Rio Branco, AC 24 de setembro de 2026 22:15
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Times das séries A e B pedem socorro financeiro ao governo federal

Em meio à possível proibição das bets, clubes buscam alternativas para pagar dívidas e realizar investimentos em estrutura

Clubes das duas principais divisões do Brasileirão negociam socorro financeiro com o governo federal. A tentativa acontece em meio à possível proibição das casas de apostas no Brasil por Medida Provisória e representa uma alternativa para o pagamento de dívidas e investimentos em estrutura. CBF atua nas conversas como mediadora entre o poder executivo e as diretorias. Enquanto isso, Internacional e Corinthians são os principais articuladores. A informação é do “ge”.

A principal ideia para o auxílio é a criação de uma linha de crédito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico), o que daria aos clubes acesso a empréstimos com juros abaixo do mercado. No entanto, esses montantes só seriam destinados ao pagamento de dívidas. A possibilidade de os valores também servirem para investimentos em estrutura também foi discutida, mas a utilização do dinheiro para contratações foi descartada já em primeiro momento.

Quais clubes estão envolvidos?

Corinthians e Internacional, que atravessam crise econômica e enfrentam transfer ban imposto pela Fifa, têm sido os “cabeças” das conversas com a CBF e o Governo Federal. Presidentes dos clubes, Osmar Stabile e Alessandro Barcellos também contam com a ajuda do CEO do Atlético-MG, Pedro Daniel, ex-diretor executivo da EY Brasil, empresa de auditoria, impostos e consultoria.

Socorro deve ficar para depois das eleições

CBF e Ministério do Esporte se mostraram favoráveis à ideia do auxílio financeiro aos clubes. No entanto, ainda que as conversas já estejam em andamento desde o mês passado, o entendimento interno é de que o tema só irá evoluir depois das eleições presidenciais, marcadas para este mês de outubro.

Ainda assim, há otimismo de que a ajuda se concretize. A argumentação da CBF e das diretorias envolvidas gira em torno do regulamento de Fair Play Financeiro, que entrou em vigor neste ano, e tem submetido as equipes a um conjunto de regras rígidas. Além disso, a possível proibição das bets, patrocinadora da maior parte dos uniformes das Séries A e B, tem sido apontada como um potencial agravante da situação econômica dos times envolvidos.

Vale lembrar que ainda não se sabe qual valor o BNDES liberaria como socorro e nem os critérios para a aprovação e utilização do auxílio.