Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 21:25
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Obra

O governador Gladson Camelí (PP) realizou na tarde de sexta-feira, 9, a entrega da implantação de novas vias urbanas no município de Tarauacá. A ação representa um importante avanço na mobilidade urbana e no desenvolvimento regional.

Programa

A obra integra o programa de implantação de pavimentação de vias urbanas e contou com recursos próprios do governo do Estado e recursos federais, oriundos de emenda parlamentar do então deputado federal Jesus Sérgio. O investimento foi executado por meio de convênio, do Ministério das Cidades, em parceria com o Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre).

Integração

Durante o ato de entrega o chefe do executivo ressaltou que o investimento garante o direito constitucional de ir e vir da população e cria um ambiente mais atrativo para novos investimentos econômicos. “Uma cidade com vias conservadas, calçadas para pedestres e sistemas de drenagem adequados significa mais desenvolvimento, geração de oportunidades e redução das desigualdades sociais”, enfatizou.

Rotatividade

A interinidade de Manoel Carlos de Almeida no Ministério da Justiça deve durar pouco, de acordo com auxiliares diretos de Lula. Na sexta-feira, Lula nomeou o ex-número dois de Ricardo Lewandowski para suceder o agora ex-ministro.

Celeridade

Mas a escolha do novo ministro da Justiça caminha para ser rápida. Deve acontecer entre esta e a próxima semana. O franco favorito para o cargo é o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, que entre 2003 e meados de 2024 foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República.

Bate e volta

Wellington está vários corpos à frente de qualquer outra opção pensada por Lula. Se for mesmo nomeado será sua segunda passagem pelo Ministério da Justiça. A primeira foi rápida e atribulada. Durou apenas 11 dias, já nos momentos de agonia do governo Dilma Rousseff, em março de 2026, um mês antes de o processo de impeachment da ex-presidente ser iniciado.

O poder sem pudor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a rede social Truth Social para se autoproclamar presidente interino da Venezuela. Na publicação, o norte-americano compartilhou uma imagem que simula um perfil da Wikipédia, na qual aparece listado como chefe de Estado em exercício do país sul-americano desde janeiro de 2026.

Contexto

A postagem faz referência à recente operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. O casal foi levado para Nova York, onde responde a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos se declararam inocentes.

Cumplicidade

Após a detenção de Maduro, a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela com o apoio das Forças Armadas. Trump elogiou publicamente a atuação de Rodríguez e afirmou que ela estaria cooperando com as autoridades norte-americanas. O presidente dos EUA também afastou, por ora, a possibilidade de eleições no país.

Cooperação

Antes mesmo da posse de Rodríguez, a administração Trump já a havia escolhido como principal interlocutora do governo venezuelano, deixando de lado líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, candidato que enfrentou Maduro nas eleições presidenciais de 2024, consideradas fraudulentas pela oposição.

Ameaça

Trump e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegaram a advertir Rodríguez sobre possíveis consequências “ainda mais graves” do que as enfrentadas por Maduro caso ela descumpra as diretrizes impostas por Washington. Entre as exigências do governo norte-americano está o acesso total ao petróleo venezuelano, além de outros recursos estratégicos e infraestruturas do país.

Reação

Ainda sobre política internacional, a Alemanha deve levar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a proposta de uma missão conjunta no Ártico, em meio ao aumento das tensões na região após declarações dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, território autônomo da Dinamarca.

Precaução

A informação foi divulgada neste domingo pela Bloomberg (empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro e agência de notícias operacional em todo o mundo com sede em Nova York), com base em relatos de duas fontes próximas ao governo alemão. Segundo a publicação, a iniciativa teria como objetivo reforçar o monitoramento e a proteção dos interesses de segurança no Ártico, buscando reduzir o clima de tensão provocado por Washington em relação ao território.

Modelo

De acordo com a reportagem, a operação poderia seguir o modelo da missão “Sentinela do Báltico”, lançada pela OTAN há cerca de um ano para proteger infraestruturas estratégicas no Mar Báltico. A nova iniciativa, que vem sendo chamada informalmente de “Sentinela do Ártico”, incluiria a Gronelândia, região que voltou ao centro do debate após manifestações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a importância estratégica da ilha.

Ameaças

Na sexta-feira, Trump voltou a afirmar publicamente que pretende assumir o controle da Gronelândia e declarou que os Estados Unidos tomarão medidas “quer gostem ou não”. As falas geraram reação imediata de autoridades europeias.

Intervenção

O vice-chanceler da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que viajará nesta semana a Washington para participar de uma reunião do G7, convocada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. Antes da viagem, Klingbeil reforçou que a soberania da Gronelândia deve ser respeitada.

Autonomia

“Cabe exclusivamente à Dinamarca e à Gronelândia decidir sobre o futuro do território. A soberania e a integridade territorial são princípios do direito internacional que se aplicam a todos, inclusive aos Estados Unidos”, afirmou o vice-chanceler, que também ocupa o cargo de ministro das Finanças da Alemanha.

Reforço

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, declarou que a definição sobre o status da Gronelândia é uma decisão exclusiva do governo dinamarquês e das autoridades locais. Ele deve se reunir nos próximos dias com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Cobiça

Wadephul destacou ainda que o Ártico ganhou “nova relevância estratégica” no cenário internacional, o que exige coordenação entre aliados da OTAN, e não disputas internas. O interesse de Trump pela Gronelândia não é novo, mas voltou a ganhar força nas últimas semanas, especialmente após ações recentes dos Estados Unidos em outros pontos do cenário internacional, que elevaram a preocupação de países europeus com possíveis movimentos unilaterais de Washington.