Rio Branco, AC 8 de outubro de 2026 18:00
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Posição

A Federação Brasil da Esperança (composta por PCdoB, PT e PV) divulgou nota oficial na data de ontem, quarta-feira, 7, afirmando que a vaga de Perpétua Almeida (PCdoB) na Câmara dos Deputados está confirmada em caráter definitivo.

Contraponto

A manifestação ocorreu após a repercussão de que o MDB e o ex-deputado Ney Amorim poderiam acionar a Justiça Eleitoral para tentar reaver a cadeira, baseando-se em uma eventual validação dos votos de Antônia Lúcia (MDB), cuja candidatura havia sido indeferida pelo TRE-AC.

Legitimidade

De início a federação destaca que o mandato foi conquistado de forma legítima através dos 46.510 votos obtidos pela chapa proporcional do grupo partidário no Acre. Perpétua Almeida recebeu, individualmente, 15.800 votos.

Má-fé

Em seguida, o grupo classificou como “má-fé” qualquer tentativa de envolver a vaga conquistada em uma hipotética redistribuição de cadeiras legislativas. A nota argumenta que uma mudança no cenário dependeria da “improvável validação dos votos de uma candidata inelegível”, lembrando que o registro de Antônia Lúcia foi indeferido por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) com base na Lei da Ficha Limpa.

Conflito

Fato é que a decisão sobre o destino dos 6.127 votos recebidos pela candidata Antônia Lúcia (MDB), que teve o registro indeferido pelo TRE-AC, acendeu um conflito inédito entre partidos que formam a base de apoio da governadora Mailza Assis leia-se MDB, PP e UB.

Cerne

A questão, que vinha sendo tratada em silêncio nos bastidores, ganhou público e pode alterar a distribuição das oito cadeiras acreanas na Câmara dos Deputados, tendo o condão de excluir o deputado Zé Adriano (PP) do rol dos eleitos, a depender da validação dos votos de Mailza, guindando ao MDB uma segunda vaga, levando Ney Amorim à Câmara. Sob esse aspecto, a federação PP/União Brasil perderia uma cadeira, caindo de quatro para três deputados.

Pressa

A propósito da ainda deputada federal Antônia Lúcia (MDB), embora não tenha conseguido se reeleger nas eleições deste ano, já definiu seu próximo passo político. Durante participação em um programa televisivo da cidade ela anunciou que pretende disputar a Prefeitura de Rio Branco em 2028.

Missão

Nas redes sociais, a parlamentar afirmou que colocou seu nome à disposição para a disputa e declarou estar “pronta para esse novo desafio”, destacando que pretende continuar trabalhando pelo desenvolvimento da capital acreana.

Desembarque

O vereador de Rio Branco e até então presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre, André Kamai, anunciou na data de ontem, quarta-feira, 7, sua renúncia ao comando da legenda no estado.

Tarefa

Em uma carta Kamai afirmou que a decisão cumpre um acordo construído entre as diferentes forças internas do partido durante o Processo de Eleições Diretas (PED). Segundo ele, a missão era conduzir o PT do Acre durante a preparação e a realização das eleições de 2026, encerradas no último domingo, 5.

Propósito

Kamai renovou sua disposição de continuar nas ruas pedindo votos para a reeleição do presidente Lula: “Seguirei nas ruas, dialogando com a população e trabalhando pela reeleição do presidente Lula. Para nós, sua reeleição significa defender direitos e conquistas da classe trabalhadora, continuar reduzindo desigualdades, proteger os mais pobres e preservar a democracia”.

Mexida

O mau resultado no primeiro turno das eleições, no qual chegou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e as críticas a figuras de proa do governo fizeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu fazer mudanças no comando de sua campanha à reeleição.

Alvos

As reclamações atingem o presidente do PT, Edinho Silva, e a primeira dama, Janja, mas também o próprio presidente. Segundo interlocutores, o comando será dividido em três frentes: os ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa vão assumir, respectivamente, a coordenação política e a agenda de Lula, enquanto o governador do Piauí, Rafael Fonteles, cuidará da comunicação.

