O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre, desembarcou em Feijó na data de ontem, quinta-feira, 21, acompanhado de uma caravana de pré-candidatos às eleições de 2026. O grupo foi recebido por apoiadores no aeroporto do município e, em seguida, participou de uma carreata com centenas de veículos, que percorreu ruas da cidade e chamou a atenção dos moradores.
Entourage
Integram a comitiva o deputado federal Roberto Duarte, pré-candidato à reeleição e presidente do Republicanos/AC; o deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos), também pré-candidato à reeleição; o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, que retornava de agenda em Brasília; Fernanda Hassem, ex-prefeita de Brasiléia e pré-candidata a vice-governadora (Novo); e Jairo Cassiano, ex-prefeito de Sena Madureira (Republicanos).
Regozijo
Durante a chegada, Alan Rick destacou a recepção da população e reforçou o objetivo da agenda no município. “Olha que alegria, que felicidade ser recebido dessa maneira aqui em Feijó. Nós estamos hoje, além de conversando e dialogando com a comunidade, com o povo de Feijó, vamos às aldeias, vamos aos ribeirinhos, vamos conversar. É o Fala, Acre! Ouvindo a população. E, claro, vamos aproveitar com o nosso prefeito Railson para fazer algumas visitas às nossas obras em andamento e muitas entregas aqui para Feijó. Tem muito trabalho”, afirmou.
Roteiro
Na cidade Alan Rick participou de visitas, entregas, assinatura de ordens de serviço e encontros do projeto “Fala, Acre!”, iniciativa de escuta popular voltada à construção de propostas para o desenvolvimento do estado.
Roteiro
Hoje, sexta-feira, 22, a comitiva participa da entrega da reforma do Mercado Municipal de Feijó e segue para Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. No sábado e domingo, a agenda continua em Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, com entregas de maquinários, visitas técnicas, encontros com produtores rurais e novas rodadas de escuta popular.

Deletérios
A recente passagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Acre, acompanhado pelo senador Márcio Bittar (PL-AC) e seu filho, o pré-candidato a deputado federal João Paulo Bittar (PL), gerou uma forte onda de reações no cenário político local face aos ataques desferidos pelo trio à imagem da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva (Rede Sustentabilidade), atual deputada federal por São Paulo e uma das principais figuras públicas da história do Acre e do país.
Frívolo
Ontem, 21, o médico e ex-governador do Acre, Tião Viana (PT), utilizou suas redes sociais para repudiar de forma veemente as declarações de Nikolas Ferreira. Para Viana, a postura do deputado mineiro em solo acreano demonstra uma tentativa de autopromoção sem substância programática. “Ao tentar se autopromover tentando atacar a dignidade da Marina, esse moço expressa um vazio imenso, sempre votou pela destruição da Amazônia, não passando de vil vassalo do ódio”, declarou o ex-governador.
Espelho
Na mesma toada posicionou-se o jornalista e escritor Antonio Alves, amigo de longa data da ex-ministra, ecoando o silêncio ensurdecedor do deputado mineiro ante o presente noticiário nacional envolvendo denúncias contra o Banco Master e supostas ligações financeiras com o entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL), ídolo do grupo político que tem o parlamentar boquirroto como um dos expoentes.
Cara de paisagem
“Ora, mas logo ele, tão falante, não diz uma palavra sobre um escândalo tão grande. Claro, os banqueiros trambiqueiros são também pastores trambiqueiros na igreja do deputado, financiam suas campanhas e lhe dão transporte grátis em seus jatinhos. Vai falar o quê, não é mesmo? Melhor fugir para longe”, pontuou o jornalista.

