Vereador cobrou pontualidade dos colegas, questionou o descumprimento de acordo sobre horários e criticou a estrutura oferecida a servidores e jornalistas
O vereador Aiache (PP) criticou, nesta quarta-feira (28), a condução administrativa da Câmara Municipal de Rio Branco após a falta de quórum impedir a abertura de uma sessão ordinária no horário previsto. O parlamentar cobrou mais compromisso dos colegas com as atividades legislativas e apontou problemas relacionados à pontualidade, à gestão da Casa e às condições de trabalho de servidores e profissionais da imprensa.
Durante o pronunciamento, Aiache pediu desculpas à população e afirmou que os vereadores, por exercerem uma função pública e receberem seus salários regularmente, devem comparecer à Câmara para cumprir as obrigações do mandato.
“A gente pede desculpas à nossa população. Nós somos servidores públicos, nosso salário está na nossa conta todo mês, sem falhar, sem atrasar, e é um bom salário. Então, no mínimo, a nossa obrigação é estar aqui todos os dias para a gente trabalhar”, declarou.
Vereador questiona acordo sobre horário das sessões
Aiache também contestou a decisão de não dar início à sessão e cobrou o cumprimento de um acordo interno que, segundo ele, amplia até as 9h o prazo para a chegada dos parlamentares. Conforme o vereador, o regimento estabelece tolerância até as 8h15.
“Existe esse acordo aqui, só que o acordo não é cumprido. Mal de políticos é não cumprir acordo”, afirmou.
O parlamentar questionou a pressa para cancelar a abertura dos trabalhos e defendeu que a situação dos vereadores que estavam a caminho da Câmara fosse considerada antes da decisão.
“Por que essa pressa de cancelar, de não abrir a sessão? Eu queria saber por que essa pressa”, questionou.
Durante a fala, Aiache mencionou os vereadores Lucilene, André Camargo e Mustafa, ao argumentar que alguns parlamentares haviam justificado a ausência e outros estavam chegando à sede do Legislativo.
Nova sede e condições de trabalho entram na crítica
Além da falta de quórum, o vereador criticou a demora na transferência das atividades para a nova sede da Câmara Municipal. Segundo ele, já se passaram dois anos desde sua chegada ao Legislativo, mas a mudança ainda não foi concluída.
Aiache também apontou o que considera condições inadequadas de trabalho para os servidores da Casa e os jornalistas que acompanham as sessões e demais atividades parlamentares. Entre os problemas citados estão a falta de um espaço específico para a imprensa e as limitações das instalações utilizadas pelos funcionários.
“Hoje é Dia do Servidor. Olha os servidores aqui, olha os repórteres aqui. Como é que eles ficam nessa situação? Não tem uma sala para um repórter, não tem uma sala para o servidor. É um absurdo”, criticou.
Ao longo do pronunciamento, o vereador questionou a capacidade de gestão da Câmara e cobrou mudanças na organização administrativa e no funcionamento do Legislativo municipal. As críticas foram feitas durante a sessão que não pôde ser aberta no horário previsto por falta de quórum.


