Rio Branco, AC 30 de março de 2026 16:58
HOME / BRASIL/MUNDO / Trump diz negociar com “novo regime” no Irã e ameaça ataques

Trump diz negociar com “novo regime” no Irã e ameaça ataques

Presidente afirma avanço nas conversas, mas cobra abertura do Estreito de Ormuz e sugere atacar petróleo e usinas se acordo não sair

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (30) que negocia com um novo regime no Irã e pode ordenar ataques diretos contra a infraestrutura de energia do Irã caso não haja avanço nas negociações em curso.

Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que o governo americano mantém “negociações sérias” com esse novo regime, que seria “mais razoável”. Entretanto, Trump fez uma ameaça direta.

Se o Estreito de Ormuz não for imediatamente aberto para negócios, vamos explodir e obliterar completamente usinas de energia, poços de petróleo e a Ilha de Kharg.

O presidente afirmou ainda que esses alvos não foram atingidos até agora, mas podem entrar na lista em caso de resposta iraniana ou fracasso nas conversas.

A fala ocorre em meio a ataques contínuos na região e à pressão sobre rotas estratégiicas de energia, como o Estreito de Ormuz.

Guerra entra na quinta semana e atinge vários países

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel bombardearam instalações militares e nucleares do Irã. Os ataques atingiram Teerã e mataram o líder supremo Ali Khamenei.

Desde então, o Irã passou a responder com mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. O confronto se espalhou para outros territórios, incluindo o Líbano.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, segue sob restrições impostas pelo Irã, com registros de incidentes envolvendo navios comerciais.

Nos últimos dias, ataques atingiram bases americanas na região e cidades israelenses, enquanto Israel ampliou bombardeios dentro do território iraniano.

Mesmo com sinais de negociação, não há indicação de cessar-fogo. As ofensivas continuam em diferentes frentes e com risco de novos alvos estratégicos entrarem no conflito.