Senador afirma que ex-presidente correu risco de infecção grave ao ser internado com broncopneumonia e segue na UTI em hospital de Brasília
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro “escapou por pouco” da morte após ser internado com broncopneumonia aguda. O político segue hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo boletim médico divulgado neste sábado, o ex-presidente permanece em estado estável, mas apresentou piora nas funções renais e aumento nos marcadores inflamatórios.
Em transmissão nas redes sociais, Flávio relatou uma conversa com o médico responsável pelo atendimento do pai, Leandro Echenique, que teria alertado para a gravidade do quadro.
“Ontem, no final do dia, eu conversei com o médico do meu pai, Dr. Leandro Echenique, e o Dr me falou: ‘Flávio, mais uma vez, teu pai escapou por pouco. Porque, se ele ficasse mais uma ou duas horas lá no 19º Batalhão [Papudinha] e não fosse levado ao hospital, ele tinha grandes chances de se complicar’”, disse o senador.
De acordo com Flávio, caso o atendimento médico tivesse demorado mais uma ou duas horas, o ex-presidente poderia ter desenvolvido uma infecção generalizada, com risco de morte.
O senador também relembrou um episódio ocorrido em janeiro deste ano, quando Bolsonaro passou mal dentro da cela e sofreu um acidente. Na ocasião, Flávio acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a ida do ex-presidente ao hospital apenas 24 horas depois.
“Se tivesse acontecido isso de novo agora […], se ele demorasse mais uma, duas horas, a chance era de que ele tivesse uma infecção generalizada e, em casos como esse, uma a cada duas pessoas sobrevivem”, afirmou.
Flávio também agradeceu aos apoiadores que participaram de um jejum em oração pela recuperação do pai. Na sexta-feira, o senador pediu que seguidores deixassem de comer da meia-noite até as 6h deste sábado e rezassem pela saúde do ex-presidente.
“Acredito que esteja tudo bem, agora ele está sob monitoramento constante, permanente. Deve ficar uns bons dias internado, porque foi grave. Foi a vez que mais encheu os pulmões dele com líquido”, concluiu.
Internação e diagnóstico
De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, Bolsonaro foi levado à unidade após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.
Ele permanece internado na UTI e está sendo tratado com antibióticos administrados por via intravenosa.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado por volta das 7h40 desta sexta-feira. O ex-presidente chegou ao hospital por volta das 8h50, transportado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Histórico recente de saúde
Nos últimos meses, Bolsonaro já havia apresentado outros problemas de saúde. Em setembro de 2025, enquanto cumpria prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após episódios de vômito, tontura e queda de pressão arterial.
Em janeiro deste ano, durante período de detenção na Polícia Federal, o ex-presidente foi hospitalizado após passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
A defesa do político apresentou diversas solicitações para que ele cumprisse prisão domiciliar alegando fragilidade de saúde. Os pedidos, no entanto, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