Consciência

Lula reconheceu que sua campanha teve desempenho abaixo do esperado e criticou a falta de organização do partido no primeiro turno. Em reunião com parlamentares, Lula afirmou que esta foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez.

Concessão

Lula também admitiu que resiste a ampliar sua participação nas redes sociais, apesar da pressão de integrantes da campanha para reforçar sua presença digital no segundo turno da eleição presidencial. Após o resultado do primeiro turno, a campanha passou a discutir a criação de uma força-tarefa digital.

Estilo

No marketing, Sidônio Palmeira e Raul Rabelo seguem titulares e João Santana nunca foi sequer cogitado, conta Guilherme Amado, do site Metrópoles. Mas o presidente deve passar a ouvir mais os marqueteiros e focar menos em seu legado e mais em mudanças para o futuro.

Agressividade

A campanha de Lula vai intensificar os ataques a Flávio Bolsonaro como parte de uma estratégia para alertar para as consequências de uma eventual vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a fim de ampliar sua rejeição no segundo turno.

Especificidades

O principal alvo serão as declarações de Flávio sobre mudanças na Constituição, que o PT pretende associar a ameaças aos direitos sociais e trabalhistas e à independência do Supremo Tribunal Federal (STF). A ofensiva será concentrada nas redes sociais, com vídeos e publicações de parlamentares eleitos e influenciadores digitais.

Reformas

Paralelamente, o PT discute apresentar propostas próprias para o Judiciário. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o envio de uma reforma ao Congresso antes do segundo turno. Entre as medidas em discussão está a criação de mandatos para ministros de tribunais superiores.

Cortes

Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, sua equipe econômica estuda uma série de cortes de despesas obrigatórias para viabilizar a economia de R$ 250 bilhões, equivalentes a 2% do PIB, para conter o crescimento da dívida pública. As principais propostas são desvincular dos ganhos reais do salário mínimo os pagamentos da Previdência, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e acabar com o piso constitucional que atrela os gastos de saúde e educação ao comportamento da arrecadação federal.

Contexto

As ideias foram apresentadas por interlocutores de Flávio a empresários ao longo de diversas reuniões. Já o comando da campanha, em nota, disse que “não se pode transformar conversas informais em posição oficial de uma candidatura”.

Remoção

A propósito da área econômica, a coordenadora do setor na campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do senador pretende acabar com o split payment, mecanismo da reforma tributária que permite o recolhimento automático de impostos no momento do pagamento por produtos e serviços.

Conceitos

Ex-presidente da Caixa, Daniella criticou o mecanismo por considerar que ele prejudica o capital de giro das pequenas empresas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu Marques, afirmando que ser contra o split payment é favorecer empresas que cometem fraudes fiscais.

Reformas

Flávio Bolsonaro voltou a defender mudanças na Constituição para, segundo ele, “redemocratizar” o Brasil. Durante evento em que recebeu o apoio do Republicanos no segundo turno, o senador criticou o STF e afirmou que pretende aproveitar a maioria de direita eleita para o Congresso para promover alterações institucionais. O candidato disse ainda disse que as mudanças pretendidas incluem uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.

Tempo ao tempo

Já o ministro do STF Kassio Nunes Marques afirmou que pretende deixar para depois do segundo turno das eleições a análise dos pedidos de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Nunes Marques também negou que vá decidir por liminar, afirmando que levará o caso ao plenário da Corte. (Folha)

Indefinição

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que houve planejamento de um golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o dirigente reconheceu a existência da articulação, mas minimizou sua gravidade ao afirmar que o plano não foi executado. Quando questionado se poderia garantir que articulação semelhante não ocorreria num eventual governo de Flávio Bolsonaro, Valdemar respondeu: “Sei lá, sei lá”.

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