Rio Branco, AC 25 de maio de 2026 13:00
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Mais de 50 escolas municipais aderem à greve da Educação em Rio Branco; veja lista

Paralisação começou na quarta (20) e já dura quase uma semana. Segundo o sindicato, creches e centros de educação infantil estão com atividades suspensas

Há quase uma semana em greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho, os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco segue com as atividades paralisadas nesta segunda-feira (25).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco, pelo menos 51 unidades de ensino aderiram ao movimento, entre escolas, creches e centros de educação infantil. (Veja lista completa mais abaixo)

Apesar da paralisação, algumas unidades continuam funcionando parcialmente. A categoria informou também que a greve segue por tempo indeterminado até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre as propostas apresentadas e aguarda retorno.

Segundo o levantamento repassado pelo sindicato, as seguintes unidades aderiram ao movimento:

  1. Creche Sagrado Coração de Maria
  2. Escola Benfica
  3. Anita Jangles
  4. Escola Frei Pelegrino de Lima
  5. Valdívia de Castro
  6. Francisca Aragão Silva
  7. Creche Maria José Bezerra dos Reis
  8. Creche Sorriso de Criança
  9. Padre Peregrino
  10. Escola Mário Lobão
  11. CEI Willy Viana das Neves
  12. Creche Jairo Júnior
  13. Jessé Santiago
  14. CEI Luiz Roberto Pedron
  15. Monteiro Lobato
  16. CEI Prof. Beline Araújo
  17. Creche Bem-Te-Vi
  18. CEI Maria Silvestre
  19. CEI Jorge Luís
  20. Creche Ione Portela da Costa Casas
  21. Eufrosina Silva Oliveira
  22. Escola Boa União
  23. Creche Francisca Silva Maia
  24. Escola Monte Castelo
  25. Escola José Potyguara
  26. Escola Luiza de Lima Cadaxo
  27. Escola Juvenal Antunes
  28. Dr. Zaquel Machado
  29. CEI José Anacleto
  30. CEI Herloizia Almeida
  31. Escola Maria Lúcia Moura Marin
  32. Escola Bom Jesus
  33. Creche Jacamim
  34. CEI Maria Danila Pompeu
  35. CEI José Maria Maciel
  36. CEI Maria Estela Marques
  37. Mestre Irineu Serra
  38. Mariana da Silva Oliveira
  39. Álvaro Vieira da Rocha
  40. Escola Maria Izaliz
  41. Escola Jorge Félix Lavocat
  42. Creche Irmãos Mi e Bino
  43. Escola Irmã Maria Gabriela
  44. Escola Luiza Carneiro Dantas
  45. Mauricila Sant’Ana
  46. Escola Menino Jesus
  47. Teresinha Kalume
  48. Anexo Chico Mendes
  49. Anice Dib Jatene
  50. Djanira Bezerra dos Reis
  51. CEI Prof. Beline Araújo

Entre as principais reivindicações estão a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias na estrutura das unidades de ensino.

De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária.

Impasse

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a categoria considera que houve retrocesso nas negociações com a prefeitura desde o início da greve.

Segundo ela, uma proposta discutida anteriormente teria sido alterada pela gestão municipal.

“A prefeitura está nos retalhando, porque nós estávamos avançando em uma proposta e, na quinta-feira [21], mandaram uma proposta pior do que a que estava sendo construída na mesa. Mas nosso movimento está forte. Mais de 70% das escolas estão na greve e seguimos com o cronograma da paralisação”, declarou.

Ainda segundo Rosana, houve apenas uma reunião entre representantes da categoria e a prefeitura desde o início da greve. Ela afirmou que a proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada pelos trabalhadores.

“A proposta é imoral. Depois de três anos sem ganho nenhum, oferecer R$ 75 para um funcionário é inaceitável”, disse.

A presidente do sindicato reforçou que a categoria reivindica a reposição do salário mínimo nas tabelas dos servidores, reajuste de 5% imediato para todas as categorias e mais 5% a partir de novembro.

Os trabalhadores pretendem manter a greve até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura. “Só depende do prefeito encerrar esta greve”, concluiu.

Protesto anterior

Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já haviam feito um ato convocatório no dia 11 de maio, em frente à prefeitura, para pressionar a gestão municipal por avanços nas negociações.

Naquela ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação.

A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e reuniu representantes de 56 escolas.