Pesquisa mostra ainda Bocalom com 15%; saúde é apontada como principal problema do estado e 57% estão indecisos
O Alan Rick (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo Governo do Acre na nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (27). O senador registra 33% das intenções de voto no cenário estimulado, nove pontos percentuais à frente da vice-governadora Mailza Assis (PP), que tem 24%.
O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, mostra ainda o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PSDB) com 15%. Na sequência aparecem Thor Dantas (PSB), com 2%; Dr. Luisinho (Agir), com 1%; e Eudo Raffael (PCB), que não alcançou 1%.
Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 8%, enquanto 17% ainda estão indecisos.
Alan também lidera na pesquisa espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Alan Rick mantém a primeira colocação, com 17%. Mailza Assis aparece com 14%, enquanto Bocalom registra 3% e Thor Dantas, 2%.
O número de eleitores que ainda não sabem em quem votar cresce consideravelmente nesse cenário: 57% permanecem indecisos.
Na pesquisa espontânea, 7% afirmaram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.
Alan vence Mailza em simulação de segundo turno
A Quaest também testou seis possíveis confrontos no segundo turno. No cenário entre Alan Rick e Mailza Assis, o senador aparece com 42% contra 35% da vice-governadora. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 10%, enquanto 13% estão indecisos.
Contra Bocalom, Alan amplia a vantagem: 48% a 27%. Já diante de Thor Dantas, o republicano chega a 60%, contra 10% do adversário.
Mailza também aparece à frente nas simulações contra os demais nomes. Ela marca 43% contra 27% de Bocalom e 49% contra 12% de Thor Dantas.
Em um eventual segundo turno entre Bocalom e Thor, o tucano teria 42%, contra 13% do candidato do PSB.
Maioria quer mudança no governo do Acre
A pesquisa revela ainda um desejo de mudança entre os eleitores. 44% afirmam que o próximo governador precisa mudar totalmente o que vem sendo feito atualmente.
Outros 34% defendem que o próximo governo mude apenas aquilo que não está funcionando, enquanto 19% preferem a continuidade do trabalho atual. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Apoio de Lula divide opiniões
O levantamento também mediu o impacto do apoio de lideranças nacionais na escolha dos eleitores.
Sobre um eventual apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 18% afirmam que a manifestação aumentaria a chance de votar no candidato apoiado. Para 41%, não faria diferença, enquanto 38% dizem que o apoio diminuiria a chance de voto.
Já o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro é representado na pesquisa pela avaliação sobre o apoio de Flávio Bolsonaro. Nesse caso, 32% dizem que aumentaria a possibilidade de voto, 42% afirmam que não mudaria nada e 21% dizem que diminuiria a chance de votar no candidato.
Saúde é o principal problema apontado pelos eleitores
Entre os problemas do Acre, a saúde aparece com ampla vantagem como a principal preocupação, citada por 26% dos entrevistados.
Corrupção vem em segundo lugar, com 13%, seguida por violência, com 11%; desemprego, 8%; e infraestrutura, 7%.
Economia e educação foram citadas por 4% cada. Pobreza e desigualdade também aparecem com 4%, enquanto enchentes somam 1%. Outros problemas foram mencionados por 10% e 12% não souberam ou não responderam.
Bocalom tem maior rejeição entre os candidatos
Na avaliação de rejeição, Tião Bocalom apresenta o maior índice entre os candidatos: 50% dizem conhecê-lo, mas afirmam que não votariam nele.
Alan Rick aparece em seguida, com 27% de rejeição, enquanto Mailza Assis registra 25%. Thor Dantas tem 20%, Eudo Raffael, 12%, e Dr. Luisinho, também 12%.
Alan, por outro lado, possui o maior potencial de voto: 51% afirmam conhecê-lo e votar nele. Mailza tem 45%, Bocalom, 35%, Thor Dantas, 9%, Eudo Raffael, 6%, e Dr. Luisinho, 4%.
Governo tem 58% de aprovação
A pesquisa mostra ainda uma avaliação positiva do governo estadual. 58% dos entrevistados afirmam aprovar a administração, enquanto 24% dizem desaprová-la. Outros 18% não souberam ou não responderam.
Na avaliação geral, 39% consideram o governo positivo, 36% classificam como regular e 13% como negativo. Outros 12% não souberam ou não responderam.
Maioria ainda pode mudar de voto
Apesar da liderança de Alan Rick, a eleição permanece aberta. 59% dos eleitores afirmam que a escolha do candidato é definitiva, enquanto 40% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AC-09106/2026.


