Medida publicada no Diário Oficial mobiliza a Defesa Civil para enfrentar os impactos da estiagem, da baixa umidade do ar, das queimadas e da possível intensificação do fenômeno climático nos próximos meses
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado por conta da estiagem severa que atinge a região e da possibilidade de agravamento do cenário climático com a intensificação do fenômeno El Niño. O decreto, assinado pela governadora Mailza Assis, foi publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial do Estado (DOE) e terá validade de 180 dias.
A medida considera os efeitos da seca prolongada, da baixa umidade relativa do ar, do aumento das queimadas e dos incêndios florestais, que costumam se intensificar durante o período mais crítico do verão amazônico.
Defesa Civil coordenará ações de resposta
Conforme o decreto, caberá à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) liderar as ações de enfrentamento da emergência, em articulação com autoridades federais, estaduais e municipais.
Entre as atribuições estão o planejamento e a coordenação das operações de socorro às comunidades isoladas, o apoio logístico aos municípios afetados, o monitoramento dos níveis dos rios, das condições meteorológicas e dos focos de calor, além da elaboração de boletins periódicos destinados ao Gabinete de Crise.
A Defesa Civil também prestará suporte técnico às prefeituras para revisão e ativação dos planos de contingência, bem como nos procedimentos necessários para o reconhecimento federal da situação de emergência.
Seca pode se agravar nos próximos meses
Na justificativa do decreto, Mailza Assis destaca que agosto e setembro são historicamente marcados por baixos índices de chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e ventos fortes em todo o estado, fatores que reduzem a disponibilidade de água e comprometem o abastecimento em diversas comunidades.
Segundo o documento, a diminuição do volume de água em poços tubulares e igarapés já exige, em algumas localidades, o fornecimento emergencial por meio de carros-pipa.
O governo também alerta para a possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño entre outubro e novembro, o que poderá prolongar o período de estiagem, reduzir ainda mais os índices pluviométricos e provocar uma queda significativa no nível dos rios acreanos.
Caso esse cenário se confirme, os impactos poderão atingir diretamente o abastecimento de água, a navegação, a agricultura, a pecuária, a segurança alimentar e a saúde da população, além de elevar o risco de queimadas e incêndios florestais em todas as regiões do estado.


