Rio Branco, AC 23 de julho de 2026 16:26
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Solidariedade

O noticiário político do dia de ontem, quarta-feira, 22, foi tomado por notas de solidariedade ao jornalista Chico Melo, motivadas por um violento assalto e agressão sofridos por ele dentro de sua própria casa, em Cruzeiro do Sul. O ato de violência remeteu a uma série de manifestações, movidas pela conotação política, vez que os manifestantes enxergaram no ato retaliação diante do tom crítico que o profissional de imprensa adota em relação ao Governo do Acre.

Ação

Para rememorar, uma quadrilha com quatro criminosos invadiu a residência do comunicador, roubou pertences e R$ 3 mil, e o agrediu fisicamente com socos na cabeça. O caso gerou imediata repercussão política e de entidades de classe no estado, vez que o jornalista relaciona o episódio ao trabalho desenvolvido pela Rádio Integração, às críticas feitas pela emissora e a documentos que pretendia entregar à Polícia Federal.

Repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (SINJAC) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) emitiram uma nota conjunta repudiando a agressão. As entidades cobraram uma investigação célere e transparente da Polícia Civil e informaram que vão levar o caso ao Observatório da Violência contra Jornalistas, do Ministério da Justiça, para acompanhar o monitoramento de violências contra a imprensa.

Liberdade

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, na figura do prefeito Zequinha Lima (PP), manifestou repúdio à violência sofrida por Chico Melo. A nota lançada enfatizou que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia e defendeu o livre exercício do jornalismo, exigindo apuração rigorosa do crime.

Esclarecimento

Por seu turno, o Senador Sérgio Petecão (PSD) publicou uma manifestação oficial no Instagram prestando solidariedade ao jornalista, familiares e amigos. Ele desejou que os fatos sejam esclarecidos rapidamente e reafirmou seu respeito ao papel fundamental da imprensa livre.

Indignação

No mesmo diapasão, o Senador Alan Rick (Rep) também utilizou suas redes sociais para registrar indignação e apoio, destacando sua posição tanto como parlamentar quanto como profissional da comunicação. Já o ex-governador e ex-senador do Acre Jorge Viana (PT) prestou solidariedade pública ao profissional após o ocorrido.

Desfecho

O crime segue sob investigação das autoridades policiais locais para identificar os autores da invasão e agressão. Poucos dias antes do assalto, em 17 de julho de 2026, Chico Melo já havia recebido notas de apoio das entidades de imprensa por conta de supostas ameaças relacionadas ao seu exercício profissional. Fato é que as autoridades devem esclarecer a invasão, identificar os responsáveis e apurar se o crime teve relação com o trabalho da vítima.

Encontro

A governadora Mailza Assis (PP), reuniu-se em Brasília com o presidente nacional do seu partido, o senador Ciro Nogueira, na data de ontem, 22, para alinhar as estratégias políticas da sigla no cenário estadual e nacional. A reunião aconteceu logo após Mailza oficializar publicamente a ex-deputada Jéssica Sales (MDB) como sua pré-candidata a vice-governadora na chapa de reeleição.

Apoio

O senador Ciro Nogueira já havia manifestado publicamente que a candidatura de Mailza ao governo do Acre em 2026 é uma das prioridades nacionais do Progressistas. Nas redes sociais a governadora destacou a importância da parceria com o senador, a quem chamou de “amigo que acredita no Acre”, e prometeu cumprir as expectativas geradas a partir de sua candidatura. A publicação foi amplamente repercutida na imprensa local.

Esperteza

O senador Márcio Bittar (PL), de forma ladina, mantém uma postura de indefinição estratégica e ainda não declarou apoio oficial a nenhum candidato para a disputa pelo governo do Acre.

Foco

Bittar já declarou publicamente que a prioridade do PL é fortalecer o campo conservador e defende que uma aliança ideal seria entre o PL, PP e União Brasil. Este é o bloco que historicamente derrotou a esquerda no estado. Ocorre que ele sempre colocou seus interesses políticos acima dos dogmas partidários, ou seja, prioriza seus interesses ante o conjunto de princípios que definem a identidade de um partido político.

Amistoso

Com relação ao senador Alan Rick, Bittar profere que mantém boa relação com o pré-candidato dos Republicanos. Rick já acenou positivamente para uma aproximação e afirmou que Bittar seria bem-vindo em sua base.

