Rio Branco, AC 18 de agosto de 2026 07:22
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EUA discutem novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz jornal

Segundo o Financial Times, medidas podem incluir bloqueio de ativos e contas nos EUA e proibição de entrada do ministro no país

O governo dos Estados Unidos discutiu a possibilidade de impor novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, segundo informou o jornal Financial Times neste domingo (16).

De acordo com a publicação, a discussão ocorre em razão de uma investigação sobre a fonte de uma reportagem envolvendo o ministro do STF Flávio Dino. No caso, Moraes autorizou buscas policiais contra um jornalista e duas supostas fontes. O ministro teria argumentado que as informações haviam sido obtidas e divulgadas de forma ilegal.

As possíveis sanções incluem o congelamento de ativos mantidos nos Estados Unidos, o bloqueio de contas bancárias e bens em território norte-americano, além da proibição de entrada de Moraes no país.

A possibilidade de reimposição das sanções previstas pela Lei Magnitsky estava em análise e, caso seja efetivada, pode aumentar ainda mais a tensão na relação entre os dois países.

No último mês, Brasília negou a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump devido a preocupações com possíveis interferências nas eleições deste ano.

Moraes já foi alvo de sanções

Em julho de 2025, o governo Trump impôs sanções contra Moraes. A medida foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Com a sanção, todos os bens de Moraes nos Estados Unidos ficaram bloqueados, assim como ativos de empresas que pudessem estar vinculadas a ele. Cidadãos e empresas norte-americanos também ficaram proibidos de realizar transações comerciais com o ministro.

Na época, o governo americano justificou as medidas afirmando que Moraes teria utilizado o cargo para autorizar detenções arbitrárias, restringir a liberdade de expressão e conduzir uma campanha politicamente motivada contra opositores.

O então secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Moraes liderava uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas, incluindo jornalistas e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro e a esposa foram retirados da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro.