Rio Branco, AC 23 de maio de 2026 13:16
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Pé na estrada

O médico Thor Dantas, candidato do PSB ao governo do estado, botou o pé na estrada e começou a percorrer o interior do estado. Ontem, após mais de 12 horas de estrada e outras 4 horas de barco pelo Rio Gregório, Thor chegou à aldeia Yawatxivan, território do povo Yawanawá, em uma das regiões mais profundas da Amazônia acreana.

Interlocução

Recebido pelas lideranças indígenas e moradores da região, Dr. Thor destacou a importância da agenda e do diálogo com os povos originários dentro da caminhada que vem realizando pelo Acre durante a pré-campanha.

Largada

A agenda começou com visitas institucionais ao Conselho Regional de Medicina (CRM), entidade da qual faz parte por sua trajetória como médico, passou pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e agora chega aos povos originários do Acre, em uma agenda que, segundo ele, também carrega um significado pessoal e de pertencimento.

Aprendizado

“Os povos originários carregam conhecimento, história e uma relação profunda com a floresta. Estar aqui é entender que o futuro do Acre também passa pela escuta dessas comunidades”, disse Dantas.

Conversação

Durante os próximos dias, Thor participa de conversas com lideranças indígenas, moradores da região e representantes ligados à pauta ambiental sobre os impactos das mudanças climáticas na floresta e os desafios enfrentados pelas populações tradicionais do Acre.

Temáticas

Entre os temas debatidos estão os efeitos das enchentes e secas extremas, preservação ambiental, desenvolvimento sustentável, saúde, educação, infraestrutura e a realidade das comunidades que vivem às margens do Rio Gregório.

Pulsação

O pré-candidato ressaltou ainda que percorrer o interior do Acre tem proporcionado uma nova visão sobre os problemas enfrentados pela população. “Eu conhecia muito o interior como médico. Agora estou andando o Acre ouvindo as pessoas, entendendo os desafios da nossa população e vendo de perto a realidade das comunidades mais distantes do estado”, disse. A programação segue pelos próximos dias no território Yawanawá, no Rio Gregório.

Resistência

O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou, que ano passado esteve no Acre a convite da Federação da Agricultura, neste sábado,23, no Guarujá (SP), onde se realiza o Fórum Esfera, que irá recorrer da decisão do Democracia Cristã (DC) de expulsá-lo da legenda e confirmou que pretende disputar a indicação do partido à Presidência da República na convenção partidária, enfrentando o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.

Consequências

Em entrevista à imprensa, Aldo classificou como “arbitrária” a decisão da direção nacional do partido e reafirmou sua disposição de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O movimento amplia a crise interna no DC, intensificada após o presidente da legenda, João Caldas, anunciar Joaquim Barbosa como novo nome do partido para a corrida presidencial de 2026.

Plano

Aldo Rebelo vem defendendo uma plataforma baseada na retomada de projetos de desenvolvimento econômico que, segundo ele, estariam sendo bloqueados por restrições ambientais excessivas e por pressões internacionais. Para o ex-ministro, parte significativa das barreiras impostas ao Brasil atende a interesses externos contrários ao crescimento do país.

Nicho

Sua proposta inclui acelerar investimentos estratégicos na Margem Equatorial, considerada uma das principais apostas da Petrobras para expansão da produção de petróleo, além da exploração de riquezas minerais na Amazônia, incluindo reservas de terras raras consideradas essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética global.

Propostas

A declaração reforça o eixo central da pré-campanha do ex-ministro, que busca associar desenvolvimento econômico, soberania nacional e exploração de recursos naturais como motores de crescimento do país. Aldo também tem defendido maior autonomia do Brasil em relação às pressões internacionais sobre a política ambiental brasileira.

Cizânia

A disputa interna no Democracia Cristã tende agora a se aprofundar diante da decisão de Aldo de enfrentar Joaquim Barbosa na convenção partidária. O episódio expõe um racha na legenda em meio às articulações para as eleições presidenciais de 2026.

Termômetro

A avaliação do governo Lula (PT) apresentou nova melhora gradual, mas continua com saldo negativo entre os brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, 38% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% a consideram ótima ou boa. A aprovação e a desaprovação do trabalho do presidente agora aparecem empatadas em 48%, informa a Folha de São Paulo neste sábado, 23.

Balanceamento

O levantamento indica que a distância entre a avaliação negativa e a positiva vem diminuindo nas últimas rodadas. Em abril, a diferença era de 11 pontos percentuais, com 40% de avaliação ruim ou péssima e 29% de ótima ou boa. Na pesquisa divulgada no último sábado, a distância caiu para nove pontos, com 39% contra 30%. Agora, chegou a seis pontos, com 38% de avaliação negativa e 32% de positiva.

Meio termo

Outros 28% dos entrevistados classificam o governo como regular. Em relação ao levantamento anterior, a avaliação positiva oscilou dois pontos percentuais para cima, enquanto a negativa recuou um ponto. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Pareamento

O Datafolha também mostra mudança no indicador de aprovação do trabalho do presidente. Na rodada anterior, 45% aprovavam a atuação de Lula e 51% desaprovavam. Agora, os dois grupos aparecem empatados, com 48% cada.

Reação

A melhora ocorre após um período de oscilações negativas para o governo. O pior momento da avaliação de Lula neste mandato foi registrado em fevereiro de 2025, quando o índice de ótimo ou bom caiu para 24%. Naquele período, o governo enfrentava crises sucessivas, incluindo a relacionada ao Pix. A avaliação negativa chegou ao pico de 41% no mesmo mês e, desde então, tem oscilado entre 37% e 40%.

Reflexos

Nas últimas semanas, o governo adotou medidas de forte apelo popular, como o lançamento do Desenrola 2.0, a revogação da chamada “taxa das blusinhas” e uma medida provisória para conter a alta no preço da gasolina. Também passou a valer no início deste ano a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, promessa feita por Lula na campanha presidencial de 2022.

Cenário

A pesquisa foi a primeira realizada integralmente após a revelação, pelo site Intercept Brasil, de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário de Lula na disputa presidencial, pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

Rescaldo

Entre os entrevistados que afirmam conhecer o caso, 64% avaliam que o senador agiu mal. No cenário eleitoral testado pelo Datafolha, Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro na simulação de primeiro turno. O presidente aparece com 40%, contra 31% do senador. Na rodada anterior, Lula tinha 38% e Flávio Bolsonaro, 35%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro.

Segundo turno

Em uma eventual disputa de segundo turno, o quadro também mudou. O empate em 45% registrado anteriormente passou a uma vantagem de Lula, que aparece com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro.

Dados técnicos

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios. As entrevistas foram realizadas presencialmente na quarta-feira (20) e na quinta-feira (21). O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-07489/2026.

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