Rio Branco, AC 6 de outubro de 2026 17:40
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Mudança

O advogado André de Lima Paulino assumiu interinamente o comando da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) do Acre. Além de responder pela Secom, ele atua como presidente da Fundação Aldeia de Comunicação do Acre (Fundac).

Contexto

A designação foi assinada pela governadora Mailza Assis (PP) por meio do Decreto nº 16.625-P. A publicação do ato ocorreu em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) na data de ontem, segunda-feira, 5, com efeitos retroativos a 26 de setembro. André Paulino assumiu o cargo “até ulterior deliberação” após o pedido de exoneração da jornalista Nayara Lessa, que chefiava a pasta e decidiu deixar o governo voluntariamente.

Meio fio

Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, pode deixar a prisão mais cedo do que se imagina e botar os pés na rua. O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado por ele para a Corte, quer pautar para logo depois do segundo turno um pedido de revisão da condenação apresentado pela defesa do ex-presidente e não descarta libertá-lo por liminar.

Cautela

A assessores Nunes Marques tem apontado “exageros” no processo da trama golpista, relatado por Alexandre de Moraes, mas, como atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só não antecipa o julgamento para não ser acusado de interferir na eleição.

Resistência

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra a revisão, afirmando que ela só é cabível em caso de novas provas da inocência do réu. Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, caso seja eleito presidente, que o pai subirá a rampa do Palácio do Planalto com ele na posse, mas, como só poderá conceder um perdão presidencial após empossado, seria necessário um movimento como o de Numes Marques para soltar o ex-presidente ainda este ano.

Mais do mesmo

Enquanto isso… O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro libertará o pai caso seja eleito presidente e projetou uma possível candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto em 2030. “O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou Valdemar.

Convescote

Jair Bolsonaro pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorize a visita de Flávio Bolsonaro, que foi proibido de ver o pai por 90 dias, depois que divulgou uma carta do ex-presidente nas redes sociais. Na solicitação, a defesa alega ao ministro que a visita de Flávio teria caráter apenas familiar.

Princípios

No dia seguinte às eleições, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que “nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular e a democracia”. A declaração foi feita durante a cerimônia pelos 38 anos da Constituição de 1988 e pelos 40 anos do processo constituinte. Fachin destacou o papel do Supremo na preservação do Estado Democrático de Direito diante dos atos de 8 de janeiro. “Nenhuma democracia nasce pronta, e nenhuma se conserva por inércia”, afirmou.

Plúmbeo

O STF chegará à nova legislatura diante de um cenário mais adverso no Senado justamente quando enfrenta uma crise interna provocada pelo caso Banco Master. A eleição ampliou a bancada de parlamentares críticos à Corte e favoráveis a medidas contra seus integrantes. A mudança ocorre em um momento de perda de coesão no Supremo. (piauí)

Recomeço

Nem bem terminou o primeiro turno e já teve início a reorganização das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o presidente discutiu mudanças na comunicação e na estratégia para tentar avançar sobre o eleitorado de centro, Flávio decidiu preservar a linha que o levou à liderança e iniciou uma ofensiva para incorporar novos aliados.

Agenda

Lula passou a segunda-feira em reuniões em Brasília. A ordem à equipe foi promover mudanças para aproximar a campanha de jovens, mulheres e eleitores de centro. Flávio, por sua vez, passou o dia reunido com a cúpula do PL para definir a estratégia para os próximos 19 dias de campanha.

Reorganização

Na tensa reunião com a cúpula de sua campanha, Lula determinou uma reformulação na estratégia para o segundo turno. A ordem é “mudar tudo” na comunicação para tentar se aproximar principalmente de jovens, mulheres e eleitores de centro.

Leque

A coordenação da campanha também será ampliada, com maior participação de partidos aliados, entre eles o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de lideranças do Nordeste, como Camilo Santana. Internamente, dirigentes do PT atribuem parte dos problemas ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Passo em falso

Uma das principais críticas envolve a decisão de proibir todas as apostas online às vésperas da eleição. Segundo relatos, Sidônio defendeu a medida apesar das resistências do presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, e do Ministério da Fazenda.

Reforço

Lula avalia chamar o publicitário João Santana para integrar a equipe de marketing, enviando emissários para sondar o marqueteiro. Atualmente, o marketing de Lula é comandado por Raul Rabelo, sócio de Sidônio Palmeira. A troca de comando é defendida por uma ala do PT e por integrantes do governo.

Protagonismo

Em outra frente, Lula avalia anunciar Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda de um eventual novo mandato. A medida é defendida por aliados como forma de sinalizar compromisso fiscal ao mercado e ampliar a aproximação com eleitores de centro. A proposta conta com apoio de integrantes do governo e da campanha, mas Lula ainda não teria sido convencido a adotá-la.

Acidez

Na reunião com aliados, Lula afirmou que sua candidatura é a única “antissistema” na disputa presidencial e criticou o que chamou de “promiscuidade” no STF após as recentes denúncias envolvendo a Corte. Lula também defendeu uma reforma no Judiciário e uma mudança no modelo de escolha dos ministros do Supremo.

Empurrão

Já a campanha de Flávio Bolsonaro vai receber um apoio de peso no segundo turno. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que vai se dedicar à campanha de Flávio e ajudar a definir a estratégia para ampliar a votação do candidato no estado. Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado na história do país, afirmou que também pretende participar da organização da campanha nacional.

Oficialização

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, vai declarar apoio a Flávio Bolsonaro hoje em Goiânia. O governador eleito Daniel Vilela (MDB) também participará do ato e formalizará apoio ao candidato do PL. (UOL)

Alinhamento

E o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em publicação nas redes sociais, Temer associou seu apoio a uma demanda por mudança na política brasileira e afirmou que Flávio representa uma “reconexão”.

Pauta

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve o calendário de discussão da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, uma das bandeiras de campanha do presidente Lula. Estão marcadas três sessões presenciais ainda esta semana para aprovar um calendário acelerado de tramitação da medida, já aprovada na Câmara. Contrária à redução, a oposição articula não comparecer às sessões nem dar quórum para votações. (g1)

Desfecho

No Rio, a eleição será definida pela Justiça. Nesta segunda, Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Seus advogados afirmam que a decisão foi tomada de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”.

Flanco

A decisão de Garotinho abre caminho para que seus votos sejam retirados do cálculo dos votos válidos, o que pode levar à vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. A decisão final cabe ao TSE. (UOL)

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