Rio Branco, AC 2 de setembro de 2026 13:06
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Produção industrial interrompe 2 meses de queda e sobe 0,2% em julho

Em 12 meses, indústria cresce 0,6%, mostra IBGE

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% na passagem de junho para julho. O resultado interrompe dois meses seguidos de queda. Dessa forma, o setor acumula alta de 1,1% ao longo de 2026 e soma expansão de 0,6% nos últimos 12 meses.

Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, a variação positiva acumulada em 12 meses (0,6%) representa “ligeira perda de ritmo” em comparação ao acumulado até junho de 2026 (0,7%).

Veja o comportamento da indústria brasileira ao longo do ano, na comparação entre meses imediatamente seguidos:

  • Janeiro: 2,1%
  • Fevereiro: 1,0%
  • Março: 0,1%
  • Abril: 1,2%
  • Maio: -1,0%
  • Junho: -1,6%
  • Julho: 0,2%


O desempenho de julho deixa a indústria 2,1% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15% abaixo do nível mais alto já registrado, alcançado em maio de 2001.

Influências

A pesquisa revela que três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram avanço de junho para julho:

  • bens de consumo duráveis: 3,2%
  • bens de capital: 2,4%
  • bens de consumo semi e não duráveis: 0,5%
  • bens intermediários: -0,2%
  • Das atividades monitoradas pelo IBGE, 13 das 25 tiveram alta entre os meses:
  • equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%
  • produtos alimentícios: 1%
  • coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%
  • outros equipamentos de transporte: 11,2%
  • produtos do fumo: 11,1%
  • máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%
  • confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%
  • Pelo lado negativo, a maior pressão de baixa veio da indústria extrativa, que recuou 1%.


O IBGE acrescenta que outras contribuições negativas relevantes ficaram como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo na passagem de junho para julho. Esse é o segundo maior indicador do ano, perdendo apenas para março (80,6%).