Rio Branco, AC 28 de setembro de 2026 17:05
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Agenda

O candidato ao senado pela coligação Frente Ampla pelo Acre, ex-governador e ex-senador Jorge Viana (PT)m participou, ontem, domingo, 27, de missa na Comunidade São João Evangelista e visitou moradores da Cidade do Povo, em Rio Branco.

Religiosidade

A celebração, realizada na Creche Herloizia Almeida de Oliveira, foi presidida pelo padre Massimo Lombardi. Jorge destacou o trabalho de evangelização e a atuação social da Igreja Católica na comunidade. Também participou da agenda o padre Antônio Menezes, candidato a deputado estadual pela mesma coligação de Viana.

Missão

“Hoje estou aqui para agradecer esta caminhada que estamos fazendo rumo ao Senado, o acolhimento, o carinho e a confiança das pessoas. Dia 4 de outubro, se for da vontade de Deus, estarei pronto para mais essa missão: trabalhar pelos que mais precisam e pelo Acre”, afirmou.

Regozijo

Após a missa, Jorge percorreu ruas do bairro acompanhado de lideranças locais, visitou moradores, entre eles dona Ana e dona Geralda, e agradeceu as manifestações de carinho. “Tenho muito orgulho do que foi feito aqui. Quero voltar ao Senado para ajudar a trazer mais investimentos, oportunidades e melhorar a vida das pessoas. É essa a missão que quero cumprir pelo Acre”, concluiu.

Termômetro

A seis dias do primeiro turno, a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus (íntegra) mostra Lula com 42% das intenções de voto no cenário estimulado de 1º turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Semana passada o placar era de 40% a 37%. Em seguida aparecem Augusto Cury e Ronaldo Caiado, com 5% cada, Renan Santos, com 4%, e Zema, com 1%.

Batalha final

Num eventual 2º turno, Lula tem 46% e Flávio, 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos. Lula repete o número da semana passada, enquanto Flávio oscilou um ponto para baixo. Brancos e nulos somam 8%, e 92% dos entrevistados dizem que não mudarão o voto até o fim de outubro. A rejeição segue alta para os dois líderes.

Rejeição

Flávio é o mais rejeitado, com 51%, contra 48% de Lula. Na expectativa de vitória, independentemente do voto, 51% acreditam que Lula vencerá a eleição, três pontos a menos que na semana anterior. Os que apostam em Flávio passaram de 36% para 39%. A Nexus ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro.

Fundo do poço

A avaliação negativa do Supremo Tribunal Federal atingiu o maior patamar desde o início da série histórica do Datafolha, em 2019. A pesquisa mostra que 47% dos brasileiros consideram o trabalho dos ministros ruim ou péssimo. Apenas 18% avaliam a atuação da Corte como ótima ou boa, menor percentual registrado na série. Outros 31% classificam o desempenho como regular e 4% não opinaram.

Alinhamento

Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% avaliam negativamente a atuação dos ministros, ante 24% entre os eleitores de Lula. O levantamento também mostra que 45% dos entrevistados apoiam a criação de um Código de Ética para os ministros do STF, enquanto 33% são contrários.

Guerra santa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino derrubou uma decisão do ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado a remoção de publicações nas redes sociais relacionadas à notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil caso fosse eleito presidente.

Republicação

A decisão de Dino atende a um pedido do humorista Antonio Tabet, cujo post foi retirado das redes por ordem de Mendonça. Dino também determinou que outros conteúdos excluídos pelo mesmo fundamento sejam restabelecidos pelas plataformas digitais.

Heresia

Na sexta-feira, 25, Mendonça havia atendido a uma ação apresentada por Fávio Bolsonaro ao TSE e classificado como “notoriamente inverídicos” conteúdos que atribuíam ao candidato a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil da santa. Além da remoção, o ministro havia proibido a republicação do material ou de “narrativa equivalente”, sob pena de multa diária de R$ 30 mil.

Retrospecto

Ministros do STF já interferiram em pelo menos quatro decisões ou processos com impacto direto sobre a disputa eleitoral neste ano, em movimentos que se anteciparam ou modificaram medidas tomadas pelo TSE. Os episódios envolveram Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e ampliaram as tensões entre integrantes das duas Cortes em meio à campanha presidencial e às divergências já provocadas pelo caso Banco Master.

Pingos nos ‘ís’

Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, vai se reunir hoje com Edson Fachin, que preside o STF, para discutir a tensão entre as duas cortes. Na visão dele, a decisão de Dino foi uma interferência indevida na Justiça Eleitoral. Nunes Marques também vai reclamar de uma suposta burla no sistema de distribuição no Supremo. A ação sobre o vídeo foi ajuizada em um processo diferente que já estava com Dino.

Reação

A campanha de Flávio Bolsonaro reagiu e acusou Dino de usurpar a competência do TSE ao derrubar a decisão de Mendonça. Em nota, os advogados não citaram Dino nominalmente, mas afirmaram causar “perplexidade” que a fiscalização da propaganda de uma campanha presidencial seja exercida por um órgão fora da Justiça Eleitoral.

Imputação

Já o coordenador da campanha de Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou Dino de agir para favorecer a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Marinho, o ministro estaria “atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral”.

Devaneios

Flávio Bolsonaro partiu também para o ataque contra a Igreja Católica. Em evento em Goiás, o senador afirmou, sem apresentar provas, que “gente de dentro da CNBB” articulou com o PT a divulgação das informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida. Em nota, a conferência dos bispos negou qualquer participação no caso e disse que “uma mentira não se combate com outra mentira”.

Palco religioso

E um ato de candidatos e lideranças de esquerda em São Paulo adotou neste domingo um forte tom religioso. O evento começou com uma missa na Catedral da Sé e seguiu com um ato em defesa das mulheres na praça em frente à igreja. Participaram, entre outros, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Discursos fizeram referências à fé católica e a Nossa Senhora Aparecida. Haddad afirmou que “nem a mãe de Cristo escapou do bolsonarismo”.

Jogatina

A proibição de apostas online, determinada pelo presidente Lula em medida provisória publicada na sexta-feira, deve se transformar numa longa batalha. As empresas atingidas estudam medidas para reverter a decisão, mas aguardam o fim do processo eleitoral para não contaminar a discussão. Uma das hipóteses é fazer lobby no Congresso para que o Legislativo derrube ou deixe caducar a MP. Especialistas dizem que o texto da medida abre espaço para pedidos de indenização na Justiça.

Subtração

Em outra frente, o governo vai se reunir amanhã com representantes dos clubes para discutir os impactos da proibição das bets, hoje principais patrocinadoras do futebol. Os clubes, que receberam R$ 1,1 bilhão das empresas de apostas no ano passado, reclamaram da proibição.

Presença

Flávio Bolsonaro confirmou que participará do debate presidencial da Rede Globo, marcado para quinta-feira (1º), e desafiou o presidente Lula (PT) a comparecer ao encontro. “Vou no debate da Globo. Está confirmado. Ele que lute”, afirmou o candidato depois de participar de uma carreata em Goiânia.

Embate

Flávio disse que pretende confrontar Lula e apresentar as diferenças entre os projetos dos dois candidatos. O senador afirmou que irá ao debate mesmo que Lula não participe e disse que pretende questionar o presidente, entre outros assuntos, sobre a crise envolvendo o STF.

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