Manifestação começou por volta das 5h30 desta sexta (13), em um trecho da BR-364 próximo à Cidade do Povo, onde os moradores pedem melhorias na infraestrutura da região
Moradores do conjunto habitacional Cidade do Povo, no Segundo Distrito de Rio Branco, fecharam um trecho da BR-364 na manhã desta sexta-feira (13) em protesto por melhorias na região. A manifestação começou por volta das 5h30 e gerou um congestionamento na rodovia.
A via está bloqueada com pneus e pedaços de madeira, que impedem a passagem de veículos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local acompanhando a situação. Segundo os moradores, o protesto é uma forma de cobrar melhorias na infraestrutura do bairro, como condições das ruas e atendimento na área da saúde.
O morador Altemir Oliveira afirmou que os problemas estruturais no bairro são antigos e que a população decidiu protestar após anos sem solução.
“Estamos reivindicando infraestrutura mesmo. As ruas estão acabadas, as únicas intactas são as da UPA e do posto de saúde. Quando chove, alaga tudo. Então a única solução foi reunir as pessoas e protestar. Já passo por isso há nove anos. A questão do saneamento e do esgoto também é horrível. E ainda estão construindo mais casas aqui dentro”, disse.
Segundo ele, a manifestação foi uma forma de tentar chamar a atenção das autoridades. “A gente não queria fazer essa manifestação, viemos forçados. Para tentar dar um jeito, foi o que encontramos. Não queremos atrapalhar ninguém de ir e vir, mas é o único jeito de chamar a atenção das autoridades”, afirmou.
Altemir também disse que representantes do grupo conversam com autoridades para tentar resolver a situação.
“Dois amigos nossos estão conversando com as autoridades e orientaram abrir a via só quando algo for resolvido. Então estamos esperando”, completou.

Durante o ato, os manifestantes permitem a passagem apenas em situações específicas, como ambulâncias ou casos que envolvam mulheres grávidas. Contudo, fora dessas situações, o tráfego está totalmente bloqueado no trecho.
Além disso, alguns ônibus ficaram parados próximos ao local do protesto. Passageiros que dependem do transporte coletivo precisaram descer dos veículos e caminhar até um ponto mais à frente para conseguir continuar o trajeto em outro coletiv o.
A moradora Maria Aparecida, que aguardava transporte público desde o início da manhã, relatou dificuldades para seguir viagem.
“Andar de transporte público já é difícil. Numa situação dessas é pior ainda. O ônibus já é ruim e demora. Quase não tem ônibus pra cá e, no domingo, só tem um. Estou aqui desde cedo esperando e o sentimento é de raiva mesmo, porque nem motorista de aplicativo aceita corrida. Minha filha não vai conseguir ir para o curso hoje, que seria o primeiro dia dela”, disse.
O trabalhador da construção civil Vinícius Farias também afirmou que foi prejudicado pelo bloqueio e disse que teme chegar atrasado ao trabalho.
“Estou aqui desde cedo e me sentindo prejudicado. Se as pessoas têm problema com o poder público, precisam resolver lá no local, em frente ao Palácio ou à prefeitura, e não aqui atrasando a vida de quem precisa trabalhar. Aqui todo mundo é trabalhador”, afirmou.
