Rio Branco, AC 3 de agosto de 2026 12:59
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Aleac retoma trabalhos com pressão para votar LDO antes do início da campanha eleitoral

Projeto que define as diretrizes do orçamento de 2027 precisa ser aprovado antes de 16 de agosto; proposta que reduz repasses aos Poderes promete acirrar o debate no plenário

Os deputados estaduais do Acre retomam os trabalhos legislativos nesta terça-feira (4) com uma missão considerada prioritária: aprovar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto.

A preocupação é que, com os candidatos envolvidos nas atividades de campanha, as sessões da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) sofram um esvaziamento natural até o primeiro turno das eleições, em 3 de outubro, comprometendo o andamento das votações.

Votação foi adiada para o segundo semestre

A expectativa era de que a LDO fosse apreciada ainda no primeiro semestre. No entanto, uma decisão do presidente da Assembleia, deputado Nicolau Júnior (PP), adiou a análise da matéria para o retorno das atividades legislativas.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que o adiamento abriu espaço para negociações envolvendo os percentuais das emendas parlamentares para o próximo exercício, os repasses do duodécimo aos Poderes e, também, evitou antecipar definições políticas antes do período das convenções partidárias.

Emenda sobre duodécimos deve dominar o debate

O principal ponto de tensão durante a tramitação da LDO deve ser uma emenda apresentada pela Frente Sindical, que propõe a redução dos percentuais destinados aos Poderes por meio dos repasses do duodécimo.

Segundo os defensores da proposta, a mudança permitiria um acréscimo de aproximadamente R$ 250 milhões na Receita Corrente Líquida (RCL), ampliando a capacidade de investimento do Estado.

Pela emenda, a Assembleia Legislativa teria seu percentual reduzido de 6,26% para 5,26%. A Defensoria Pública passaria de 1,5% para 1%, enquanto o Ministério Público do Acre teria o índice reduzido de 5% para 4%.

O Tribunal de Contas do Estado passaria de 2,30% para 2%, e o Tribunal de Justiça do Acre teria o percentual reduzido de 9,75% para 8,75%.

A expectativa é de que o tema concentre as discussões nas primeiras sessões do semestre, diante do impacto financeiro da proposta e dos reflexos sobre o funcionamento das instituições estaduais.