Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 20:05
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Expressividade

O Brasil encerrou 2025 com US$629,1 bilhões na corrente de comércio internacional, considerado o maior valor já registrado desde 1989. As importações atingiram US$280,4 bilhões, com superávit de US$68,3 bilhões, enquanto as exportações alcançaram US$348,7 bilhões. Desse total, 44% correspondem a empresas apoiadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) – cerca de US$153,2 bilhões.

Simbolismo

O recorde brasileiro é também um recorde para a ApexBrasil. No ano passado, a Agência apoiou 23.386 empresas, o que representa crescimento 13,5% em relação às 20.596 atendidas em 2024. Dessas, 12.828 participaram pela primeira vez de iniciativas da Agência. O aumento anual de novas empresas foi de 54,9%. Entre as apoiadas, 12.084 eram micro e pequenas empresas, aproximadamente 8,2% a mais do que no ano anterior.

Estratégia

Para o presidente da ApexBrasil, o ex-governador e ex-senador acreano Jorge Viana (PT), os resultados estão baseados nas parcerias estratégicas firmadas entre a Agência e entidades privadas sem fins lucrativos, como associações e federações.

Protagonismo

“Temos convênios com 52 setores da economia. São convênios entre R$10 milhões e R$40 milhões. O setor põe a metade, a Apex põe a outra metade. E aí a gente leva as empresas e esse setor para o mundo. Onde tem feira, onde tem eventos, a gente leva. É isso o que a gente faz: trabalha com a promoção”, explica Viana.

Parcerias

Segundo Viana, apenas em 2024, a ApexBrasil firmou R$250 milhões em convênios com dezenas de parceiros. Os convênios têm duração de dois anos. Outro fator relacionado ao crescimento das exportações, destacado pelo presidente, foi o aumento no número de escritórios da ApexBrasil, tanto interna, quanto externamente. No país, o número de escritórios passou de cinco para oito, incluindo a nova sede em São Paulo. No exterior, foi de 10 para 19, com perspectiva de inauguração de mais um em Nova Delhi, na Índia, ainda em 2026.

Aproximação

A articulação de Michelle Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno do pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro aprofundou o distanciamento com os filhos do ex-presidente e reacendeu a disputa no entorno dele para as eleições deste ano.

Regime

Interlocutores relatam que a ex-primeira-dama vê na hipótese de Bolsonaro ir para casa uma chance de reabrir o debate eleitoral, hoje nas mãos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e recolocar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no radar como alternativa. Procurada, Michelle não comentou.

Faíscas

O atrito se intensificou após a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, período em que Tarcísio recuou de uma visita prevista ao ex-presidente, e Michelle ampliou articulações com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF.

Desenho eleitoral

Interlocutores relatam que, entre os filhos, a movimentação da ex-primeira-dama passou a ser lida como tentativa de se firmar como “porta-voz institucional” do bolsonarismo. A avaliação é de que, ao falar em nome do grupo, costurar pontes e se projetar como responsável por eventuais avanços na custódia, ela amplia seu peso político.

Progressão

A estratégia no STF é descrita por aliados como uma operação em “camadas”: primeiro, insistir em melhorias das condições da prisão; depois, reforçar a necessidade da domiciliar por saúde. Moraes tem em mãos um novo pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro e vai dar uma resposta depois que a Polícia Federal apresentar as informações sobre a perícia médica.

Pano de fundo

Dentro da família, porém, o movimento passou a ser tratado como instrumento com impacto direto no desenho eleitoral. Para aliados dos filhos, não se trata apenas de aliviar a situação do ex-presidente, mas de reorganizar a direita por 2026.

Intrigas

Pessoas próximas a Bolsonaro relatam que Michelle passou a sustentar internamente que Flávio “deu um golpe” ao se posicionar como herdeiro natural do bolsonarismo e que, com o ex-presidente preso e sem convívio diário com a família, abriu-se espaço para uma tentativa de “tomada” da sucessão. Com a volta do convívio em casa, Michelle poderia ampliar a influência e atuar pela solução Tarcísio, inclusive se colocando como vice da chapa.

