Rio Branco, AC 5 de outubro de 2026 00:36
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Marcio Bittar e Mara Rocha são eleitos senadores pelo Acre neste domingo

Bittar é reeleito para o Senado, enquanto Mara Rocha conquista uma das duas vagas em disputa no Acre; eleição renovou 54 das 81 cadeiras da Casa

Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos) foram eleitos senadores pelo Acre neste domingo (4). Com 98,59% das seções eleitorais apuradas, Bittar somava 222.119 votos, o equivalente a 25,59% dos votos válidos, enquanto Mara Rocha alcançava 155.859 votos, ou 17,95%.

Com o resultado, Bittar garante um novo mandato no Senado e Mara Rocha retorna à política institucional após ter exercido mandato de deputada federal. Como dois senadores foram eleitos por estado e pelo Distrito Federal neste pleito, cada eleitor precisou escolher dois candidatos diferentes.

Bittar conquista a reeleição ao Senado

Aos 63 anos, Marcio Miguel Bittar é pecuarista, natural de Franca (SP), e ocupa uma cadeira no Senado desde 2019. Antes de chegar à Casa, construiu uma trajetória política marcada por mandatos como deputado estadual e deputado federal pelo Acre.

Sua carreira eleitoral começou em 1999, quando assumiu mandato de deputado federal, permanecendo na Câmara até 2003. Ao longo dos anos, passou por partidos como PMDB, PPS e PSDB.

Em 2004, disputou pela primeira vez a Prefeitura de Rio Branco pelo PPS, mas não foi eleito. Dois anos depois, concorreu ao governo do Acre pela mesma legenda e novamente terminou derrotado.

Bittar voltou à Câmara dos Deputados em 2010, desta vez pelo PSDB. Foi o deputado federal mais votado do Acre naquela eleição, com 52.183 votos, correspondentes a 15,27% dos votos válidos.

Em 2014, tentou novamente chegar ao governo estadual, mas não venceu. Em 2018, pelo MDB, foi eleito senador. Quatro anos depois, em 2022, voltou a disputar o governo do Acre, agora pelo União Brasil, terminando novamente sem a vitória.

Agora, com a eleição de 2026, Bittar assegura a permanência no Senado para um novo período.

Mara Rocha volta ao cenário político

Natural de Rio Branco, Cylmara Fernandes da Rocha Gripp, conhecida como Mara Rocha, tem 52 anos e é formada em Jornalismo e Educação Física. Antes da carreira política, trabalhou como jornalista e apresentadora e também atuou como empresária.

Mara ingressou na política em 2015, após receber o convite do irmão, o ex-deputado federal e atual vice-governador do Acre, Major Wherles Rocha. Filiada ao PSDB, foi eleita deputada federal em 2018 com a maior votação do estado para o cargo.

Permaneceu na Câmara dos Deputados até 2022. Naquele ano, abriu mão da disputa pela reeleição para concorrer ao governo do Acre pelo MDB. Terminou a eleição em terceiro lugar, com mais de 47 mil votos.

Em 2026, Mara Rocha voltou a disputar um cargo majoritário e conquistou uma das duas vagas ao Senado destinadas ao Acre.

Campanha de Bittar teve foco no conservadorismo e na economia

Durante a campanha, Marcio Bittar apresentou uma plataforma alinhada ao conservadorismo e ao bolsonarismo. Entre as principais bandeiras estavam a redução da burocracia na área ambiental, o incentivo ao livre mercado e a defesa de medidas para estimular a economia da Amazônia.

O senador também destacou obras de infraestrutura, como a conclusão e manutenção da BR-364, incluindo a ligação entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Também defendeu o avanço da Ferrogrão e a ampliação das hidrovias como alternativas para reduzir os custos de transporte na região.

Bittar sustentou ainda a necessidade de descentralizar o poder político e econômico concentrado em Brasília e criticou o aumento de gastos públicos e o que considera excesso de interferência entre as instituições.

A candidatura integrou a coligação Avança Acre, formada por PDT, MDB e PL.

Mara Rocha apresentou pautas conservadoras

Mara Rocha também adotou uma agenda de perfil conservador durante a campanha. Entre suas propostas estiveram a revisão de reservas ambientais, mudanças relacionadas à escala de trabalho 6×1 e pautas ligadas à segurança, saúde e apoio aos produtores rurais.

A candidata também fez críticas ao Judiciário e afirmou defender uma atuação da Justiça sem orientação ideológica. Ao longo da campanha, manifestou ainda posicionamentos relacionados às condenações decorrentes dos atos de 8 de janeiro.

Mara teve como primeiro suplente o pastor Moreira, de 61 anos, e disputou pela coligação Trabalho da Esperança, formada por Republicanos, PSD, Avante e Novo.

Duas vagas estavam em disputa no Acre

A eleição de 2026 renovou dois terços do Senado Federal. Ao todo, 54 das 81 cadeiras foram colocadas em disputa, com dois senadores eleitos em cada estado e no Distrito Federal.

No Acre, as vagas ficaram com Marcio Bittar e Mara Rocha, que passam a representar o estado no Senado Federal pelos próximos anos.