Rio Branco, AC 3 de fevereiro de 2026 21:21
HOME / POLÍTICA / André Kamai critica “cidade imaginária” apresentada por Bocalom e cobra enfrentamento da realidade de Rio Branco

André Kamai critica “cidade imaginária” apresentada por Bocalom e cobra enfrentamento da realidade de Rio Branco

Durante a reabertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta terça-feira (3), o vereador André Kamai (PT) fez duras críticas à mensagem governamental lida pelo prefeito Tião Bocalom. Segundo o parlamentar, o discurso do Executivo descreveu uma cidade que não corresponde à realidade vivida diariamente pela população, especialmente nas periferias.

Kamai afirmou ter acompanhado atentamente a leitura da mensagem e relatou espanto com o retrato apresentado. “Parece que existe um portal para uma cidade imaginária. Essa Rio Branco descrita pelo prefeito não é a que conhecemos, não é a que se vê bairro a bairro”, declarou. O vereador destacou que, durante o recesso, percorreu diversas comunidades e constatou problemas graves que seguem sem resposta do poder público.

Para o parlamentar, negar a existência dos problemas é um obstáculo central à sua solução. “Quando alguém é incapaz de reconhecer os problemas, também é incapaz de enfrentá-los”, afirmou. Ele também rebateu a acusação do prefeito de que a Câmara estaria “sufocando” o orçamento municipal. Segundo o vereador, foi o próprio Executivo que comprometeu os recursos ao fazer escolhas equivocadas.

Como exemplo, Kamai citou investimentos milionários em obras viárias enquanto há famílias sem acesso à água potável. “Governar é fazer escolhas. E escolher concreto em uma cidade onde falta água é uma decisão que revela ausência de empatia”, criticou.

O vereador também lamentou a falta de debate após a leitura da mensagem e afirmou que a cidade real não chegou a bairros como Belo Jardim, Vista Linda, Cidade do Povo, Parte Alta e Baixada. Para ele, uma cidade moderna não se mede por viadutos, mas por dignidade, acesso a serviços básicos e qualidade de vida.

Kamai encerrou defendendo que a prefeitura exista para cuidar das pessoas, e não para atender vaidades políticas. “Rio Branco precisa de sensibilidade, humanidade e compromisso com quem mais sofre”, concluiu.