Estudantes da Ufac tentaram entrar no prédio do Executivo durante manifestação; Polícia Militar impediu o acesso e houve tumulto
A crise no transporte coletivo de Rio Branco voltou a mobilizar estudantes na manhã desta segunda-feira (13). Acadêmicos da Universidade Federal do Acre (Ufac) e integrantes de movimentos estudantis realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura e tentaram acessar o prédio do Executivo municipal para apresentar suas reivindicações. A entrada, no entanto, foi impedida por policiais militares e agentes de segurança, provocando momentos de tensão e empurra-empurra.
Apesar do tumulto registrado durante a manifestação, não houve informações sobre pessoas feridas ou detidas.
Transporte precário motivou manifestação
O protesto é consequência dos problemas enfrentados diariamente pelos usuários do transporte coletivo da capital acreana. Entre as principais reclamações estão a redução de linhas, a demora na passagem dos ônibus, a superlotação dos veículos e os frequentes atrasos, dificuldades que afetam trabalhadores, estudantes e milhares de moradores que dependem exclusivamente do serviço.
Durante o ato, os manifestantes afirmaram que a precariedade do sistema tem comprometido o acesso às aulas e prejudicado o desempenho acadêmico de centenas de universitários. Com faixas e palavras de ordem, o grupo cobrou providências imediatas e maior diálogo com a administração municipal.
Tentativa de ocupação gera tumulto
No momento em que os estudantes tentaram entrar na Prefeitura para entregar uma pauta de reivindicações, a entrada foi bloqueada pela Polícia Militar e pela equipe de segurança do prédio. A intervenção provocou um princípio de tumulto, com empurra-empurra entre manifestantes e os agentes que faziam a contenção do acesso.
Até o momento, não há registro de prisões nem de feridos em decorrência da ação.
Crise do transporte segue sem solução
A mobilização ocorre em meio ao agravamento da crise do transporte coletivo em Rio Branco. Nos últimos meses, dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas responsáveis pela operação, redução da frota, problemas trabalhistas e mudanças no sistema intensificaram os transtornos para os passageiros.
Embora a Prefeitura tenha anunciado medidas emergenciais para manter o funcionamento do serviço enquanto conduz a reestruturação do transporte público, estudantes e usuários afirmam que as ações ainda não produziram resultados suficientes para restabelecer a normalidade e garantir um atendimento adequado à população.


