Rio Branco, AC 27 de outubro de 2026 18:10
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Moradores bloqueiam estrada de Porto Acre e cobram obras, pontes e transporte público

Manifestação começou às 6h30 desta terça-feira (27), em Rio Branco, e reúne representantes de 33 comunidades; congestionamento se formou no local

Moradores de comunidades localizadas na região da estrada de Porto Acre, em Rio Branco, bloquearam a via na manhã desta terça-feira (27) para cobrar melhorias na infraestrutura, conclusão de obras em pontes e regularização do transporte público e escolar. A manifestação começou por volta das 6h30, nas proximidades do Café Contri, e provocou congestionamento, com uma fila de veículos aguardando a liberação da passagem.

Segundo os manifestantes, o movimento reúne representantes de 33 comunidades, entre elas as localizadas nos ramais do Mutum, Walter Arce e Mulateiro. As principais reivindicações incluem pavimentação de ruas, recuperação de ramais e conclusão de obras iniciadas na região.

Os moradores afirmam que há trechos em condições precárias de tráfego e temem que a situação se agrave com a chegada do período chuvoso, dificultando ainda mais o deslocamento de famílias, trabalhadores e estudantes.

Obras inacabadas e pontes preocupam moradores

Sebastião Alderclir, representante da comunidade Walter Arce, afirma que uma das principais cobranças é a retomada e conclusão de serviços que, segundo ele, foram iniciados por empresas responsáveis por obras em ramais e conjuntos habitacionais.

De acordo com o representante, há trechos do ramal do Mutum e do conjunto Mulateiro com intervenções inacabadas. Ele também relata que a comunidade Walter Arce continua sem serviços de recuperação de ramais e sem pontes concluídas.

“A principal reivindicação da população aqui é o trabalho inacabado das empresas que começaram o trabalho, tanto no conjunto quanto no ramal do Mutum. Tem várias partes do ramal do Mutum com serviço inacabado, as pontes ainda não estão feitas, e isso preocupa muito a população”, afirmou.

Sebastião cobra que as empresas responsáveis retomem os trabalhos e concluam os serviços considerados essenciais para garantir o acesso às comunidades.

Outra preocupação envolve pontes que foram interditadas para reforma, mas que, conforme os moradores, permanecem com as obras paralisadas. Para continuar circulando, a população precisa utilizar desvios, situação que aumenta os transtornos e pode elevar o risco de acidentes.

O representante alerta ainda para a possibilidade de as estruturas inacabadas não suportarem as condições do inverno amazônico, comprometendo o acesso às comunidades.

“Isso está causando muito transtorno na comunidade, tendo em vista que pode causar um acidente. E as pontes, quando chegar o inverno, estando inacabadas e com desnível, podem ir embora, e a gente vai ficar isolado mais uma vez”, disse.

Transporte público e escolar também estão na pauta

Além das condições das estradas e pontes, os manifestantes cobram melhorias no transporte público que atende a região. Segundo os moradores, os ônibus não cumprem horários previsíveis, o que prejudica principalmente quem depende do serviço para chegar ao trabalho e a compromissos diários.

A população também reivindica regularidade no transporte escolar, considerado fundamental para garantir o deslocamento dos estudantes das comunidades rurais.

Os moradores pedem providências para assegurar melhores condições de mobilidade, segurança e acesso aos serviços básicos, especialmente diante da proximidade do período de chuvas.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre as reivindicações, mas não havia recebido resposta até a última atualização das informações.