Rio Branco, AC 9 de fevereiro de 2026 00:24
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Mais de R$ 2,3 milhões são destinados ao combate de praga do cacau no Acre

Recursos serão usados em ações emergenciais de vigilância e controle da monilíase, doença que ameaça lavouras de cacau no estado. Repasse também inclui medidas para o cupuaçu

O Acre vai receber mais de R$ 2,2 milhões para ações emergenciais de prevenção e combate à monilíase, praga que afeta lavouras de cacau. O repasse é do Governo Federal e foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última quinta-feira (8).

Os recursos devem ser utilizados em ações de vigilância fitossanitária, monitoramento e controle da doença, que também representa risco para plantações de cupuaçu, embora o foco principal seja a cacauicultura.

Do valor repassado pela união, que equivale a R$ 2.261.883,98, cerca de R$ 69.955,17 correspondem à contrapartida financeira do contratante.

Ainda de acordo com o planejamento do convênio, cerca de R$ 1 milhão será destinado à aquisição de veículos, embarcações e equipamentos de campo que serão usados nas ações de erradicação da doença, além de aparelhos eletrônicos como notebooks, tablets, radiocomunicadores e GPS.

Já o restante dos recursos, de aproximadamente R$ 1,3 milhão, será aplicado no custeio de materiais de consumo, produção de materiais educativos, capacitação de equipes, pagamento de diárias e compra de combustível.

Monilíase

A monilíase é considerada uma das principais ameaças à produção de cacau na região amazônica. O primeiro foco da doença no Brasil foi identificado em 2021, no Acre, e isso foi o que levou à adoção de medidas.

A doença afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.

Monilíase foi identificada pela primeira vez no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O Ministério alerta que, devido ao seu potencial de danos às culturas, “é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.”

Na América do Sul, a praga já está no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.

Com relação aos recursos enviados, as ações serão executadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) em parceria com o Ministério da Agricultura e envolvem também a atuação com órgãos estaduais, municipais e produtores rurais. O objetivo é ter respostas mais rápidas em caso de novos focos da doença.