Protesto ocorreu nas primeiras horas do dia no Terminal Urbano. Categoria cobra pagamento de salários e benefícios atrasados. Sistema normalizou às 9h
Motoristas de ônibus do transporte coletivo fizeram uma paralisação de advertência nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (13) no Terminal Urbano, no Centro de Rio Branco. O movimento afetou linhas que atendem diferentes regiões da capital acreana. O serviço normalizou às 9h.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco e aguarda retorno. No entanto, à reportagem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), Antônio Neto, informou que deve participar de uma reunião com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) para definir o que deve ser feito para o pagamento dos salários atrasados.
Ainda de acordo com o Sinttpac, a manifestação foi motivada pelo atraso no pagamento de salários e benefícios, situação que, segundo a categoria, vem se repetindo desde o fim do ano passado.
Segundo o presidente Antônio Neto, os motoristas aguardavam a regularização dos pagamentos desde a semana passada. Ainda conforme o dirigente, alguns trabalhadores que entraram de férias recentemente também não receberam os valores devidos.
A categoria afirmou ainda que a empresa responsável pelo transporte coletivo, Ricco Transportes, chegou a prometer que faria os pagamentos até a última quarta-feira (11), o que não ocorreu, segundo Neto. Diante da falta de solução, os motoristas decidiram realizar a paralisação temporária.
“A gente esperou ontem até o final da tarde, até 16h30, não aconteceu, então resolvemos fazer essa paralisação. Hoje é uma paralisação de advertência por uma hora. Caso venha persistir, na segunda-feira [16] a gente entra em greve geral por tempo indeterminado”, explicou.

Contudo, ainda segundo ele, mesmo em caso de greve, pelo menos 70% da frota deve continuar circulando para atender a população.
Neto também pediu compreensão dos usuários do transporte coletivo e afirmou que a paralisação foi uma medida extrema adotada pela categoria.
“A gente já pede desculpa à população de Rio Branco, mas é a maneira que a gente tem de reivindicar o nosso direito”, declarou.