, como gesto de ampliação da base, chegou a ser discutida, mas acabou descartada diante de resistências internas na sigla.
Comunicação
A confirmação foi feita durante reunião ministerial, na qual Lula também orientou integrantes do governo que deixarão seus cargos para disputar as eleições a defenderem as ações da gestão e a atuarem, segundo ele, para enfrentar a “promiscuidade” na política.
Sinalização
A decisão de Lula de manter Geraldo Alckmin como vice na chapa de reeleição foi interpretada como um gesto ao eleitorado mais conservador em uma disputa marcada pela polarização. Nos bastidores, Alckmin vinha sendo alvo de críticas de setores do PT que defendiam ampliar a aliança em direção à centro-direita. Ainda assim, acabou respaldado por nomes históricos do partido, como José Dirceu, que alertou para riscos eleitorais caso o ex-governador fosse retirado da chapa. A decisão foi consolidada após a intervenção do ex-ministro Fernando Haddad, que defendeu a permanência de Alckmin ao lado de Lula.
Moldura
A poucos dias do prazo final para a desincompatibilização, Lula iniciou a reforma ministerial com a exoneração de integrantes do primeiro escalão que disputarão as eleições de outubro. Entre os nomes que já saíram do governo estão Simone Tebet (PSB) e Carlos Fávaro (PSD). Até o final do prazo cerca de 20 ministros devem deixar seus cargos. Para ocupar as vagas, o governo optou majoritariamente por promover quadros que já atuavam na administração federal, como secretários-executivos.
Reforma
Com a saída de ministros que disputarão as eleições de outubro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa por uma ampla reformulação. Ao todo, 18 titulares devem deixar seus cargos até o dia 4 de abril, prazo máximo previsto para a desincompatibilização de quem quer disputar o pleito. Isso abre espaço para uma nova composição dos ministérios, marcada sobretudo pela promoção de números dois das pastas e por ajustes políticos na base aliada.
Troca-troca
Ontem, terça-feira, 31, foram publicadas no Diário Oficial da União 8 trocas ministeriais, das pastas de Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Direitos Humanos, Esporte, Pesca, Povos Indígenas, Planejamento e Portos e Aeroportos. Somados ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nomeado no dia 23 de março, já são nove ministérios com substitutos já nos cargos.

Nos ares
O ministro do STF Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, realizaram ao menos oito voos em jatos executivos de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre maio e outubro de 2025, segundo documentos obtidos por Mônica Bergamo, jornalista do jornal Folha de São Paulo.
Silêncio
Procurado, Moraes não se manifestou. Já o escritório de Viviane Barci afirmou que contrata serviços de táxi aéreo por critérios operacionais, sem vínculo com proprietários das aeronaves, e disse que Vorcaro e Zettel não estiveram presentes nos voos realizados por integrantes do escritório.
Responsabilização
Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, voltou a afirmar que juízes devem responder por seus erros, assim como parlamentares e gestores públicos. “O STF precisa ser preservado. Parlamentares erram e devem responder pelos seus erros. Gestores públicos erram e devem responder pelos seus erros. Juízes também erram e nós precisamos responder”, disse Fachin a jornalistas.

Desfecho
O presidente Lula decidiu finalmente enviar ao Congresso o nome do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A formalização ocorre quatro meses após o anúncio da indicação. A vaga foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
Atrito
A indicação de Messias contrariou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e parte da cúpula da Casa, que defendiam o nome de Rodrigo Pacheco. O envio da mensagem presidencial havia sido adiado diante de resistências no Senado e de um cenário considerado desfavorável para Messias.
Surpresa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse ter sido surpreendido pela decisão do envio do nome de Messias para sabatina no Senado. Segundo interlocutores, Lula e Alcolumbre não trataram diretamente do envio da mensagem antes de sua divulgação. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que não há previsão para a sabatina de Messias e que ainda não discutiu o tema com Alcolumbre.
Postergando
Messias já sinalizou a aliados no Senado que pretende se reunir com Alcolumbre, mas o presidente da Casa tem evitado definir prazos e indicou que deve adiar a decisão sobre a sabatina.

Sabatina
A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. A comissão apura suspeitas de irregularidades financeiras, incluindo lavagem de dinheiro e uso de instituições bancárias para ocultar recursos ilícitos. Ambos os ex-governadores deixaram os cargos recentemente — Castro após condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ibaneis para disputar o Senado.


