Rio Branco, AC 8 de fevereiro de 2026 21:42
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Em alta

Depois de exercer o cargo de vereadora de Rio Branco e senadora pelo Acre em duas oportunidades, a acreana Marina Silva, hoje exercendo o cargo de Ministra do Meio Ambiente, foi eleita deputada federal por São Paulo, pelo partido REDE em 2022. Diante do desempenho eleitoral na paulicéia, Marina Silva foi convidada pelo PT para disputar novamente uma vaga na Câmara no pleito deste ano e declinou do convite.

Atrelamento

A ambientalista admite apenas a possibilidade de concorrer por uma vaga ao Senado por São Paulo, num cenário que dependeria do rumo escolhido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A reportagem do jornal O Globo apurou ser “pouco provável” que a ministra vá às urnas caso Haddad seja candidato ao Legislativo.

Legislação

Caso deseje ser candidata, Marina deve deixar a pasta do governo Lula até abril. A tendência é que o número dois, o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, assuma o posto no ministério, mas uma decisão ainda não foi discutida com o presidente.

Condicionantes

Marina afirma a aliados que uma eventual candidatura só existiria caso respeitasse três requisitos: apoio à reeleição de Lula, construção coletiva e fortalecimento de uma frente ampla, sobretudo em São Paulo, e o fomento à agenda verde.

Dissonância

Diante do protagonismo da acreana no cenário nacional, fica difícil entender a teoria desposada pela maioria dos jornalistas que fazem análise da política acreana que, cá no Acre, a ministra não conseguiria, sequer, lograr êxito na disputa pela presidência de uma associação de bairro. Vá entender os critérios que norteiam o acreano?

História

Os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 completam hoje três anos. Para relembrar a data em que os prédios dos três Poderes, em Brasília, foram invadidos e depredados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou um ato que fará tanto a lembrança da data quanto a assinatura do veto ao projeto de lei que diminui as penas dos envolvidos nos atos golpistas, o PL da Dosimetria.

Condescendência

A proposta, que poderia beneficiar, entre outras autoridades, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado no ano passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado por ampla maioria. Com a crise política entre o Congresso e o governo, os presidentes das Casas Legislativas, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautaram o texto. Convidados para a cerimônia com o presidente, ambos não comparecerão, o que foi lido como um recado político ao chefe do Executivo.

Simbolismo

Lula quer enfatizar, com a escolha da data para o veto, que não haverá tolerância com atos contra a democracia “Tem toda uma simbologia (o veto ser em 8 de janeiro). Em política, isso é relativamente comum (passar recados através de simbologias), apontam analistas políticos.

Lembrança funesta

Além de Brasília, algumas cidades registrarão atos relembrando o 8 de janeiro. No Recife, hoje, a partir das 15h, a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) fará uma manifestação na esquina da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista. No Acre, organizações políticas, sindicais, estudantis e movimentos sociais realizam, a partir das 17h, um ato público com debate no Auditório da Adufac, no Campus da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade integra a mobilização nacional e tem como tema “8 de janeiro – Brasil soberano: liberdade e dignidade aos povos”.

Recuo

O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jhonatan de Jesus, deve recuar e suspender a inspeção presencial no Banco Central (BC) autorizada por ele próprio para apurar a condução da liquidação do banco de Daniel Vorcaro.

Reflexo

A paralisação ocorre após uma onda de reações negativas do mercado, do governo e da autoridade monetária. Nos bastidores, o ministro relator já assegura a colegas que não pretende, em nenhuma hipótese, reverter a liquidação decretada pelo BC em novembro.

Leitura

A sinalização é interpretada como um esforço para arrefecer a tensão acumulada nas últimas semanas, inclusive entre investidores estrangeiros. Integrantes da Corte avaliam que qualquer mudança na decisão do BC só poderia ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, reforçou essa leitura ao afirmar que o TCU tem “o dever de fiscalizar o processo de liquidação”, mas que “quem liquida é o Banco Central”.

Farra

Antes de o Banco Master ser liquidado, o banqueiro Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele gastaram ao menos R$ 2 bilhões na compra de mansões, apartamentos, jatinhos e carros de luxo, segundo levantamento feito pelo portal UOL, com 85% dessas aquisições feitas a partir de 2024.

Maquiagem

Apenas 1% dos bens está no nome de Vorcaro como pessoa física, o restante foi comprado por sociedades anônimas fechadas e offshores ligadas a ele, muitas com estrutura societária sigilosa. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro captado pelo banco foi desviada para benefício pessoal dos executivos, em apuração que corre no STF.

Revés

Enquanto isso, a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), publicada ontem em edição extra do Diário Oficial, explicita uma derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que tentou segurar o nome.

Apadrinhamento

O presidente Lula (PT) cedeu à pressão do Senado, liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no contexto das negociações para a aprovação de Jorge Messias à vaga aberta no STF. Diretor da autarquia e presidente interino desde julho do ano passado, Lobo é apadrinhado por Joesley Batista e, aprovado em sabatina, será o primeiro presidente da CVM escolhido por critérios puramente políticos.

Histeria

A propósito da liquidação do Master, o economista e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do governo Lula, tem constatação sobre a realçai atípica de alguns órgãos de controle: “É surpreendente a reação de alguns órgãos de controle à intervenção no Banco Master. O Brasil enfrentou casos de descontrole em bancos privados com sucesso nos últimos 30 anos, e eu nunca assisti a uma reação como essa. Nesse período, a ação bem realizada pelo Banco Central evitou crises bancárias graves. É muito surpreendente a gente assistir a essa reação descontrolada de órgãos que deveriam ser de controle e não estão sendo”.

Esperneio

A condução do atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda na cela em que cumpre pena na Polícia Federal, em Brasília, provocou reação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que informou ter determinado a abertura de uma sindicância para apurar denúncias sobre o tratamento prestado a Bolsonaro.

Exorbitância

Pouco depois, porém, o ministro do STF Alexandre de Moraes anulou a medida e determinou que a Polícia Federal colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo. Moraes alegou que o conselho não tem competência correicional sobre a PF, apontou desvio de finalidade e ressaltou que a equipe médica atuou de forma correta.

Intercorrência

Bolsonaro foi submetido a exames na cabeça ontem, quarta-feira, 07, no hospital DF Star com autorização de Moraes. Os médicos confirmaram um traumatismo craniano leve, mas descartaram qualquer lesão intracraniana. Concluídos os procedimentos, Bolsonaro retornou à cela.