Rio Branco, AC 24 de maio de 2026 15:07
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Comitiva

A ex-prefeita de Brasiléia Fernanda Hassem (Novo), apontada nos bastidores da política acreana como um dos nomes cotados para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Alan Rick (PL) nas eleições de 2026, esteve acompanhando o parlamentar no final da semana finda em agendas realizadas nos municípios de Feijó, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Porto Walter, na região do Juruá, que teve como foco a entrega de casas de farinha móveis e equipamentos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar.

Participação

Instada, Fernanda confirmou que participa das discussões internas relacionadas à composição da chapa majoritária na condição de vice e destacou que acompanha o senador dentro das agendas do programa “Fala Acre”, iniciativa criada para ouvir moradores de diferentes regiões do estado e reunir propostas para um futuro plano de governo.

Elo

Segundo a ex-prefeita, ter o nome lembrado para compor a chapa majoritária representa reconhecimento político e também uma oportunidade de ampliar a representação dos municípios do interior, vez que também desposa o ideário municipalista, tese cara ao senador Alan Rick.

Premissas

Para contextualização, o ideário municipalista consiste em uma corrente de pensamento político e administrativo que defende a autonomia das cidades e a descentralização do poder do Estado. A premissa central é de que os problemas públicos devem ser resolvidos o mais próximo possível dos cidadãos, visto que é no município onde a vida real e as demandas da população acontecem diretamente.

Princípios

A corrente defende, ainda, a autonomia Política e Financeira; a defesa de maior independência para governos locais gerirem seus recursos legais e tributários; a descentralização Administrativa; a transferência de competências e serviços das esferas federal e estadual diretamente para o município e também a participação Cidadã; o Estímulo à democracia direta através de conselhos municipais, audiências públicas e orçamentos participativos.

Opções

Fernanda Hassem ressaltou ainda que não há definição oficial sobre a escolha do nome para a vice-governadoria, mas, de acordo com ela, outras lideranças também são avaliadas pelo grupo político, entre elas a ex-primeira-dama do Acre, Ana Paula Correia. Outro nome citado nas articulações é o do empresário Ricardo Leite, conhecido como Rico, que também aparece entre os possíveis integrantes da futura composição eleitoral.

Consenso

A ex-prefeita afirmou que a definição será construída internamente e destacou que o grupo pretende manter unidade em torno da escolha que vier a ser feita para a disputa de 2026.

Cancelamento

A Justiça de Itália anulou na sexta-feira, 22, a decisão que autorizou a extradição de ex-deputada federal Carla Zambelli pela invasão ao sistema do CNJ. A Corte de Cassação deu razão ao recurso da ex-deputada e rejeitou o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Os magistrados italianos alegam terem encontrado erros na decisão anterior.

Frustação

O governo brasileiro estava confiante num desfecho positivo e vinha tomando medidas nos últimos dias. Na quarta-feira, Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem as providências necessárias para a extradição da ex-parlamentar.

Mobilização

Durante as últimas semanas, no entanto, os ministérios e a embaixada brasileira em Roma têm dado uma atenção especial ao caso e reunido informações. No ano passado, o governo já havia enviado informações e dados sobre a penitenciária conhecida como “Colmeia”, no Distrito Federal, onde Zambelli ficaria detida se extraditada.

Pendência

A Corte de Apelação também havia uma segunda decisão a favor de sua extradição pela condenação por porte ilegal de arma. A defesa de Zambelli também recorreu, mas este ainda está pendente de análise.

Se a Justiça italiana mantiver o aval à extradição nesta outra decisão, o veredito final será do governo da Itália.

Rescaldo

A primeira pesquisa Datafolha realizada após a eclosão do caso Dark Horse acendeu um alerta no entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nove pontos à frente do senador, a maior vantagem registrada sobre o pré-candidato do PL desde o início do ano.

Correio

A informação foi publicada em análise do Valor Econômico, que destaca um dado central: 36% dos entrevistados ainda não tomaram conhecimento do caso. Isso significa que o potencial de desgaste político de Flávio Bolsonaro ainda pode crescer à medida que o episódio se torne mais conhecido pelo eleitorado.

Espiral

O caso ‘Master’ envolve as relações de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no contexto do financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Segundo a análise, a exploração política dessas conexões ainda não se esgotou. O impacto inicial já aparece no aumento da rejeição do senador. Pela primeira vez, sua rejeição superou a de Lula, ainda que dentro da margem de erro: 46% contra 45%.

Cenário

A pesquisa também trouxe uma má notícia para a família Bolsonaro. Nenhum nome testado se mostrou mais competitivo do que Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio. Embora sua candidatura enfrente resistência dos enteados e do próprio marido, a ex-primeira-dama aparece como o nome que mais atrai o voto antilulista em um eventual segundo turno.

Rodada final

No cenário de segundo turno, Lula venceria Michelle por 48% a 43%, diferença de cinco pontos. O desempenho dela é melhor do que o de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), contra quem Lula aparece com vantagem de 48% a 39%.

Abismo

A análise aponta ainda que o caso ’Dark Horse’ (filme que retrata a trajetória de vida de Bolsonaro) pode afetar um dos principais atributos explorados por Flávio Bolsonaro contra Lula. Na rodada anterior do Datafolha, Lula aparecia à frente no quesito “mais corrupto”, por 50% a 17%. Agora, a revelação das relações do senador com Daniel Vorcaro pode reduzir essa vantagem comparativa do pré-candidato do PL. Com mais de um terço dos eleitores ainda sem conhecimento do episódio, o caso ‘Dark Horse’ permanece como um fator de risco para Flávio Bolsonaro e para a estratégia eleitoral da direita em 2026.

A fórceps

As deputadas Heloísa Helena (Rede) e Fernanda Melchionna (PSol) acionaram o STF na última sexta-feira, 22, para tentar obrigar que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, instale a CPMI do Master. Medida é uma reação à resistência do amapaense em instalar o colegiado para investigar o escândalo do banco de Daniel Vorcaro.

Fundamentação

No mandado de segurança, as parlamentares de Rede e Psol alegam que houve omissão e recusa do chefe do Legislativo em fazer a leitura do requerimento de criação da CPMI mesmo após o preenchimento dos requisitos constitucionais e regimentais para sua instauração. Para justificar a ofensiva, elas mencionam artigos da Constituição e do regimento comum do Congresso Nacional.

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