Rio Branco, AC 18 de junho de 2026 13:24
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Danilo exalta Endrick, cobra maturidade da Seleção e projeta protagonismo na Copa

Lateral destaca desempenho do jovem atacante nos treinos, admite susto na estreia contra Marrocos e vê evolução da equipe sob comando de Carlo Ancelotti

A poucos dias do segundo compromisso do Brasil na Copa do Mundo, o lateral Danilo assumiu o papel de uma das principais vozes da Seleção. Experiente e referência do elenco comandado por Carlo Ancelotti, o jogador fez uma análise sincera do momento da equipe, elogiou o jovem Endrick e reconheceu que a estreia diante do Marrocos ficou muito abaixo das expectativas.

Antes de abordar o desempenho da equipe, Danilo abriu a entrevista coletiva prestando solidariedade a Carlos Alberto Parreira, técnico do tetracampeonato mundial de 1994, atualmente internado em um hospital no Rio de Janeiro.

Ao comentar o empate por 1 a 1 na estreia pelo Grupo C, o lateral não escondeu a frustração.

— Assustou — resumiu ao ser questionado sobre o primeiro tempo da Seleção.

Endrick recebe respaldo dos veteranos

Apesar de não ter entrado em campo contra o Marrocos, Endrick segue sendo um dos nomes mais comentados nos bastidores da Seleção. Diante das especulações de que o atacante estaria distante dos planos imediatos de Ancelotti, Danilo fez questão de reforçar a confiança do grupo no jovem jogador.

Segundo o lateral, o atacante tem impressionado diariamente nos treinamentos e possui características que podem ser decisivas ao longo da competição.

— Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro. É um jogador de potência, de poder de decisão, estrela. Queremos que ele tenha protagonismo. O que pudermos fazer para que ele se sinta importante, faremos. Ele vai ser muito importante para a gente. Eu digo para ele manter a cabeça fresca — afirmou.

Danilo também destacou a responsabilidade dos atletas mais experientes em preparar a nova geração para assumir o protagonismo da Seleção nos próximos anos.

Seleção ainda busca maturidade competitiva

Durante a coletiva, o lateral fez uma reflexão sobre o atual estágio da equipe brasileira e comparou o momento da Seleção ao de rivais consolidados no cenário internacional.

Para ele, o Brasil ainda não possui a mesma maturidade coletiva demonstrada por seleções como França e Argentina, consequência de anos marcados por mudanças frequentes de comando técnico.

— Quando se tem algo coeso, você se agarra naquilo quando tudo fica difícil. Isso é uma coisa que não conseguimos construir. Depois do jogo contra a França eu falei que não tínhamos a mesma maturidade deles e da Argentina. Isso não significa que não possamos chegar longe — avaliou.

Danilo acredita que a equipe precisará adaptar estratégias durante a Copa, mesmo que isso signifique abrir mão da posse de bola em determinados momentos.

— Talvez não pressionar tão alto e deixar o comando do jogo para o adversário também seja maturidade. Temos jogadores capazes de decidir quando surgir a oportunidade.

Confiança no trabalho de Ancelotti

Questionado sobre o processo de construção da equipe sob comando de Carlo Ancelotti, Danilo demonstrou confiança no trabalho desenvolvido nas últimas semanas.

Segundo ele, a comissão técnica já definiu grande parte da equipe que enfrentará o Haiti, mas algumas posições seguem abertas em função de ajustes táticos e características do adversário.

O lateral também minimizou a repercussão sobre a divulgação tardia da escalação na estreia.

— Hoje temos um time praticamente definido, mas algumas escolhas dependem da estratégia. Para alguns jogadores faz diferença saber antes, para outros não. Isso varia de atleta para atleta.

CBF recebe elogios por organização

Conhecido por críticas anteriores à estrutura do futebol brasileiro, Danilo surpreendeu ao elogiar a atual gestão da Confederação Brasileira de Futebol.

O jogador afirmou que percebe uma evolução significativa na organização da entidade e acredita que o trabalho realizado poderá gerar resultados tanto no presente quanto no futuro.

— Sempre fui crítico da desorganização, mas preciso reconhecer que hoje existe um planejamento e uma organização entre os melhores que já encontrei na Seleção. Isso vai trazer benefícios nesta Copa e também para as próximas gerações.

Foco no Haiti e na recuperação da confiança

Após a atuação irregular diante do Marrocos, Danilo acredita que a equipe soube reagir emocionalmente durante a partida e demonstrou evolução na etapa final.

Para ele, o principal desafio agora é transformar a expectativa em desempenho dentro de campo.

— Existia muita expectativa para fazermos um grande jogo. Quando acontece o contrário, é difícil administrar. Precisávamos encontrar equilíbrio emocional e tático. No segundo tempo tivemos mais calma e conseguimos melhorar.

O Brasil volta a campo nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, quando enfrenta a seleção do Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida é vista internamente como fundamental para consolidar a recuperação da equipe e encaminhar a classificação às oitavas de final.