Rio Branco, AC 8 de setembro de 2026 11:41
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Mecânico acusado de matar homem a tiros no Canal da Maternidade vai a júri no Acre

Rony Cley de Souza Figueiredo é acusado de matar Alan Victor da Silva, de 30 anos, em janeiro; julgamento ainda não tem data definida

O mecânico Rony Cley de Souza Figueiredo, de 49 anos, acusado de matar a tiros Alan Victor da Silva, de 30, no Canal da Maternidade, em Rio Branco, será submetido ao Tribunal do Júri. A decisão foi mantida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), que rejeitou um recurso apresentado pela defesa.

Rony responde por homicídio qualificado. Apesar da confirmação de que o caso será levado a julgamento, a sessão do Tribunal do Júri ainda não tem data marcada.

A defesa recorreu da decisão que determinou que o mecânico fosse julgado pelos jurados, mas o recurso foi negado pela Justiça. O advogado que representa Rony foi intimado no processo, porém não informou quais provas pretende apresentar durante a sessão.

Diante disso, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco determinou que o acusado seja intimado pessoalmente para informar se pretende constituir um novo advogado ou se deseja ser representado pela Defensoria Pública.

Vítima foi baleada enquanto caminhava

Alan Victor da Silva foi baleado na noite de 6 de janeiro deste ano, enquanto caminhava pelo Canal da Maternidade, em Rio Branco. Ele foi atingido por dois disparos, um no pescoço e outro nas costas.

A vítima morreu na tarde do dia seguinte, após permanecer internada em decorrência dos ferimentos.

Conforme as investigações, Rony e o também mecânico Acir Moreira Pereira Cangussu Tomaz teriam ido até o local com a intenção de matar Alan. A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido motivado por um suposto roubo de televisão atribuído à vítima.

Prisão e investigação

Rony foi preso no mesmo dia do crime. Segundo a Polícia Civil, ele confessou participação no assassinato durante o interrogatório.

O veículo utilizado na ação, que pertencia à irmã do acusado, também foi localizado e apreendido pelas autoridades.

Acir Moreira Pereira Cangussu Tomaz também foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e se tornou réu no processo. Ele não foi preso em flagrante após o crime e se apresentou à polícia dias depois.

Segundo a defesa de Acir, ele permanece preso desde então.

Até o momento, não há data definida para o julgamento dos acusados pelo Tribunal do Júri.