Distância

O nome do governador voltou ao centro do debate na semana em que ele recuou da visita à Papudinha. A justificativa formal para o cancelamento foi agenda em São Paulo, mas, naquele dia, Tarcísio teve apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes. Interlocutores afirmam que o governador tenta empurrar para abril qualquer definição sobre seu papel em 2026 e evita se comprometer em meio ao auge da disputa familiar.

Prudência

Procurado para comentar se aceitaria concorrer nesse cenário, Tarcísio negou: “Sou candidato à reeleição”. Após o cancelamento, o governador deve visitar o ex-presidente na próxima quinta-feira. O reagendamento, segundo pessoas próximas, seria uma forma de evitar a leitura de afastamento de Tarcísio em relação a Bolsonaro. Aliados do governador afirmam que ele tenta se blindar e preservar margem de manobra, enquanto segmentos da direita e do Centrão continuam tratando seu nome como ativo eleitoral.

Barreira

Alvo de críticas cada vez mais pesadas por conta da atuação do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa implementar medidas de autocontenção. A avaliação é do próprio presidente da Corte, Edison Fachin, que defende a adoção de um código de conduta.

Cenário

“Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo. Não creio que o resultado seja bom, haja vista o que aconteceu na Polônia e no México”, diz ele. Fachin evitou avaliar as condutas de Toffoli e de Alexandre de Moraes e admitiu que ministros, mesmo os favoráveis ao código de conduta, consideram que a discussão não deve acontecer em um ano eleitoral.

Respingos

O incômodo com a situação de Toffoli chegou ao Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito comentários duros sobre a conduta do ministro, indicado por ele ao Supremo. Lula teria afirmado preferir que Toffoli deixasse o STF, mas pessoas próximas duvidam que ele proponha a medida.

Estopim

A situação envolvendo o Master tende a ficar mais complicada. Segundo a jornalista Andréia Sadi, apresentadora do programa Estúdio I, da Globonews, investigadores têm alertado o Supremo de que há frentes de apuração fora da alçada de Toffoli, como fundos e estruturas financeiras, que podem trazer revelações comprometedoras para a Corte. (g1)

A grande família

E o fio da meada puxado pelo caso Master se estende pelo mundo da política. Reportagem do Estadão revela que os dois irmãos de Toffoli — um engenheiro e um padre — foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá em parceria com o apresentador Ratinho, pai do governador do Paraná, Ratinho Júnior, possível candidato do PSD ao Planalto.

Teias

Informa o jornal O Estado de São Paulo que os irmãos Toffoli venderam por R$ 6,6 milhões a parte de suas cotas em um primeiro resort a fundos do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado e braço-direito do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Já a cunhada do ministro nega que o marido tenha sido sócio de algum resort.

Trovoadas

Ao menos 30 pessoas foram levadas a hospitais após um raio atingir o ato que marcou a chegada da caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) até Brasília em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas receberam atendimento no local. Destas, 42 apresentavam quadro estável, enquanto as demais foram encaminhadas a unidades de saúde; oito estavam em condição considerada instável.

Números

O incidente ocorreu por volta das 12h50, antes da chegada de Nikolas ao ato, que só ocorreu por volta das 14h, acompanhado de cerca de 400 apoiadores. A manifestação convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que marcou o encerramento de uma caminhada de cerca de 240 quilômetros até Brasília, reuniu aproximadamente 18 mil pessoas na capital, segundo levantamento do Monitor do Debate Político, da USP, em parceria com a ONG More in Common.

Metodologia

A estimativa de público foi feita a partir da análise de imagens aéreas captadas por drone em diferentes momentos do evento. Com margem de erro de 12%, o número de participantes no pico da manifestação pode ter variado entre 15,8 mil e 20,1 mil pessoas.