Tabuleiro

O apoio à atual governadora Mailza Assis (PP) enfrenta entraves. Bittar citou desconfortos e “estresses” recentes nas composições de filiações. A própria governadora evitou cravar o nome de Bittar em sua chapa, focando o apoio inicial em Gladson Cameli para o Senado.

Imponderável

O destino político e judicial do ex-governador Gladson Cameli (PP) também pesa na estratégia de Bittar. Caso Cameli fique impossibilitado de concorrer, crescem as chances de o senador se inclinar para o grupo de Alan Rick.

Cenário

A leitura política é que o tempo joga a favor de Bittar. Ele aparece bem posicionado nas pesquisas, conta com uma forte estrutura partidária no PL e tem o respaldo consolidado da base bolsonarista no Acre. Isso permite que ele adie a decisão para o momento mais oportuno.

Frustação

Um dia após ter ouvido a recusa da senadora Tereza Cristina (PP) a ser sua vice, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi informado oficialmente de que Progressistas e União Brasil não irão formalizar um acordo em torno de sua campanha.

Mensageiro

O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, foi quem deu a notícia pessoalmente a Flávio. PP e União formam uma federação, e um partido não pode se coligar com Flávio sem que o outro faça o mesmo. Ciro afirmou ao senador que a avaliação das duas siglas foi de que a neutralidade dará maior liberdade para que seus diretórios estaduais firmem alianças conforme a realidade local.

Esforço

Após o revés com PP e União Brasil, Flávio concentra esforços para buscar o apoio do Republicanos, o único partido com alguma relevância que poderia ajudá-lo a ampliar seu tempo de TV. A negociação, porém, também enfrenta dificuldades. O partido reclama da falta de reciprocidade do PL nas disputas estaduais.

Espiral

Em um gesto que demonstra o crescente isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou nas redes sociais um convite para a convenção estadual do partido em São Paulo que vincula o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD).

Sinalização

Tarcísio confirmou presença na convenção do PSD, marcada para domingo, na capital paulista. A intenção do governador era participar apenas da convenção partidária, evitando aparecer ao lado do presidenciável do PSD.

Cefaleia

A três dias da convenção que irá oficializá-lo como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro ganhou mais uma crise para chamar de sua. O escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais que somam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada e utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

Histórico

As notas, de R$ 500 mil cada, foram emitidas em 7 de abril de 2025 pelo escritório, do qual Flávio é o único sócio. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa, ligada à Copenhagen. As duas primeiras notas foram posteriormente canceladas.

Gato e rato

Enquanto isso, a nova crise familiar envolvendo sua madrasta, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), e seu irmão mais novo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), parece não dar sinais de arrefecimento. Dessa vez quem entrou na briga foi o irmão de Michelle, Eduardo Torres. Em publicações nas redes sociais, Torres ironizou as declarações feitas por Eduardo classificando Michelle como “imatura”, sem citar o parlamentar nominalmente.

Estilo retro

Não pegou nada bem no Supremo a investida de Flávio Bolsonaro contra as urnas. Ministros do STF criticaram as declarações do senador e classificaram como “graves” e “absurdas” as suspeitas levantadas pelo parlamentar de que o sistema brasileiro teria a mesma origem das urnas utilizadas na Venezuela.

Reafirmação

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável e disse que recorrer a relatórios produzidos por outros países para colocar em dúvida as urnas representa uma interferência indevida no processo eleitoral.

Recuo

Diante do desconforto com o STF, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que ele não colocou em dúvida a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro. O comunicado foi publicado após repercussão de declarações feitas por Flávio durante encontro com embaixadores estrangeiros, em que associou as urnas brasileiras às utilizadas na Venezuela.

Amortecedor

Em tom de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um novo pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e pelos impactos da guerra no Oriente Médio.

Recursos

Batizada de “Brasil Soberano 3”, a medida amplia as ações de apoio ao setor exportador. Do total, R$ 13,5 bilhões serão provenientes de recursos remanescentes do programa “Brasil Soberano 1” e da renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES.

Público

Os financiamentos atenderão empresas atingidas pelas tarifas americanas, incluindo os setores de aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, além de segmentos considerados estratégicos. Também poderão acessar as linhas de crédito empresas prejudicadas pela redução das exportações para países do Golfo Pérsico.

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