Rio Branco, AC 5 de outubro de 2026 17:16
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Veredito

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 no Acre, realizado na data de ontem, 4 de outubro, consolidou o favoritismo da ala conservadora no estado e levou a disputa pelo governo ao segundo turno por uma margem mínima.

Performance

A atual governadora Mailza Assis (PP) chegou muito perto de liquidar a fatura no primeiro turno, atingindo 49,76% dos votos válidos. Ela enfrentará no segundo turno, em 25 de outubro, o senador Alan Rick (Republicanos), que obteve 32,27%. O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), terminou na terceira posição com 10,22%.

Renovação

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) terá renovação de 33,3% das cadeiras na próxima legislatura. Dos 24 deputados estaduais eleitos neste domingo, 4, 16 já fazem parte da atual composição da Casa, enquanto oito nomes que não integram a atual legislatura conquistaram uma vaga para o mandato que começa em 2027.

Desempenho

O atual presidente da casa, Nicolau Júnior (PP), terminou como o deputado estadual mais votado, com 18.149 votos. Na sequência aparecem Fagner Calegario (União), com 13.640 votos, e Clodoaldo Rodrigues (PP), com 13.575.

Novos personagens

Entre os nomes que não fazem parte da atual legislatura e estarão na nova composição estão Marcus Alexandre (MDB), Chiquinho do Duda (PL), Samir Bestene (PP), Raimundo Neném (PL), Gláucio Pedrosa (PL), Jailson Amorim (PSD), Antonio Pedro (PSD) e Leôncio Castro (PSDB). Antonio Pedro, porém, já exerceu mandato anteriormente e retorna à Aleac.

Exclusões

Dos atuais 24 deputados estaduais, 16 conseguiram permanecer na Assembleia. Em comparação com a composição eleita em 2022, deixam a lista da próxima legislatura Antonia Sales, Chico Viga, Michelle Melo, Gilberto Lira, Luiz Gonzaga, Maria Antônia, Pedro Longo e Whendy Lima.

Câmara Federal

Na disputa da Câmara Federal o PP e o União Brasil elegeram 02 deputados cada. A Bancada Federal na Câmara dos Deputados para o quadriênio 2027–2030, ficou assim distribuída: Socorro Neri (PP) – 39.587 votos (reeleita e mais votada); Dr. Fábio Rueda (União Brasil) – 33.203 votos; Coronel Ulysses (União Brasil) – 33.155 votos (reeleito); Pedro Longo (MDB) – 26.263 votos; Roberto Duarte (Republicanos) – 24.854 votos (reeleito); Zé Adriano (PP) – 23.810 votos; Perpétua Almeida (PCdoB) – 15.800 votos; e Júnior Betão (PL) – 13.732 votos.

Câmara alta

As duas cadeiras no Senado Federal serão ocupadas por figuras alinhadas ao espectro de direita. O senador Marcio Bittar (PL) garantiu a reeleição em primeiro lugar com 25,59% dos votos. A segunda vaga ficou com Mara Rocha (Republicanos), eleita com 17,95%, superando o ex-governador Gladson Cameli (PP), que obteve 16,59%, e o candidato da esquerda, Jorge Viana (PT), com 14,17%.

Palácio do Planalto

O voto útil, o chamado “antipetismo de chegada” e uma onda à direita falaram alto no primeiro turno das eleições gerais, realizado na data de ontem, domingo, 04. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou a primeira rodada de votação quase dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem vai disputar o segundo turno no próximo dia 25.

Leitura

Segundo números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio obteve 56.104.503 votos (47,03%), contra 53.879.538 (45,16%) de Lula. O bom desempenho do filho mais velho de Jair Bolsonaro se refletiu na desidratação dos demais candidatos de direita, que tiveram desempenho abaixo das projeções. Augusto Cury (Avante) chegou em terceiro, com 2,89%, seguido de Renan Santos (Missão), com 2,24%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%; e Romeu Zema (Novo), com 0,27%. Os demais postulantes não passaram de 0,1%. (UOL)

Regionalização

Por região, Lula manteve sua predominância e ganhou nos nove estados do Nordeste. Flávio virou Minas Gerais, que o presidente havia levado em 2022. Nos três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas e Rio), Flávio liderou em 1.089 cidade, incluindo Belo Horizonte e Rio. Lula ficou na frente em 500, sendo a capital paulista uma delas. Confira as votações por estado.

Desempenho

Durante a apuração, Flávio Bolsonaro chegou a ter dobro da vantagem aberta pelo pai contra Lula em 2022. Lula permaneceu, ao longo da maior parte da apuração, cerca de seis pontos percentuais aquém do próprio desempenho no primeiro turno de quatro anos atrás. Contra Jair Bolsonaro, o presidente virou a apuração quando havia cerca de 70% das urnas contabilizadas.

Contabilidade

Com o resultado, restou comprovado que Lula perdeu 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e teve pior votação, em porcentagem de votos válidos, desde 1998, quando perdeu já no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso.

Euforia

Flávio Bolsonaro não escondia a alegria com o resultado, mesmo ainda tendo um segundo turno pela frente. O senador disse estar confiante de que será eleito presidente, o que, segundo ele, marcará “o fim da era do PT”. “Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para mudança. A palavra é mudança”, declarou.

Decepção

Já o presidente Lula admitiu que o segundo lugar foi “inesperado”, já que imaginava vencer ainda no primeiro turno — o que não aconteceu em qualquer uma das eleições que venceu. Ao discursar para correligionários em São Paulo, porém, Lula se disse confiante na vitória sobre Flávio Bolsonaro, classificando o segundo turno como a “prova dos nove”. “Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse o presidente.

Desafio

Uma das frentes do segundo turno será levar para as urnas quem preferiu não participar. Pela primeira vez desde 1998, a abstenção em uma eleição presidencial ficou acima de 21%. De acordo com o TSE, 21,09% dos eleitores não apareceram para votar.

Contraponto

A diáspora brasileira foi na contramão do voto doméstico. Lula venceu em 52 países, enquanto Flávio Bolsonaro liderou em 33, incluindo os Estados Unidos, onde está o maior número de eleitores brasileiros no exterior.

Reagrupamento

Computados os votos, começa a disputa pelos eleitores dos candidatos que ficaram de fora do segundo turno. Reconhecendo que o quarto lugar ficou distante de suas expectativas, Renan Santos disse que não vai apoiar ninguém e liberou os militantes do MBL e do Missão.

Liberação

A postura é a mesma de Augusto Cury, o terceiro colocado. O escritor voltou a pregar o “fim da polarização” e parabenizou Lula e Flávio Bolsonaro, mas disse que não vai apoiar qualquer um dos dois na nova rodada. Após dizer que “caiu de pé”, Ronaldo Caiado informou que discutiria o segundo turno com a cúpula do PSD, mas, pouco depois, o presidente do partido, Gilberto Kassab, anunciou que a legenda ficará neutra, liberando os diretórios regionais para acordos locais.

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