Rio Branco, AC 28 de março de 2026 06:58
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CPMI do INSS: ofensas em sessão final vão parar na Justiça

Acusação do deputado Lindbergh Farias contra relator incendeia leitura de relatório; Alfredo Gaspar promete Justiça e Conselho de Ética

Alfredo Gaspar (União) é o autor de pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, entre eles o que atinge Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha
O clima tenso tomou conta da 38ª sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ( CPMI) que faz o desfecho técnico das investigação sobre fraudes bilionárias contra aposentados transformou-se, na manhã desta sexta-feira (27), em palco de trocas de ofensas pessoais pesadas entre o deputado Alfredo Gaspar ( União) e o deputado Lindbergh Farias ( PT).

Logo no início da reunião que fez investigaçãos a cerca das fraudes financeiras no Instituto Nacional de Seguridade Social ( INSS) e com objetivo claro de ler o relatório final dos trabalho e votar, foi atropelada pelo bate-boca violento que paralisou os trabalhos.

Tudo começou quando o deputado petista exaltado falou diretamente ao relator e o chamou de “estuprador”. A acusação foi referente a um caso antigo do qual Alfredo responde- ele é ex-procurador de Justiça – e foi inocentado. Tal acusação gerou indignação imediata do relator que reagiu na mesma moeda, chamando Lindbergh de “ladrão” e “corrupto”, e se exaltou ainda dizendo em tom severo que “estuprou a corrupção de pessoas como o parlamentar”.

Ameaça de expulsão

Depois do bate boca, o presidente da comissão, senador Carlos Viana ( Podemos), retomou a sessão e chegou a ameaçar a expulsão de Lindbergh do plenário caso a ordem não fosse reestabelecida e determinou que o termo “estuprador” fosse retirado das notas taquigráficas da Casa por ferir o decoro parlamentar.

“Vossa Excelência está desrespeitando não apenas este colegiado, mas todos os aposentados que aguardam uma resposta”, repreendeu o presidente.

Promessa de representação jurídica

A pedido do relator, foi concedido o primeiro intervalo de 15 minutos e nesse ínterim, Alfredo Gaspar convocou uma coletiva de imprensa improvisada nos corredores do Senado e anunciou que a ofensa não ficará impune e vai “processar” o deputado.

“O deputado ultrapassou todos os limites da imunidade parlamentar. Ele tentou assassinar minha reputação para esconder os crimes que revelamos neste relatório”.
Deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar

Ele ressaltou ainda que entrará com uma ação judicial por calúnia e difamação contra Lindbergh Farias, além de formalizar uma representação no Conselho de Ética.

Por outro lado, Lindbergh Farias afirmou que denúncias foram protocoladas na Polícia Federal, envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade. “Há dois dias eu fui procurado, e a senadora [Soraya Thronicke] também tem essas informações de denúncias gravíssimas, e nós acabamos de protocolar na Polícia Federal uma notícia de fato”, disse em coletiva de imprensa.

Segundo o deputado, o processo inclui uma criança de oito anos e uma jovem de 21 anos, que tinha 13 anos na época dos fatos, envolvendo acusações de estupro de vulnerável, pedofilia e até trabalho escravo. Segundo Farias e Soraya Thronicke, eles possuem indícios e provas do ocorrido.

A redação do iG entrou em contato com o gabinete do deputado Lindbergh Farias e não obtivemos retorno. O espaço está aberto para manifestações. Já o Conselho de Ética aguarda a representação e o recebimento oficial da denúncia para analisar a existência da quebra de decoro que justifique a abertura de processo disciplinar.