Rio Branco, AC 26 de agosto de 2026 17:07
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André Kamai denuncia “fila da morte” na Fundação Hospitalar e Mateus Paiva aponta curral eleitoral na Sesacre

A crise na saúde pública do Acre e a demora no atendimento de cirurgias eletivas motivaram duras críticas na Câmara Municipal de Rio Branco. Durante a sessão, o vereador André Kamai denunciou a existência de uma “fila da morte” na rede estadual, enquanto o vereador Mateus Paiva afirmou que a regulação de procedimentos virou “curral eleitoral” dentro da Secretaria de Estado de Saúde (SESACRE).

Ao abordar a violência institucional contra as mulheres, Kamai relatou a situação de pacientes que aguardam por anos para realizar procedimentos cirúrgicos, como o tratamento de mioma. O parlamentar citou o drama de uma moradora do bairro Vitória que, após quatro anos entre exames e espera, teve a cirurgia cancelada pela perda de validade dos laudos.

“O que eu mais encontro são mulheres na fila da morte da Fundação Hospitalar”, afirmou Kamai. “Hoje, para que uma mulher que sangra há cinco, quatro ou três anos com mioma ou com outros problemas consiga uma vaga de cirurgia, ela precisa ter a relação com alguém da política”, completou.

Em sua fala também na tribuna, o vereador Mateus Paiva também fez críticas sobre a interferência política na saúde, mas redirecionou o foco da denúncia, apontando a regulação da SESACRE como o centro do problema.
“O curral eleitoral não é lá na Fundação Hospitalar, não. O curral eleitoral é lá na SESACRE, é lá na regulação da SESACRE. A FUNDHACRE executa o que está regulado pela SESACRE”, declarou Paiva.

Mateus Paiva questionou ainda a capacidade técnica dos gestores da pasta. “Infelizmente, tem pessoas que mandam lá na Secretaria de Estado de Saúde que não entendiam nem de saneamento, não entendiam nem de água potável, e agora querem fazer gestão em saúde. A secretaria hoje está focada em eleger os seus candidatos e esquecem das pessoas que estão nas filas”, criticou.

Kamai cobrou providências do Governo do Estado para reestruturar o atendimento e encerrar o apadrinhamento na marcação de consultas e exames, ressaltando que a falta de assistência atinge diretamente a população mais vulnerável.