Atrevimento
O Congresso Nacional derrubou um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e liberou a possibilidade de doações de bens, valores e benefícios do poder público a estados e municípios nos três meses que antecedem as eleições. A mudança havia sido incluída pelo Legislativo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e cria uma exceção às restrições previstas na legislação eleitoral, que normalmente proíbe esse tipo de transferência no período eleitoral para evitar uso político da máquina pública.
Contramão
A decisão contrariou pareceres técnicos das consultorias da Câmara e do Senado, que alertavam para riscos de uso indireto de recursos públicos em benefício eleitoral de parlamentares e candidato.
Armistício
A derrubada do veto, no entanto, foi interpretada nos bastidores de Brasília como um dos primeiros sinais concretos de distensão entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após semanas de tensão provocadas pela derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Afago
Segundo interlocutores envolvidos nas negociações, o governo optou por liberar parte da bancada governista como forma de sinalizar disposição para reduzir o conflito com Alcolumbre. O gesto foi interpretado no Congresso como uma concessão deliberada do Planalto em uma pauta considerada prioritária para o presidente do Senado.
Sem freios
Na visão da jornalista Vera Magalhães, de O Globo, “A lambança promovida por deputados e senadores nesta rara semana em que resolveram pegar no batente presencialmente supera, em desfaçatez e ousadia, a malfadada jornada pela aprovação da PEC da Blindagem no ano passado. Supera porque, desta vez, o Senado não se sente pressionado a ‘corrigir’ as decisões escandalosas e participa delas ativamente”.

Jogo de cena
Apesar de pedir que uma CPI seja instalada para investigar o escândalo do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, deixou de assinar três dos cinco requerimentos de criação de comissões de inquérito que circulam atualmente no Senado.
Cardápio
Entre os pedidos sem apoio do parlamentar está uma proposta apresentada por seu aliado Eduardo Girão, além de iniciativas articuladas por governistas. A ausência de assinaturas contradiz declarações recentes de Flávio, que afirmou ter apoiado “todas” as propostas de investigação sobre o caso Master.
Radioativo
A propósito do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conta a jornalista Andréia Sadi, de O Globo, que “Aliados de Flávio Bolsonaro relatam, nos bastidores, um diagnóstico cada vez mais recorrente no entorno da direita: o senador virou um personagem ‘contaminado’ politicamente até para setores da própria base bolsonarista. O temor desse grupo político é de que a associação entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, acabe irradiando desgaste para campanhas locais e dificulte alianças para 2026”.
Mesuras
E o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria convidado Flávio Bolsonaro para uma visita à Casa Branca na próxima semana. Ao menos é o que está divulgando a pré-campanha do senador. Aliados de Flávio afirmam que a visita tem como objetivo reforçar a imagem internacional do pré-candidato do PL e demonstrar proximidade política com Trump em meio ao desgaste provocado pelas revelações sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro. A Casa Branca, no entanto, ainda não confirmou o encontro.
Gato escaldado
Lula, por sua vez, diz agora estar com medo que Trump invada a Amazônia. Segundo ele, o Brasil precisa reforçar a proteção de suas fronteiras, citando uma eventual investida do presidente americano. “Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem garante que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”, indagou.

Porta aberta
Apesar da rejeição pela Polícia Federal da proposta de delação de Daniel Vorcaro, a Procuradoria-Geral da República decidiu manter abertas as negociações com os advogados do empresário. Integrantes da Procuradoria avaliam que ainda existe espaço para um entendimento.
Flexibilidade
A expectativa entre investigadores é que a manutenção da prisão preventiva aumente a pressão sobre Vorcaro e o leve a discutir um acordo mais amplo, incluindo a devolução de valores próximos ao prejuízo estimado em mais de R$ 50 bilhões envolvendo o Banco Master ao Fundo Garantidor de Crédito e o BRB.
De volta ao começo
Com a negativa da PF, os advogados de Vorcaro pediram a transferência do banqueiro de uma cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) no DF para a “Papudinha”. A defesa do banqueiro alega que as condições do local em que o banqueiro está sob custódia não estão adequadas. Vorcaro foi transferido de uma “sala de estado-maior” para uma cela comum, onde está submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.

Barraco
E a briga pelo Planalto não acontece apenas no topo das pesquisas. O Democracia Cristã anunciou processo para expulsar o ex-ministro Aldo Rebelo da legenda. O ex-titular da Defesa ficou revoltado com a potencial perda de espaço após a filiação do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa ao DC. O conflito interno se intensificou depois que o presidente da sigla, o ex-deputado João Caldas, anunciou Joaquim Barbosa como nome do partido para disputar a Presidência da República em 2026. (Correio Braziliense)


