O candidato ao governo do Acre Thor Dantas (PSB), em entrevista ao site Alerta Cidade, na data de ontem, 7, criticou a administração do ex-governador Gladson Camelí (PP) e afirmou que o Estado perdeu desempenho em diferentes áreas, como educação, saúde, desenvolvimento econômico e segurança pública. Thor atribuiu parte dos problemas da gestão Cameli à falta de planejamento e de capacidade técnica na gestão pública.
Caranguejo
Segundo Thor, o Acre “andou para trás” em diferentes indicadores e enfrenta dificuldades em serviços essenciais. Na educação, o candidato afirmou que o Estado, que segundo ele já esteve entre os melhores do país, atualmente enfrenta dificuldades em indicadores de qualidade e na valorização dos profissionais. “O Acre andou para trás em todos os indicadores. A educação que já foi das melhores do Brasil e já pagou salários melhores do que em São Paulo, hoje tem um dos piores salários, um dos piores indicadores de qualidade da educação”, afirmou.
Tropeços
Na saúde, Thor disse que existem iniciativas avançadas, mas que problemas básicos continuam sem solução. O candidato também apontou a falta de oportunidades econômicas como um dos fatores que levam jovens a deixar o Acre. Para Thor Dantas, os problemas enfrentados pelo Estado estão relacionados, entre outros fatores, à falta de planejamento e de capacidade técnica na gestão pública.
Barafunda
O candidato classificou o cenário como um “Acre de desgoverno” e afirmou que a administração que ora tem continuidade não teria priorizado uma estrutura técnica capaz de enfrentar os problemas cotidianos da população. “Hoje o Acre é um Acre de desgoverno. Esse governo infelizmente falhou, tristemente, em cuidar do nosso problema”, pontuou.
Receita
Ao defender o modelo ideal que concebe para uma quadra sob sua administração, Thor Dantas afirmou que o Acre precisa de uma “guinada de 180 graus”, com valorização da técnica, planejamento e acompanhamento dos resultados das políticas públicas. “Foi um governo (Cameli) populista; um governo que não entendeu que problemas do dia a dia das pessoas se resolve com equipe. Essa baixa capacidade técnica levou a gente hoje, ao fundo do poço. O Acre para sair dessa situação em que a gente está, precisa de uma guinada de 180 graus, de uma gestão que valorize a técnica”, finalizou Thor Dantas.
Conceito
Diante de sua constatação, Thor Dantas afirmou soar como galhofa o mote de sua adversária Mailza Assis (PP) que se apresenta ao público eleitor como um governo de continuidade ao legado de Gladson Cameli. Resume que a continuidade administrativa da coisa pública remete à continuidade das práticas daquilo que está dando certo, que não apresenta interrupções, saltos ou fendas.

Drible
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) enxergou manobra para contornar uma decisão cautelar recente barrando a nomeação de novos cargos comissionados e de confiança no âmbito da administração do Estado do Acre. O Diário Oficial do Estado do último dia 03 trouxe uma publicação no mínimo controversa: um decreto de nomeação com data retroativa, maquiado sob a justificativa de “republicação por incorreção”.
Infringências
O caso tem o seguinte enredo: a Corte de Contas decidiu suspender as contratações na última quarta-feira, 2. A medida drástica foi tomada após uma auditoria técnica apontar que o Executivo estadual ultrapassou o teto legal de gastos com essas contratações na folha de pagamento em mais de R$ 7 milhões, considerando apenas o mês de junho. Para garantir o cumprimento da ordem, o conselheiro responsável pela decisão estipulou uma multa diária de R$ 500 em caso de desobediência.
Pormenores
O decreto em questão, assinado com a data de 28 de agosto de 2026, veio a público apenas na edição de 3 de setembro — justamente quando a proibição do TCE entrou em vigor. O detalhe que agrava a situação é a inclusão do aviso “republicado por incorreção”, o que configura uma impossibilidade administrativa lógica e material, visto que o documento jamais havia circulado em qualquer edição anterior do Diário Oficial.
Leitura
Nos bastidores do direito público, a tática é vista como uma tentativa flagrante de atribuir eficácia retroativa ao ato de nomeação. No entendimento da Corte de Contas, ao forjar que o decreto já existia e havia sido publicado antes da decisão cautelar, o governo tenou blindar as nomeações contra a suspensão e, consequentemente, escapar da sanção financeira estabelecida pelo Tribunal. O princípio da publicidade exige que um ato administrativo seja publicado para ter validade; logo, não se pode “republicar” aquilo que nunca foi levado a público.
Resumo
Após a cautelar, o governo estadual publicou uma nota afirmando que os dados do TCE não refletiam a realidade atual da gestão e que a decisão, por ser provisória, não representava reconhecimento definitivo de irregularidade. No entanto, a manobra de “viagem no tempo” via Diário Oficial enfraquece o discurso de lisura institucional e joga a gestão estadual em rota de colisão direta com os órgãos de fiscalização do Estado.

Termômetro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Em um eventual segundo turno, porém, o candidato do PL alcança 46% e aparece pela primeira vez numericamente à frente do petista, que tem 45%, segundo a 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgado nesta terça-feira, 8.
Dados técnicos
O levantamento aponta empate técnico no confronto direto, porque a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre 4 e 7 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação.
Segundo pelotão
No cenário estimulado de primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 9%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem na sequência, ambos com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) tem 1%. Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) também registram 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Os eleitores que afirmam votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.
Cabeça a cabeça
A vantagem de quatro pontos de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno também está no limite da margem de erro da pesquisa. Na rodada anterior, divulgada em 31 de agosto, o presidente tinha 39%, enquanto o senador aparecia com 33%. Lula manteve seu percentual e Flávio oscilou dois pontos para cima. Augusto Cury, por sua vez, oscilou de 11% para 9%. Caiado passou de 5% para 4%, enquanto Renan avançou de 3% para 4%. As movimentações, consideradas individualmente, ficaram dentro da margem de erro.
Equilíbrio
O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro registra uma mudança inédita na série histórica do BTG/Nexus. O senador aparece com 46%, ante 45% do presidente. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% não soube ou preferiu não responder. Apesar da inversão numérica, o resultado configura empate técnico. Na rodada de 31 de agosto, Lula aparecia com 46% e Flávio tinha 45%. Os dois, portanto, trocaram de posição após oscilações de um ponto percentual — variações que também estão dentro da margem de erro.
Histórico
A série do instituto já vinha mostrando uma disputa equilibrada entre os dois candidatos. Em 24 de agosto, Lula também marcava 46%, contra 45% de Flávio. O novo levantamento é o primeiro em que o senador supera numericamente o presidente nesse confronto, embora não seja possível afirmar vantagem estatística.


